“Exercise Summit” traz especialistas do exercício físico a Portugal – Notícias Saúde

Por | Iniciativas

Os maiores especialistas internacionais e nacionais do exercício físico reúnem-se, já no próximo dia 12 de maio, no ‘Exercise Summit’, para debater as melhores práticas associadas ao exercício físico e apresentar vários conteúdos multidisciplinares que contribuem para uma melhor saúde no seu todo.

James Steel, James Fisher, Michael Goulden, Ricardo Martinez ou Fernando Mata são alguns dos nomes internacionais que estarão em destaque no ‘Exercise Summit’, evento que vai decorrer no Centro de Congressos Lagoas Park, em Oeiras.

Com James Steel, professor na britânica School of Sport, Health and Social Sciences, haverá a oportunidade para “compreender a importância do papel do esforço no treino com resistências e perceber se o mesmo compensa realmente.”

Na sessão de James Fisher, personal trainer e preparador físico da equipa de basquetebol em cadeiras de rodas da Grã-Bretanha, que participou nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, será o momento de “olhar e compreender a evolução do treino com resistências nos últimos 50 anos”.

Já na apresentação de Michael Goulden, personal trainer e proprietário de um dos mais respeitados estúdios de personal training em Londres, “os convidados terão a oportunidade de compreender, desde as abordagens mais simplistas às mais revolucionárias, no que diz respeito às práticas de desporto. Será um momento para construir um framework e para perceber como se constrói e individualiza o exercício”.

Na sessão de Fernando Mata, “a importância dos micronutrientes no desportista são o tema principal, pois a alimentação desempenha um papel muito importante no exercício físico ”.

Haverá ainda espaço para abordagens dos mais prestigiados profissionais, como personal trainers, médicos, nutricionistas, fisiologistas e até um mestre de psicologia positiva.

As inscrições ainda podem ser feitas online, no valor de 65€, embora só restem 40 vagas. ​

Doenças autoimunes afetam três vezes mais mulheres do que homens

Por | Iniciativas

Não há estatísticas nacionais capazes de fazer o retrato das doenças autoimunes em Portugal, mas no seu conjunto, estima-se que estas doenças afetem três vezes mais mulheres do que homens. De resto, os dados revelam que são uma das principais causas de morte entre as mulheres com menos de 65 anos.

“São doenças que surgem em idades jovens, doenças que podem ser muito agressivas e afetar órgãos nobres, com elevada morbilidade e aumento da mortalidade. Estima-se, por exemplo, que a artrite reumatoide diminua em 10 anos a sobrevida média”, confirma Elisa Serradeiro, presidente da XXIV Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), que este ano discute os problemas que se levantam no dia-a-dia de quem trata estes doentes.

As estimativas do NEDAI, datadas de 2012, apontavam para a existência de cerca de 100.000 pessoas com doenças autoimunes em Portugal.

“Neste momento serão certamente mais, pois há mais casos diagnosticados e um aumento da prevalência, dado o aumento da sobrevida verificado ao longo das últimas décadas”, refere a especialista.

Um diagnóstico tardio, “mas também, e sobretudo, a agressividade da doença”, justificam que estes problemas integrem a lista das que mais matam no feminino. Para a especialista, é necessário “fazer mais intervenções junto dos médicos de família, nos centros de saúde, promover sessões de formação, de forma a alertar para sintomas e sinais sugestivos de doença autoimune, como aliás temos feito, com eficácia, na nossa área de influência”.

Uma sensibilização que ajuda a que os sintomas, muitas vezes vagos, das mulheres mais jovens, sejam levados a sério. “Sendo doenças multissistémicas, podem ter sintomas de diferentes órgãos/sistemas. Podem confundir e simular outras doenças; podem ser inespecíficos e passar despercebidos.”

Cada vez mais respostas

Ao nível dos tratamentos, são cada vez mais as respostas disponíveis. “Um exemplo são os biológicos, que mudaram de forma muito positiva a evolução de algumas doenças autoimunes. Esta é uma das áreas da medicina em maior expansão e ainda alvo de muita investigação, quer básica, quer clínica. Todos os anos saem novos fármacos, todos os anos saem novas classificações, novas escalas, novos princípios fisiopatológicos. Na década de 50 a mortalidade associada ao Lúpus Eritematoso Sistémico era de cerca de 50% aos 5 anos e atualmente é inferior a 10% aos 5 anos”.

Para os médicos, o desafio começa no diagnóstico, refere Elisa Serradeiro. “Muitas vezes os sintomas ou sinais são insidiosos e vão-se somando até ao diagnóstico definitivo. Pode também surgir associação de várias doenças autoimunes. Em doentes diferentes, a mesma doença pode ter apresentações diversas. Acresce o problema das comorbilidades associadas e os efeitos laterais dos fármacos usados, a complicar o seguimento dos doentes.”

Doentes que vão marcar presença na XXIV Reunião Anual do NEDAI, que arranca esta quinta-feira (12 de abril), em Vila Real e que decorre até a 14 de abril, e onde será feito um ponto de situação de diversas doenças autoimunes sistémicas, como miopatias inflamatórias, vasculites, esclerose sistémica, síndrome de Sjögren e  artrite reumatóide.

“É importante os doentes saberem o que têm, colaborarem e partilharem experiências. Cada vez mais os doentes devem ser envolvidos nas decisões terapêuticas, cada vez mais os doentes têm acesso a informação sobre as suas doenças e por isso deve haver uma aproximação de todos os participantes nestas decisões.”