doação de sangue

No mundo, 119 países não têm sangue suficiente para as necessidades médicas

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Conscientes de que as transfusões de sangue são um recurso importante para os sistemas de saúde, investigadores norte-americanos quiseram olhar para o grau de necessidades não satisfeitas no que diz respeito às transfusões de sangue em todo o mundo. E concluíram que dos 195 países avaliados, 119 (61%) não tinham sangue suficiente para dar resposta às necessidades existentes.

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Há mil milhões de pessoas com problemas visuais que podiam ter sido evitados

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Mais de mil milhões de pessoas vivem, em todo o mundo, com problemas visuais porque não recebem os cuidados de que precisam, revelam os dados do primeiro relatório mundial sobre visão, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em vésperas do Dia Mundial da Visão, que se celebra no dia 10 de outubro, a OMS confirmou que o envelhecimento da população, as mudanças no estilo de vida e o acesso limitado à assistência oftalmológica, sobretudo em países menos desenvolvidos, são os principais fatores que explicam o crescente número de pessoas que vivem com deficiência visual.

 “As condições oculares e a deficiência visual são generalizadas e não são, muitas vezes, tratadas”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS.

“As pessoas que precisam de cuidados visuais devem poder receber intervenções de qualidade sem sofrer dificuldades financeiras. A inclusão do atendimento oftalmológico nos planos nacionais de saúde e pacotes essenciais de atendimento é uma parte importante da jornada de todos os países em direção à cobertura universal de saúde”, acrescenta.

“É inaceitável que 65 milhões de pessoas sejam cegas ou tenham visão prejudicada quando a sua visão podia ter sido corrigida da noite para o dia com uma operação às cataratas; ou que mais de 800 milhões lutem nas atividades diárias porque não têm acesso a um par de óculos.”

Os problemas visuais que mais preocupam

Em todo o mundo, pelo menos 2,2 mil milhões de pessoas apresentam uma deficiência visual ou cegueira. Destas, pelo menos mil milhões têm uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não foi tratada.

Os problemas visuais que podem comprometer a visão, como cataratas ou os erros refrativos, são o principal foco da prevenção nacional e de outras estratégias de tratamento oftalmológico. No entanto, problemas como o olho seco e a conjuntivite não devem ser negligenciados, uma vez que se encontram entre os principais motivos para a procura por serviços de saúde ocular em todos os países, afirma o relatório.

A combinação de uma população crescente e envelhecida fará aumentar significativamente o número total de pessoas com problemas oculares e deficiência visual, uma vez que a prevalência aumenta com a idade, avança a OMS.

Entre os principais problemas oculares encontram-se a miopia. Aqui, o aumento do tempo gasto em ambientes fechados e o aumento das atividades relacionadas com o trabalho estão a fazer aumentar o número dos que sofrem com miopia. Percentagem que o aumento do tempo ao ar livre pode ajudar a reduzir.

Os dados dão ainda conta de um número crescente de pessoas a viver com diabetes, sobretudo do tipo 2, o que pode afetar a visão se não for detetado e tratado. De resto, quase todas as pessoas com diabetes terão algum tipo de retinopatia ao longo da vida. Por isso, consultas de rotina e um bom controlo da diabetes podem proteger a visão destes doentes.

É preciso uma aposta na prevenção

Para a OMS, não há dúvidas sobre a necessidade de uma integração mais forte dos cuidados visuais nos serviços nacionais de saúde, o que inclui a atenção primária à saúde, para garantir que as necessidades de cuidados com os olhos de mais pessoas são satisfeitas através da prevenção, deteção precoce, tratamento e reabilitação.

Alarcos Cieza, que chefia o trabalho da OMS para a área visual, considera que “milhões de pessoas têm problemas visuais graves e não podem participar plenamente na sociedade porque não podem aceder aos serviços de reabilitação. Num mundo construído para a capacidade de ver, os serviços de oftalmologia, incluindo a reabilitação, devem ser fornecidos mais perto das comunidades, para que as pessoas alcancem seu potencial máximo”.

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Vespa asiática: um risco para as populações

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Existe em Portugal desde 2011, mas nunca como agora deu tanto que falar. A vespa asiática, que tem sido associada à morte de pelo menos quatro pessoas nas últimas semanas, é uma espécie predadora da abelha europeia, que se tem estendido pelo território nacional. É para ela que alerta a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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suplementos alimentares

Maioria dos suplementos dietéticos não melhora a saúde ou adia a morte

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Suplementos há muitos, mas será que esta variedade tem correspondência em eficácia? Uma nova avaliação das descobertas feitas por dezenas de ensaios clínicos sobre o tema confirmam que não, não estão associados nem a uma vida mais longa ou à proteção contra doenças cardíacas.

Foram ao todo 277 estudos que os investigadores da Johns Hopkins Medicine avaliaram, confirmando que, de facto, a maioria dos suplementos ou dietas não estava associada a nenhum dano. Mas com exceção de uma dieta pobre em sal, dos suplementos de ácidos gordos ómega-3 e ácido fólico para algumas pessoas, que revelaram benefícios para a saúde, os restantes mostraram ser ineficazes. 

Descoberto foi também que os suplementos que combinam cálcio e vitamina D podem, de facto, estar ligados a um risco ligeiramente aumentado de AVC.

Uma panaceia que não existe29

Publicado na revista Annals of Internal Medicine, o trabalho deita por terra esta ideia de benefício. 

“A panaceia ou a magia que as pessoas continuam à procura nos suplementos dietéticos não existe.”

Quem o diz é Erin D. Michos, diretora associada de cardiologia preventiva do Centro Ciccarone de Prevenção de Doenças Cardiovasculares e principal autora do estudo, que deixa um conselho. “As pessoas devem-se concentrar em obter os nutrientes a partir de uma dieta saudável para o coração, porque os dados mostram cada vez mais que a maioria dos adultos saudáveis ​​não precisa de tomar suplementos.”

Suplementos sem efeitos mensuráveis

Para este estudo, os investigadores usaram dados de 277 ensaios clínicos randomizados, que avaliaram 16 vitaminas ou outros suplementos e oito dietas e a sua associação com a mortalidade ou problemas cardíacos, incluindo doença coronária, acidente vascular cerebral e enfarte. Todos juntos, incluíram dados recolhidos de 992.129 participantes em todo o mundo.

A maioria dos suplementos, incluindo multivitamínicos, selénio, vitamina A, vitamina B6, vitamina C, vitamina E, vitamina D, cálcio e ferro, não revelaram ligação ao aumento ou diminuição do risco de morte ou saúde do coração.

“A nossa análise tem uma mensagem simples: que embora possa haver alguma evidência de que algumas intervenções têm impacto na morte e na saúde cardiovascular, a grande maioria das polivitaminas, minerais e diferentes tipos de dietas não tem efeito mensurável na sobrevivência ou redução do risco de doença cardiovascular”, conclui Safi U. Khan, outro dos autores do trabalho.