sono influencia intestino

Saúde do intestino sofre com as noites por dormir e já se sabe porquê

Por | Atualidade

A questão não é nova: porque é que as pessoas com horários irregulares, como os que trabalham por turnos, são mais suscetíveis a inflamação no intestino e obesidade? A resposta pode bem estar, segundo um grupo do Centro Champalimaud para o Desconhecido, na relação entre a função imunitária intestinal e o relógio circadiano do cérebro.

Já se sabe que aqueles que trabalham de noite ou viajam com frequência por diferentes fusos horários têm maior tendência a ter excesso de peso e sofrer de inflamação intestinal. A causa subjacente a este fenómeno tem sido objeto de muitos estudos que tentaram associar os processos fisiológicos à atividade do relógio circadiano do cérebro, que é gerado em resposta ao ciclo da luz do dia.

Agora, o grupo liderado por Henrique Veiga-Fernandes, do Centro Champalimaud para o Desconhecido, em Lisboa, descobriu que a função de um grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem para a saúde intestinal, é diretamente controlada pelo cérebro. Descoberta publicada na revista Nature.

“A privação do sono, ou hábitos de sono alterados, podem ter consequências dramáticas para a saúde, resultando numa série de doenças que frequentemente têm um componente imunitário, como problemas inflamatórios intestinais”, refere Veiga-Fernandes, principal investigador que liderou o estudo.

“Para entender porque é que isso acontece, começamos por perguntar se as células imunitárias do intestino são influenciadas pelo relógio circadiano.”

Como os “genes do relógio” afetam o intestino

Quase todas as células do corpo têm um mecanismo genético interno que segue o ritmo circadiano através da expressão do que é comummente conhecido como “genes do relógio”, que funcionam como pequenos relógios que informam as células da hora do dia e, assim, ajudam os órgãos e sistemas que as células formam juntas a antecipar o que vai acontecer, por exemplo, se for hora de comer ou dormir.

Embora esses relógios de célula sejam autónomos, precisam de ser sincronizados para garantir que “todos estão na mesma página”.

“As células não têm informações diretas sobre a luz externa, o que significa que os relógios individuais podem ser desativados”, explica Veiga-Fernandes. “O trabalho do relógio do cérebro, que recebe informações diretas sobre a luz do dia, é sincronizar todos estes pequenos relógios, o que é absolutamente essencial para o nosso bem-estar”, acrescenta em comunicado.

De entre as muitas células imunitárias presentes no intestino, a equipa descobriu que um tipo específico (ILC3s) era particularmente suscetível a perturbações dos seus genes do relógio.

“Essas células cumprem funções importantes no intestino: combatem infeções, controlam a integridade do epitélio intestinal e instruem a absorção dos lípidos”, refere o especialista.

“Quando interrompemos o relógio, descobrimos que o número de ILC3s no intestino foi significativamente reduzido. Isso resultou numa inflamação severa, violação da barreira intestinal e aumento da acumulação de gordura.”

Resultados que levaram a equipa a tentar perceber porque é que estas células são afetadas com tanta intensidade pelo relógio circadiano do cérebro. A resposta acabou por ser ligação de que estavam à procura.

O impacto da mudança de hábitos 

Os resultados da investigação foram descritos em pormenor na revista Nature e são, segundo Veiga-Fernandes, dignos de entusiasmo, uma vez que esclarecem o motivo pelo qual a saúde intestinal fica comprometida em indivíduos rotineiramente ativos durante a noite.

“Esse mecanismo é um belo exemplo de adaptação evolutiva”, reforça o investigador. “Durante o período ativo do dia, quando nos alimentamos, o relógio circadiano do cérebro reduz a atividade das ILC3s para promover o metabolismo lipídico saudável. Mas o intestino pode ser danificado durante a alimentação. Então, depois de terminado esse período de alimentação, o relógio circadiano do cérebro instrui as ILC3s a voltar ao intestino, onde agora são necessárias para lutar contra invasores e promover a regeneração do epitélio”.

“Não é surpresa então que as pessoas que trabalham à noite possam sofrer de desordens intestinais inflamatórias. Tem tudo a ver com o facto de esse eixo neuroimune específico ser tão bem regulado pelo relógio do cérebro que qualquer mudança nos nossos hábitos afeta imediatamente essas importantes células imunitárias antigas.”

prémios ao valor social

Prémios ao Valor Social reconhecem ideias para melhorar a vida dos cidadãos

Por | Atualidade

Os Prémios ao Valor Social, uma iniciativa da Fundação Cepsa, estão de volta e pretendem, uma vez mais, reconhecer diferentes projetos sociais que promovam a inclusão e a qualidade de vida de pessoas ou grupos menos favorecidos.

O período de candidaturas está novamente aberto, disponível para ideias oriundas de Gibraltar, das Ilhas Canárias, da Comunidade de Madrid, da província de Huelva, portuguesas, colombianas e brasileiras, áreas geográficas em que a Cepsa tem uma atividade relevante e onde estabeleceu laços e relações com as comunidades de forma mais profunda.

Serão, ao todo, distribuídos prémios que vão até aos 400.000 euros pelas iniciativas sociais vencedoras, com projetos sociais com o intuito de melhorar a qualidade de vida de diversos grupos: pessoas em vulnerabilidade social, desempregados, doentes, pessoas com diversidade funcional, minorias étnicas, crianças, jovens e adolescentes, idosos ou vítimas de violência baseada em género, entre outros.

Prémios com inscrições abertas

São, ao todo, 15 anos a atribuir estes reconhecimentos. “É a bandeira da nossa ação social”, refere a propósito Teresa Mañueco, diretora-geral da Fundação Cepsa.

“Orgulhamo-nos de que estes prémios se tenham tornado referência de integração e colaboração entre os profissionais da Cepsa, as entidades sociais e a Fundação. A cada ano, as entidades apresentam projetos mais inovadores e, do nosso lado, trabalhamos para incorporar melhorias e divulgar os prémios a um maior número de entidades”, acrescenta

As entidades que desejem participar poderão apresentar os seus projetos a partir desta terça-feira, 10 de setembro, até dia 4 de outubro, através da página web da Fundación: www.fundacioncepsa.com. 

No próximo mês de novembro, será dado a conhecer o acórdão de cada um dos jurados locais, envolvendo diferentes representantes institucionais relacionados com a ação social.

doentes com cancro e os riscos de fumar

O risco de continuar a fumar após o diagnóstico de cancro do pulmão

Por | Atualidade

Tendo em conta que o tabaco é um dos principais fatores de risco para o cancro do pulmão, deixar de fumar continua a ser a melhor forma de prevenir a doença e de melhorar o prognóstico de quem já a tem. É que muitos são os doentes com cancro que continuam a fumar após o diagnóstico, com consequências: maior taxa de mortalidade e maior risco de um segundo tumor. 

Tendo em conta esta realidade, a Associação Internacional para o Estudo do Cancro do Pulmão (IASLC) decidiu chamar a atenção, no decorrer da sua reunião anual, que decorre em Barcelona, para a importância de deixar de fumar após o diagnóstico de cancro, apelando aos médicos para rastrearem os doentes com cancro quanto ao uso de tabaco, recomendando a sua cessação.

“Durante muito tempo, este tem sido um problema negligenciado na educação dos profissionais de saúde. Muitos médicos ainda acreditam que, no momento do diagnóstico de cancro, já é tarde demais para oferecer apoio à cessação tabágica. Da mesma forma, a maioria dos doentes acredita que não há nada a ganhar com o abandono”, refere Jassem Jacek, especialista da Universidade Médica de Gdansk, na Polónia.

No entanto, os efeitos clínicos do tabagismo após o diagnóstico fazem-se sentir no aumento dos custos do tratamento do cancro, refere a Declaração do Comité de Controlo do Tabaco e Cessação Tabágica da IASLC, que faz várias recomendações.

Ajudar os doentes a deixar de fumar

De acordo com o documento, todos os doentes com cancro devem ser rastreados quanto ao uso de tabaco e orientados sobre os benefícios da cessação.

Nos doentes que continuarem a fumar após o diagnóstico, a cessação do tabaco deve ser rotineiramente e integralmente incorporada nos cuidados multidisciplinares proporcionados aos doentes e às suas famílias.

Os programas educacionais sobre a gestão do cancro devem incluir treino para cessação tabágica, comunicação empática à volta da história do uso do tabaco e utilização de recursos existentes para a cessação.

O aconselhamento e o tratamento para parar de fumar devem ser um serviço reembolsável e o estado do fumador deve ser avaliado logo desde início.

“Esta questão pode ser superada com a consciencialização da comunidade de saúde sobre a importância da cessação após o diagnóstico do cancro”, afirma Emily Stone, especialista do Kinghorn Cancer Center, na Austrália. “Esperamos que a nossa iniciativa contribua para mudar essa atitude.”

estatuto do cuidador informal

Estatuto do cuidador informal define apoios para quem cuida

Por | Atualidade

Foi esta sexta-feira publicado em Diário da República o a lei que aprova o Estatuto do Cuidador Informal, documento que regula os direitos e os deveres dos cuidadores, que se estima chegarem aos 230 mil em Portugal, estabelecendo as respetivas medidas de apoio.

O documento reconhece os direitos destes cuidadores, nomeadamente “o seu papel fundamental no desempenho e manutenção do bem-estar da pessoa cuidada” e define que o cuidador deve ser “acompanhado e receber formação para o desenvolvimento das suas capacidades e aquisição de competências para a prestação adequada dos cuidados de saúde à pessoa cuidada”, assim como “receber informação por parte de profissionais das áreas da saúde e da segurança social”.

Define ainda que este deve aceder a informação que, em articulação com os serviços de saúde, esclareça sobre a evolução da doença e todos os apoios a que tem direito, assim como informação relativa a boas práticas ao nível da capacitação, acompanhamento e aconselhamento, “usufruir de apoio psicológico dos serviços de saúde, sempre que necessário, e mesmo após a morte da pessoa cuidada” e “beneficiar de períodos de descanso que visem o seu bem-estar e equilíbrio emocional”.

O Estatuto inclui ainda um subsídio de apoio ao cuidador informal principal, a conciliação da prestação de cuidados com a vida profissional e permite que seja ouvido no âmbito da definição de políticas públicas dirigidas aos cuidadores informais.

Prazos definidos para a regulamentação

O diploma define que a regulamentação do estatuto do cuidador informal deve ser feita no prazo máximo de 120 dias a contar de hoje, os mesmos dias que o Governo tem para identificar as medidas legislativas ou administrativas necessárias para o reforço da proteção laboral do cuidador informal não principal, ou seja, o que cuida de forma regular e não permanente.

De acordo com a nova lei, a prova da condição de cuidador informal principal é feita oficiosamente pelos serviços competentes da segurança social.

projetos-piloto para o cuidador informal

Ainda de acordo com o documento, serão desenvolvidos projetos-piloto experimentais para as pessoas que se enquadrem no estatuto de cuidador, que devem vigorar por 12 meses.

A atribuição de subsídio de apoio ao cuidador informal depende da apresentação de requerimento junto dos serviços da segurança social.

passeio nos parques na cidade

Parques na cidade elevam o humor tanto como o Natal

Por | Atualidade

Sente-se infeliz e irritadiço? O tratamento pode ser mais simples do que aquilo que pensa e passa por um passeio num dos parques na cidade.

De acordo com um estudo inédito, parece que os visitantes dos parques urbanos usam palavras mais felizes e expressam menos negatividade no Twitter do que faziam antes da sua visita. E o bom humor tem uma duração de até quatro horas.

O efeito é tão forte, descobriu uma equipa de cientistas da Universidade de Vermont, que o aumento da felicidade após uma visita a um parque é mesmo o equivalente ao aumento do humor na altura do Natal, de longe o dia mais feliz do ano no Twitter.

Mudar o humor com passeios nos parques na cidade

Com mais pessoas a viver nas cidades e as taxas crescentes de transtornos do humor, este estudo pode ter implicações importantes para a saúde pública e o planeamento urbano.

Durante três meses, uma equipa de cientistas da Universidade de Vermont estudou centenas de tweets diários, sobre os 160 parques em São Francisco.

“Verificamos que sim, em todos os tweets, as pessoas são mais felizes em parques”, refere Aaron Schwartz, um estudante de pós-graduação da Universidade de Vermont, líder da investigação.

“Mas o efeito foi mais forte em grandes parques regionais com cobertura vegetal extensa. Ou seja, não é apenas sair do trabalho ou ir para a rua que provoca um impulso positivo: o estudo revela que áreas com mais vegetação têm um maior impacto”, acrescenta.

“Nas cidades, os grandes espaços verdes são muito importantes para a sensação de bem-estar das pessoas.”

De acordo com Schwartz, isso significa que os esforços para proteger e expandir as áreas naturais urbanas vão muito além das questões estéticas.

“Temos cada vez mais evidências de que é fundamental promover a saúde mental”, reforça Taylor Ricketts, coautor do novo estudo. 

Palavras mais e menos felizes

Para este estudo, os voluntários classificaram palavras que consideraram mais felizes numa escala de um a nove. Calculando a média das respostas dos voluntários, cada palavra recebeu uma pontuação: “feliz” recebeu 8,30; “hahaha” 7,94 e “parques” 7,14.

“Preso” ficou-se pelos 3.08, “acidente” 2.60 e “prisão” 1.76. 

Usando estas pontuações, a equipa recolheu cerca de cinquenta milhões de tweets de todo o mundo, todos os dias, e calculou a pontuação média de felicidade associada às palavras usadas.

Capacidade para intervir na saúde mental

Através de um sistema de localização, foi possível identificar quais os parques onde foram feitos os tweets.

“Este é o primeiro estudo que usa o Twitter para examinar como o sentimento do utilizador muda antes, durante e depois das visitas a diferentes tipos de parques”, refere Aaron Schwartz, outro dos responsáveis pelo estudo. “E os parques mais verdes mostram um impulso maior.”

“Estar na natureza oferece benefícios numa escala que não se encontra disponível para compra numa loja, ou para download”, explica Chris Danforth, professor da Universidade de Vermont. 

Este e outros cientistas consideram que são vários os mecanismos possíveis através dos quais os parques na cidade podem melhorar a saúde mental.

“Verificamos que a linguagem negativa – como ‘não faz’,’não’, ‘não pode’ – diminuiu no período imediatamente a seguir às visitas aos parques urbanos “, reforça Danforth. 

suplementos alimentares

Maioria dos suplementos dietéticos não melhora a saúde ou adia a morte

Por | Atualidade

Suplementos há muitos, mas será que esta variedade tem correspondência em eficácia? Uma nova avaliação das descobertas feitas por dezenas de ensaios clínicos sobre o tema confirmam que não, não estão associados nem a uma vida mais longa ou à proteção contra doenças cardíacas.

Foram ao todo 277 estudos que os investigadores da Johns Hopkins Medicine avaliaram, confirmando que, de facto, a maioria dos suplementos ou dietas não estava associada a nenhum dano. Mas com exceção de uma dieta pobre em sal, dos suplementos de ácidos gordos ómega-3 e ácido fólico para algumas pessoas, que revelaram benefícios para a saúde, os restantes mostraram ser ineficazes. 

Descoberto foi também que os suplementos que combinam cálcio e vitamina D podem, de facto, estar ligados a um risco ligeiramente aumentado de AVC.

Uma panaceia que não existe29

Publicado na revista Annals of Internal Medicine, o trabalho deita por terra esta ideia de benefício. 

“A panaceia ou a magia que as pessoas continuam à procura nos suplementos dietéticos não existe.”

Quem o diz é Erin D. Michos, diretora associada de cardiologia preventiva do Centro Ciccarone de Prevenção de Doenças Cardiovasculares e principal autora do estudo, que deixa um conselho. “As pessoas devem-se concentrar em obter os nutrientes a partir de uma dieta saudável para o coração, porque os dados mostram cada vez mais que a maioria dos adultos saudáveis ​​não precisa de tomar suplementos.”

Suplementos sem efeitos mensuráveis

Para este estudo, os investigadores usaram dados de 277 ensaios clínicos randomizados, que avaliaram 16 vitaminas ou outros suplementos e oito dietas e a sua associação com a mortalidade ou problemas cardíacos, incluindo doença coronária, acidente vascular cerebral e enfarte. Todos juntos, incluíram dados recolhidos de 992.129 participantes em todo o mundo.

A maioria dos suplementos, incluindo multivitamínicos, selénio, vitamina A, vitamina B6, vitamina C, vitamina E, vitamina D, cálcio e ferro, não revelaram ligação ao aumento ou diminuição do risco de morte ou saúde do coração.

“A nossa análise tem uma mensagem simples: que embora possa haver alguma evidência de que algumas intervenções têm impacto na morte e na saúde cardiovascular, a grande maioria das polivitaminas, minerais e diferentes tipos de dietas não tem efeito mensurável na sobrevivência ou redução do risco de doença cardiovascular”, conclui Safi U. Khan, outro dos autores do trabalho.

surto de ébola

Portugal desaconselha viagens à República Democrática do Congo devido ao ébola

Por | Atualidade

Há dois dias, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde declarava o estado de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional na República Democrática do Congo, na sequência do surto de ébola. Agora, é a vez das autoridades portuguesas reagirem, desaconselhando as viagens não indispensáveis a áreas afetadas daquele país africano.

Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) sublinha a existência de planos nacionais de contingência e orientações já implementadas para esta situação, que são objeto de revisão contínua e confirma estar a acompanhar a evolução do surto, desde agosto de 2018, procedendo à divulgação de informação à rede de Autoridades de Saúde, hospitais de referência e parceiros relevantes.

“O risco de introdução e propagação do vírus na União Europeia continua a ser muito baixo, mas só será nulo quando for interrompida a transmissão a nível local, na República Democrática do Congo”, lê-se no documento, agora divulgado.

Desaconselham-se, por isso, todas as viagens não indispensáveis às áreas afetadas. No caso destas serem mesmo essenciais, a DGS aconselha alguns cuidados: “não contactar com doentes ou cadáveres infetados com ébola, evitar o consumo de carne de caça e contacto com animais selvagens, vivos ou mortos, lavar e descascar a fruta e vegetais antes do seu consumo e utilizar apenas água potável, lavar as mãos regularmente usando sabão ou antisséticos e garantir práticas sexuais seguras.

A DGS confirma ainda a constituição de um grupo de trabalho para as medidas de preparação e resposta a esta Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, comprometendo-se a atualizar a informação, sempre que necessário em www.dgs.pt e em www.ebola.dgs.pt.

Ébola, um vírus mortal

O ébola é um vírus que se encontra, em alguns países africanos, em reservatórios naturais. Descoberto pela primeira vez em 1976, têm sido, desde então, vários os surtos da doença, que como sintomas mais frequentes a febre, náuseas, vómitos e diarreia, dores abdominais, dores musculares, dores de cabeça, dores de garganta, fraqueza e hemorragia inexplicada, que aparecem subitamente entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus.

A fase seguinte da doença pode caracterizar-se pelo aparecimento de manchas na pele, insuficiência hepática e renal, com alguns doentes a apresentarem hemorragias internas e externas abundantes e insuficiência de vários órgãos.

Para quem regressou há menos de 21 dias de um dos países afetados pelo surto e tiver um ou vários dos sintomas descritos, as autoridades de saúde não aconselham a que se desloque e pedem que evite o contacto com outros. Em vez disso, deve ligar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), descrever os seus sintomas e informar de que país regressou.

dormir às escutas e com a TV ligada

Dormir com a TV ligada associado a ganho de peso nas mulheres

Por | Atualidade

Dorme com a TV ligada ou com a luz acesa? Então saiba que corre um risco acrescido de obesidade, a julgar pelos dados do estudo que associa, pela primeira vez, qualquer exposição a luzes artificiais enquanto se dorme e o ganho de peso nas mulheres.

Realizado por cientistas do National Institutes of Health e publicada online na JAMA Internal Medicine, o estudo socorreu-se de questionários feito a 43.722 mulheres, com idade entre os 35 e os 74 anos, que não tinham história de cancro ou doença cardiovascular e não trabalhavam por turnos ou estavam grávidas e a quem foi perguntado se dormiam às escuras, com uma pequena luz noturna, luz fora do quarto ou a TV ligada.

Os resultados revelam que a avaliação ao peso varia consoante o nível de luz artificial a que as mulheres eram expostas durante a noite. Por exemplo, usar uma pequena luz de presença não estava associada a quilos a mais, ao contrário do que acontecia com uma luz ou a televisão ligada. Quem o fazia apresentava um risco 17% superior de ganhar cinco quilos.

“Embora o sono mau esteja, por si só, associado à obesidade e ao ganho de peso, não explica a relação entre a exposição à luz artificial e o peso”, refere Dale Sandler, um dos autores do estudo.

Chandra Jackson, especialista em sono, confirma que “os seres humanos são geneticamente adaptados a um ambiente natural que consiste em luz solar durante o dia e escuridão à noite”.

“A exposição à luz artificial à noite pode alterar as hormonas e outros processos biológicos, aumentando o risco de problemas de saúde como a obesidade.”

Dormir no escuro e sem TV, uma forma de prevenção

Os autores reconhecem que outros fatores poderem explicar as associações entre luz artificial à noite e ganho de peso, mas as suas descobertas não mudaram quando as análises foram controladas por características que podem estar associadas à exposição à luz durante a noite, como ter um cônjuge ou filhos mais velhos em casa, a raça, calorias consumidas e atividade física. 

Para Yong-Moon, outro dos autores do estudo, esta investigação sugere uma estratégia viável de saúde pública para reduzir a incidência da obesidade nas mulheres.

“A dieta altamente calórica e os comportamentos sedentários têm sido os fatores mais citados para explicar o contínuo aumento da obesidade”, afirma.

“Este estudo destaca a importância da luz artificial à noite e dá às mulheres que dormem com luzes ou a televisão ligada uma forma de melhorarem a sua saúde.”

abacates reduzem o apetite

Tem muita fome? O abacate ajuda a controlar o apetite

Por | Atualidade

Para quem sente mesmo muita fome, a solução pode ser tão simples como… incluir abacates no prato. É pelo menos esta a conclusão de um estudo do Centro de Investigação Nutricional do Instituto de Tecnologia de Illinois.

Os abacates aqui usados foram os Hass, substituto neste estudo dos hidratos de carbono, com a avaliação do seu consumo, inteiro ou em metades, a ser foi feita junto de 31 adultos com excesso de peso ou obesidade, que partilharam a sensação de fome e saciedade sentida ao longo de um período de seis horas. 

Um trabalho que permitiu concluir ainda que as alterações na dieta, causadas pelo abacate, limitaram a insulina e glucose no sangue. Solução que reduz o risco de diabetes e doenças cardiovasculares, associado à inclusão na alimentação diária de gorduras e fibras saudáveis, como as que se encontram nos abacates.

“Durante anos, as gorduras foram consideradas a principal causa da obesidade. Agora, são os hidratos de carbono que estão a ser alvo de escrutínio devido ao seu papel na regulação do apetite e controlo de peso”, explica Britt Burton-Freeman, diretora do referido Centro.

“Não existe uma solução de ‘tamanho único’ quando se trata de composição ideal de refeição para gerir o apetite”, acrescenta, confirmando que aquilo que é uma receita de sucesso para uns, pode não o ser para outros.

“No entanto, entender a relação entre a química dos alimentos e os seus efeitos fisiológicos em diferentes populações pode revelar oportunidades para abordar o controlo do apetite e reduzir as taxas de obesidade, colocando-nos um pouco mais perto das recomendações dietéticas personalizadas”, reforça.

abdominoplastia para retirar gordura

Abdominoplastia, uma solução para remover excesso de pele ou gordura

Por | Atualidade

Com a chegada do verão, começamos a olhar para o nosso corpo com outra preocupação. Alguns correm ao ginásio, mas há quem precise de uma ajuda cirúrgica para remover algum excesso de gordura localizada. É aqui que entra em cena a abdominoplastia.

Para mulheres que estiveram grávidas e cujos músculos da barriga perderam alguma firmeza ou para  pessoas que, após um processo de perda de peso, necessitam de remover parte da pele em excesso, a solução poderá, então, passar pela realização deste procedimento, “que inclui a remoção cirúrgica do excesso de pele e o excesso de gordura do abdómen, realizada geralmente sob anestesia geral”, explica Luiz Toledo, especialista mundial de cirurgia plástica e estética.

Numa primeira fase, a gordura poderá ser removida por lipoaspiração, seguindo-se a incisão para remover o excesso de pele, que deixa uma cicatriz de um lado ao outro do quadril e outra à volta do umbigo, que é também reposicionado no local correto.

Cuidados que não se podem esquecer

Embora não exista uma idade específica para a realização desta intervenção, Luiz Toledo explica que “há um procedimento chamado mini-abdominoplastia, indicado geralmente para pacientes mais jovens, com uma pequena quantidade de pele que precisa de ser removida, deixando uma cicatriz muito mais curta”.

Tratando-se de uma cirurgia, existem sempre alguns cuidados no pós-operatório que devem ser respeitados, para garantir o correto processo de cicatrização.

“Não levantar pesos, como sacos de compras e crianças durante três semanas; não conduzir durante duas semanas; banhos apenas de chuveiro e rápidos enquanto a incisão está a cicatrizar; visita pós-operatória regular para trocar curativos e observar a recuperação; e não expor a cicatriz ao sol durante um mês” são alguns dos conselhos que Luiz Toledo refere.

O regresso a uma vida normal, que poderá incluir a prática de exercício físico, ocorre um mês após a cirurgia.