diabetes na gravidez aumenta sintomas de depressão

Diabetes gestacional associado a sintomas de depressão pós-parto

Por | Saúde Mental

As grávidas diagnosticadas com diabetes, um problema que afeta uma em cada futura-mamã em Portugal, têm um risco elevado de desenvolver sintomas de depressão pós-parto, revela um novo estudo finlandês.

De facto, é com frequência que as gestantes apresentam níveis elevados de glicose no sangue, o que aumenta o risco de vários efeitos adversos no feto, para além de aumentar a probabilidade, nas mulheres, de virem mais tarde a desenvolver diabetes tipo 2.

De acordo com o estudo, agora publicado, os sintomas de depressão pós-parto foram identificados em 16% das futuras mães com diagnóstico de diabetes na gravidez e em aproximadamente 9% das mães que não apresentavam este problema.

Diagnóstico gerador de stress

Os investigadores usaram métodos estatísticos para ajustar os resultados de outros fatores que contribuem para o risco de sintomas de depressão pós-parto e diabetes, como idade materna no parto, índice de massa corporal e sintomas de depressão experimentados durante a gravidez. Os resultados foram publicados no Journal of Affective Disorders.

Conduzido pela Universidade da Finlândia, a Universidade de Helsínquia, o Hospital Universitário Kuopio e o Instituto Nacional Finlandês de Saúde e Bem-Estar, o estudo reuniu dados de 1.066 mães sem problemas de saúde mental anteriores.

“Mecanismos psicológicos podem explicar parcialmente a associação observada entre a diabetes na gravidez e os sintomas de depressão pós-parto”, explica Aleksi Ruohomäki, primeiro autor do estudo.

“Ser diagnosticado durante a gravidez com uma doença que pode prejudicar o feto pode ser uma experiência stressante, o que pode predispor a sintomas de depressão.”

Para além disso, acrescenta, Soili Lehto, especialista envolvida no trabalho, “os mecanismos fisiológicos também podem contribuir para essa associação”.

A evidência disponível sobre os possíveis efeitos da diabetes na gravidez nos sintomas de depressão pós-parto é escassa, sendo este novo estudo finlandês uma contribuição importante para essa área de investigação, que se encontra agora a despontar.

Porque devem as grávidas beber mais água?

Por | Nutrição

Gravidez – A importância da água para as grávidas

Durante a gravidez e amamentação, aos dois litros de água diários recomendados como o valor ideal de ingestão de água para as mulheres adultas, as grávidas deveriam acrescentar mais. São as necessidades de líquido da mãe e do filho que o exigem.

Foi durante o III Congresso Internacional e V Nacional de Hidratação, organizado pela Cátedra Internacional de Estudos Avançados em Hidratação e que decorreu em Bilbao, Espanha, que veio o alerta. 

“As grávidas precisam de água para formar o líquido amniótico que rodeia o bebé, apoiar o aumento do volume do plasma sanguíneo e produzir o leite materno para a amamentação.”

Adriana Ortiz Andrellucchi, professora associada de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, acrescenta aqui os vómitos que, nas primeiras fases da gravidez, “podem causar perdas de líquidos”.

É por isso que, tendo em conta o aumento do peso corporal e da ingestão calórica durante a gravidez, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) aconselha que se devem acrescentar 300 ml à ingestão diária de dois litros, recomendada para as mulheres adultas.

“Deveria incentivar-se as grávidas a aumentar a ingestão de água e outros líquidos, para satisfazer as novas necessidades fisiológicas do seu organismo e as do bebé”, reforça a especialista.

A gravidez costuma ser responsável por um aumento de peso entre os 10 e 15 quilos. Só o feto representa cerca de 25% desse peso, com 5% a referirem-se à placenta e 6% ao líquido amniótico. Já a água, costuma representar cerca de dois terços do aumento do peso materno, representando, no fim do primeiro trimestre, 94% do peso do bebé.

Exigências durante a amamentação

No período de amamentação, as mães perdem valores significativos de líquido. Contas feitas, a quantidade de leite ingerida pelos bebés situa-se, segundo as estimativas, à volta dos 700 ml por dia, que varia consoante as necessidades dos recém-nascidos.

“A composição do leite materno é diferente durante a toma. De início, tem mais água para hidratar o bebé e, no fim, apresenta mais gordura, que permite saciar o bebé e é onde se encontram as gorduras essenciais para o seu desenvolvimento neuronal”, assinala Ortiz Andrelluchi.

Por isso, a EFSA conclui que a ingestão de água nas mães que dão de mamar deve compensar a perda de água que acontece com a amamentação, recomendando que se junte à quantidade de referência 700 ml diários. Mais ainda, tendo em conta que:

“A desidratação também pode causar cansaço, num momento que só por si já é bastante setressante.”

300 especialistas reunidos em Espanha

O III Congresso Internacional e V Nacional de Hidratação juntou mais de 300 cientistas internacionais de áreas como a endocrinologia, nutrição, saúde pública, bioquímica, entre outros, para analisar as últimas evidências científicas no campo da hidratação, saúde e equilíbrio nutricional.

A Cátedra Internacional de Estudos Avançados em Hidratação é uma entidade de investigação académica de carácter internacional, lançada com o objetivo de contribuir com rigorosas evidências científicas e referências a nível global para a compreensão do papel da hidratação na saúde, apoiando estratégias e programas de saúde pública que incentivem a ingestão de água.

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Marca portuguesa lança leggings especiais para as futuras mamãs

Por | Bem-estar

Qual é a grávida que não deseja o conforto, sobretudo quando a barriga começa a pesar? E já agora, que esse conforto não tenha que ser conseguido à custa do estilo? É a pensar nestes desejos que a SPRY, uma marca 100% portuguesa de athleisure, decidiu criar as primeiras leggings da marca destinadas às futuras mamãs. Um modelo que conta com espaço extra para a barriga.

As The Grey Seamlees Pregnancy Leggings já chegaram às lojas (física e online), com marsúpio incluído, permitindo a todas as gestantes usufruírem das mesmas características, obtendo o máximo conforto. Como? através de uma tecnologia de tratamento técnico, que faz com que as fibras retenham a forma, tendo sempre resistência e elasticidade.

A técnica garante também a estabilidade da peça durante o uso, mantendo sempre a suavidade. Além disso, têm o mínimo de costuras, de modo a proporcionar o máximo de conforto e são antibacterianas, para controlar o odor, e hidrófilas, o que permite manter sempre o corpo seco.

“Pediram-nos leggings com espaço para a barriguinha e aqui estão elas! Super confortáveis, ideais para conjugar o dia-a-dia agitado de qualquer mulher, com esta altura tão feliz que é a gravidez em que precisamos realmente de conforto”, refere Inês Varela, uma das fundadoras da marca de athleisure. Uma novidade que chega ao mercado no mês de maio, aquele que é dedicado a todas as mães.

A ideia por detrás da marca

Inês, Rita e Tiago Varela são três irmãos, naturais de Lisboa, que já viajaram pelo mundo e viveram em São Paulo durante vários anos. Conhecem bem o conceito de “estar bem e com estilo, mesmo nos momentos de maior lazer” e, percebendo que em Portugal havia uma lacuna neste tipo de oferta, decidiram criar a SPRY.

Tiago não prescinde do conforto mas não encontra peças de roupa casual; Inês e Rita não abdicam de peças que lhes permitem viver as suas vidas agitadas sem terem que trocar de roupa antes de irem para o escritório. Além disso, apreciam roupa de desporto mas sem os típicos tons garridos que mais definem as peças de activewear.

Ao trazer a ideia para Portugal, abdicaram da produção em massa e criaram a sua própria linha. Confiaram a produção a fábricas portuguesas de renome, habituadas a trabalhar com os melhores materiais, escolhidos de forma a oferecer o máximo conforto e versatilidade. Assim, garantem novidades constantes, coleções cápsulas com peças quase exclusivas e um acompanhamento das tendências mais atuais e necessidades dos clientes.

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