vacina personalizada

Vacina personalizada contra o cancro é segura e tem benefícios

Por Cancro

Uma vacina personalizada contra o cancro, desenvolvida com a ajuda de uma plataforma computacional do Mount Sinai, nos EUA, não gerou questões de segurança e mostrou um potencial benefício para doentes com diferentes tipos de cancro, incluindo o do pulmão e da bexiga, que têm um risco alto de recorrência, mostram os dados de um ensaio clínico de fase I que se encontra a decorrer.

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vacinas contra o cancro

Em busca de vacinas personalizadas contra o cancro

Por Cancro

As vacinas contra o cancro foram desenvolvidas pela primeira vez há 100 anos, mas continuam pouco eficazes. Isto porque as mutações dos tumores são únicas, o que exige uma precisão extrema, difícil de alcançar. Depois, é ainda necessário um sistema seguro para permitir que a vacina chegue ao local certo e tenha uma resposta imunitária forte e específica. É para o mudar que trabalha um grupo de especialistas na Suíça.

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estudo sobre sistema imunitário

Investigação sobre células do sistema imunitário na luta contra o cancro ganha prémio

Por Cancro

Contribuir para melhores tratamentos de imunoterapia contra o cancro, através dos sistema imunitário, é o grande objetivo de um projeto do Instituto de Medicina Molecular – João Lobo Antunes (IMM), vencedor do Prémio Faz Ciência 2019.

A investigação de um conjunto de linfócitos que infiltram o tumor e que podem contribuir para a sua progressão conquista, desta feita, um prémio, iniciativa da Fundação AstraZeneca e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que distingue o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia desenvolvido em Portugal.

O prémio, que se traduz numa bolsa de trinta e cinco mil euros, foi entregue esta terça-feira, em Lisboa, numa cerimónia que decorreu na residência do Embaixador do Reino Unido.

O papel do sistema imunitário

Tendo em conta que as células do sistema imunitário são uma componente importante do microambiente tumoral, influenciando de forma significativa a progressão do cancro, os investigadores do IMM identificaram dois subconjuntos destas células que desempenham papéis opostos na progressão do tumor: enquanto um estimula a resposta contra o cancro, o outro promove o seu crescimento.

O que controla este equilíbrio é o que falta perceber e é o que se pretende com este trabalho, reconhecido pela sua importância com o ‘Prémio FAZ Ciência’, que pela segunda vez premeia a investigação que se faz em Portugal nesta área.

Tal como em 2018, foram submetidos diversos projetos a concurso, com elevada qualidade e representativos de vários grupos de investigação, o que representa o consolidar de um novo paradigma no panorama da investigação em Portugal.

Para Paulo Cortes, Presidente da SPO, parceira deste projeto, “esta iniciativa dá corpo a  um dos desígnios maiores da SPO ao promover o conhecimento e interligação entre os vários grupos de investigação, cooperativos e universidades, nacionais e internacionais. Neste sentido, continuamos a abraçar esta parceria com a Fundação AstraZeneca na atribuição do prémio FAZ Ciência com a maior satisfação e empenho”.

A  seleção do vencedor foi feita por uma Comissão de Avaliação composta por cinco reconhecidos especialistas nacionais na área da Imuno-Oncologia.

nova vacina contra a acne

Vacina contra a acne pode estar para breve

Por Investigação & Inovação

E se fosse possível acabar com a acne graças a uma vacina? A ideia já esteve mais longe da realidade, graças a um estudo que demonstrou, pela primeira vez, resultados promissores.

Publicado no Journal of Investigative Dermatology, o artigo dá conta do trabalho realizado por uma equipa do Departamento de Dermatologia da Universidade da Califórnia e La Jolla, nos EUA, e pelo Departamento de Ciências Biomédicas e Engenharia da Universidade Central Nacional de Taiwan.

E mostra como os cientistas conseguiram criar anticorpos contra uma toxina produzida por bactérias da acne vulgar, capazes de reduzir a inflamação.

“Uma vez validado por um ensaio clínico de grande escala, o potencial impacto das nossas descobertas é enorme para as centenas de milhões de pessoas que sofrem de acne vulgar”, explica Chun-Ming Huang, o investigador principal do estudo

“As opções atuais de tratamento não são, muitas vezes, eficazes ou toleráveis”, acrescenta, salientando que “são extremamente necessárias novas terapias seguras e eficientes”.

Os muitos impactos da acne

Ainda que não seja uma doença fatal, a carga psicológica da acne é grande, sendo este um problema que frequentemente prejudica a autoestima dos indivíduos afetados, sobretudo durante a adolescência, um período de importante desenvolvimento físico, emocional e social.

As lesões e as cicatrizes de acne podem persistir na idade adulta e os medicamentos atuais geralmente não são suficientes e podem provocar efeitos secundários difíceis de tolerar, que vão desde secura e irritação da pele até depressão e pensamentos suicidas.

Uma vacina poderia mudar tudo isto. E esta seria a primeira a atacar bactérias já presentes na pele humana, em vez de invadir os agentes externos.

Trabalho prossegue mas com cautelas

O trabalho vai continuar, até porque, alertam os especialistas, há cuidados que têm de ser tidos em conta no uso da imunoterapia para tratar a acne, para evitar prejudicar o equilíbrio microbiano da barreira da pele.

Tratamento inovador para o cancro funciona melhor nos homens

Por Cancro

Será a imunoterapia sexista? Um novo estudo revela que aquele que é considerado um dos avanços mais importantes da última década no tratamento do cancro funciona duas vezes melhor nos homens. 

É com base numa meta-análise de 20 ensaios clínicos, realizados com 11.000 doentes, que nasce esta afirmação. Publicada em forma de estudo na revista The Lancet Oncology, chama a atenção para a necessidade de mais trabalhos capazes de ajudar a perceber quais os mecanismos aqui subjacentes, para que se consiga otimizar os tratamentos para todos os doentes, independentemente do sexo.

Trabalhos anteriores tinham já reconhecido que os homens têm um risco quase duas vezes superior de mortalidade por todos os tipos de cancro, provavelmente como resultado de fatores comportamentais e biológicos.

Neste estudo, foram especificamente analisadas as diferenças na sobrevida de doentes tratados com imunoterapia com cancros avançados ou metastáticos, como melanoma, carcinoma de células renais, cancro da cabeça e pescoço ou cancro do pulmão. Dos participantes, 7.646 (67%) eram do sexo masculino e 3.705 (33%) do sexo feminino.

E se, no geral, a imunoterapia foi, para homens e mulheres, mais eficaz do que o placebo ou outro tipo de medicamentos contra o cancro, confirmou-se, em média, um ganho relativo de sobrevivência do dobro para os homens.

Que “a imunoterapia continua a ser o tratamento padrão para vários tumores, com uma sobrevivência muitas vezes superior a outras drogas”, este Fabio Conforti, especialista do Instituto Europeu de Oncologia, em Milão, Itália, não contesta. No entanto, reforça a necessidade de se “compreender mais sobre os mecanismos subjacentes a estas diferenças, para garantir que estes novos tratamentos podem ser otimizados tanto para homens, como para mulheres.”

Diferenças que os separam na saúde e na doença

“O género pode, potencialmente, afetar a força da resposta imunitária do organismo” explica Conforti. E elas têm aqui  vantagem sobre eles. “Em média, as mulheres apresentam respostas imunitárias mais fortes do que os homens, o que resulta numa eliminação mais rápida de agentes patogénicos, e explica a menor gravidade e prevalência de muitas infecções nas mulheres, assim como a sua resposta acrescida à vacinação”, acrescenta.

No entanto, elas “representam, no mundo, cerca de 80% de todos os que sofrem com doenças autoimunes sistémicas. Por isso, é possível que as diferenças no sistema imunitário de mulheres e homens possam ser relevantes para o curso natural das condições inflamatórias crónicas, como o cancro, e a sua resposta aos medicamentos”.

Diferenças ao nível celular, que já foram várias vezes relatadas e provavelmente resultam de interações complexas entre genes, hormonas, meio ambiente e composição microbiana. 

Faltam mulheres nos ensaios clínicos

“Apesar da evidência disponível sobre o papel desempenhado pelo género na forma como os medicamentos funcionam, os ensaios que testam novas terapêuticas raramente têm em conta o sexo”, reforça o especialista, que considera que a busca por melhores resultados na imunoterapia deve incluir estas diferenças. 

E acrescenta que outros dos aspetos importantes será aumentar o número de participantes femininas nos ensaios clínicos, onde costumam ser uma minoria, tal como mostram os dados utilizados neste estudo: aqui, as mulheres representavam menos de um terço do total. 

Investigação sobre cancro do pulmão

Imunoterapia duplica sobrevivência dos doentes com cancro do pulmão

Por Cancro

É conhecida como terapêutica alvo, por ser dirigida especificamente para alvos nas células dos tumores. Chama-se imunoterapia e pode mesmo configurar um novo paradigma no tratamento do cancro do pulmão, refere Fernando Barata, presidente do Grupo de Estudo do Cancro do Pulmão.

“Falamos globalmente de um duplicar da sobrevivência mediana e, para alguns doentes, num controlo a longo prazo.”

O tema vai estar em destaque no 12º Inspired Evolution, um encontro que vai juntar dezenas de especialistas nacionais e internacionais, tendo as novas terapêuticas para o combate ao cancro do pulmão, um dos tumores de maior incidência em todo o mundo e a principal causa de morte por doença oncológica, como tema de debate.

“O cancro do pulmão é uma doença de elevada carga sintomatológica e de drástico impacto pessoal, familiar e social. Em Portugal, mais de 4.300 pessoas por ano são diagnosticadas com cancro do pulmão”, refere Fernando Barata.

“O número de novos casos aumenta todos os anos e a maioria dos doentes chega-nos numa fase avançada, disseminada.”

E embora, acrescenta, a quimioterapia “foi e continue a ser a principal arma terapêutica, todos sentíamos que precisávamos de outras armas eficazes”, acrescenta.

É o caso da imunoterapia. Mas esta inovação não é única. A investigação prossegue e são várias as áreas em desenvolvimento, até porque, como afirma o especialista, “hoje e sempre devemos esperar avanços que nos permitam a médio ou longo prazo controlar esta epidemia”.

“Com o envelhecimento, a doença oncológica será cada vez mais uma realidade. O cancro do pulmão é e continuará a ser uma das principais doenças oncológicas. Temos que continuar a apostar na prevenção e reforçar as medidas antitabágicas e de proteção face à poluição global. Temos que continuar a acreditar na inovação no diagnóstico e no tratamento para, mesmo na doença, termos mais vida com qualidade.”

Evento reúne especialistas sobre cancro do pulmão

O Inspired Evolution, organizado pela farmacêutica Roche, é um evento médico que tem como objetivo o debate sobre novas terapêuticas na área do cancro do pulmão.

Na edição deste ano destacam-se nomes como António Araújo, diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar do Porto, Venceslau Hespanhol, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Manuel Teixeira, diretor do Centro de Investigação do IPO do Porto, assim como personalidades internacionais: Dolores Isla (Espanha), Maurice Pérol (França) ou Romana Wass (Alemanha).