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Excesso de medicação na asma pode ter consequências graves

Por Bem-estar

Respirar pode ser, para quem vive com asma, um verdadeiro problema. De ação involuntária passa a sacrifício que muitos procuram contrariar com recurso a medicação. Ao alívio imediato, o excesso de medicação junta outras consequências, que podem vir a ser muito graves. É para elas que se alerta neste Dia Mundial da Asma (5 de maio), que serve para reforçar a certeza de que a asma pode ser controlada.

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Campanha alerta para perigos da medicação de alívio na asma

Por Bem-estar

São cerca de 695 mil os portugueses que vivem com asma, quase metade (43%) sem a conseguir controlar, o que leva a que, em busca de alívio dos sintomas relacionados com a doença, recorram ao chamado inalador de alívio três ou mais vezes por semana. O que muitos talvez não sabem é que este é um indicador claro de que a asma se encontra por controlar, colocando estes doentes em risco de terem ataques de asma.

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Vitinho está de volta para ajudar a controlar a asma

Por Marque na Agenda

Antes de ir dormir, a rotina era sempre a mesma: ver o Vitinho, escovar os doentes e rumar à cama. Foi assim, durante anos, para quem nasceu nos anos 1970 ou 1980. Hoje, a personagem animada que ajudava os pais a ‘convencer’ os mais pequenos a ir dormir está de volta, mas com conselhos para ajudar a controlar a asma.

Por ocasião do Dia Mundial da Asma, que se assinala esta terça-feira (01 de maio), e tendo em conta que esta doença respiratória crónica afeta 700 mil portugueses, 300 milhões em todo o mundo, o Instituto Mundipharma devolve o Vitinho à ribalta, na nova edição da Campanha ‘Que a Asma não te Pare’, que visa sensibilizar os doentes para a importância de ter a doença controlada.

Os números não deixam margem para dúvidas: nove em cada 10 doentes com asma não controlada têm perceção errada do estado de controlo da sua doença, o que pode dificultar a procura de melhor tratamento e tem consequências: da agudização da asma, com necessidade de internamento, a consultas de urgência e absentismo escolar e laboral.

“Porque é que esta doença, que não parece difícil de diagnosticar, não está controlada?” A pergunta é feita por Elisa Pedro, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), que arrisca uma resposta. “Um dos fatores tem a ver com as dificuldades financeiras. As pessoas não têm dinheiro para tomar os medicamentos, sobretudo as que já têm outras patologias.”

Mas a especialista fala também de uma inadequada adesão ao tratamento regular e contínuo e da utilização incorreta dos dispositivos inalatórios, que justificam o descontrolo, levando a que quase metade dos asmáticos portugueses não tenha a doença controlada (43% da população geral e 51% da população pediátrica). “Usa-se o inalador para as crises, mas não para o controlo. E, não estando controlada, as pessoas vão ter mais crises, o que faz aumentar as consultas de urgência, os internamentos, as faltas ao trabalho, à escola, com custos para toda a sociedade.”

Custos calculados por um estudo do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, que revela que o aumento do controlo da asma permitiria uma poupança de cerca de 184 milhões de euros por ano em Portugal, o representaria uma redução de 20% na despesa global com a doença.

A estes juntam-se outros. “A asma não controlada é um risco futuro. Com mais crises, a doença vai agravar-se. No caso dos mais pequenos, tratamos a criança para ter um adulto mais saudável.”

O papel do Vitinho

Ajudar a mudar estes números é a tarefa do Vitinho, numa campanha, uma iniciativa do Instituto Mundipharma com o apoio da SPAIC da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica, da Fundação Portuguesa do Pulmão, da Associação Portuguesa de Asmáticos e do Grupo de Trabalho de Problemas Respiratórios da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, que inclui um vídeo animado, onde são descritos alguns dos sintomas da doença e a importância da criação de hábitos para a adesão à terapêutica.

É que a asma, quando controlada, não tem que ser sinónimo de restrições ou limitações, não tem que impedir idas à escola ou ao trabalho, a prática de atividades desportivas ou uma vida normal.

Famosos unidos por esta causa

A antestreia do filme da nova edição da campanha “Que a Asma não te Pare” contou com a presença de várias figuras públicas, que se associam a esta campanha. Nomes como Adelaide de Sousa, Adriane Garcia, Lídia Franco, Nuno Janeiro, Martinho Silva, Jorge Mourato, Pedro Górgia, Lee Ferreira e Philippe Leroux.