Proteger os ouvidos das crianças das otites

Como prevenir as otites e infeções das crianças em tempo de praia

Por | Saúde Infantil

Não costumamos pensar muito neles, a não ser quando dão sinal. E no verão, com os convites a banhos, esse sinal costuma estar mais presente. Falamos dos ouvidos e da necessidade de os proteger, sobretudo os dos mais pequenos, das otites e das infeções.

Até porque, com a chegada do verão e das férias, as idas à praia são uma realidade para a maioria das crianças. E com essa realidade chega também a necessidade dos adultos tomarem medidas para garantir a proteção auditiva dos mais novos e, assim, prevenir otites e infeções.

Dulce Martins Paiva, diretora-geral da GAES, explica que “a maioria das pessoas sabe que a entrada de água pressurizada nos ouvidos, além do desconforto, pode originar otites”.

Mas não são apenas estas os inimigos que chegam com o verão e com a água. “Existem outros problemas como o aparecimento de germes e bactérias, muito prováveis quando conjugados fatores como a humidade e as altas temperaturas, e que resultam em infeções nos ouvidos”.

É por isso que a especialista deixa o alerta: “a prevenção é fundamental, pelo que é recomendável a utilização de protetores auditivos para a água. Existem soluções personalizadas que se adaptam ao canal auditivo fechando-o na sua totalidade, evitando assim a entrada da água”.

O problema das otites

É já conhecida como ‘otite do surfista’ ou ‘otite do mergulhador’ e é um dos problemas mais comuns para quem passa muito tempo na água. Trata-se de uma otite externa, provocada habitualmente pela entrada de água no ouvido, que pode provocar grandes dores de cabeça.

Para a evitar, nada melhor do que a prevenção. E, par além dos protetores auditivos, aconselha-se aqui também a evitar a remoção da cera, que ajuda a proteger o canal auditivo.

Lavar as mãos, um gesto que pode salvar vidas

Por | Política de Saúde

É um gesto comum, que repetimos (ou devíamos) várias vezes ao dia. Um gesto que, no entanto, precisa de ser repetido ainda mais, um alerta reforçado todos os anos, sobretudo ao nível dos cuidados de saúde. Este ano, a mensagem repete-se, reforçando como lavar as mãos pode salvar muitas vidas. E prevenir a sépsis.

A propósito do Dia Mundial da Higiene das Mãos, que se assinala no próximo dia 5 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos, volta a repetir, no âmbito da campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS): “Lave as Mãos, Salve Vidas”.

Este ano, com o slogan “Está nas tuas mãos prevenir a sépsis”, o enfoque da OMS vai para a prevenção da sépsis, um problema que surge quando uma infecção altera a resposta normal do organismo, causando ferimentos nos tecidos e órgão, e que se estima que afete mais de 30 milhões de doentes, todos os anos, no mundo.

Embora qualquer pessoa esteja em risco de desenvolver sépsis, há grupos mais em risco, como as grávidas, os recém-nascidos, os idosos, pessoas hospitalizadas ou os que sofrem de doenças crónicas. E a principal forma de prevenção é: uma boa higiene, que começa pelas mãos.