portugueses não lavam os dentes

Cerca de um terço dos portugueses não escova os dentes como devia

Por | Saúde Oral

Mais de um terço dos portugueses (35%) não cumpre as recomendações de escovagem dos dentes, cuidados que são determinantes para manter não só os dentes, mas a própria saúde, já que esta prática simples contribui para reduzir o risco de doenças orais e para a saúde geral e qualidade de vida de cada um.

Os dados são do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e resultam de um inquérito feito pelo seu Departamento de Epidemiologia, que teve como objetivo descrever a prevalência de hábitos de higiene oral na população portuguesa em 2015.

Através dos dados do primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico é possível concluir que 65% da população adulta portuguesa (entre os 25 e os 74 anos) escova os dentes pelo menos duas vezes ao dia, uma delas antes de dormir.

São as mulheres as que mais se preocupam, revela a mesma fonte (75,1% contra 53,9% no caso dos homens), assim como as pessoas que residem em áreas urbanas e com um nível de instrução mais elevado.

Escovagem duas vezes por dia: a receita para uma boca saudável

As recomendações da Direção-Geral da Saúde são simples: os dentes devem ser escovados pelo menos duas vezes ao dia, sendo uma destas antes de dormir.

É essencial que a pasta de dentes tenha flúor na sua composição (1000-1500 ppm), uma vez que este ajuda a remover a placa bacteriana (conjunto de bactérias, saliva e restos de alimentos), ao mesmo tempo que promove a remineralização dos dentes, tornando-os mais resistentes.

No que diz respeito à duração, os dentes devem ser escovados durante dois a três minutos. 

A escolha da escova de dentes nem sempre é fácil, tendo em conta a variedade da oferta. Aqui, recomenda-se que o tamanho deve ser adequado à boca de quem a utiliza, com uma textura macia ou média, que deve ser substituída quando os pelos começam  a ficar deformados, o que acontece, por norma, de três em três meses.

Maioria dos diagnósticos de VIH em Portugal são tardios

Por | País

Em Portugal, contaram-se 1.068 novos casos de infeção por VIH em 2017, revela o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Uma doença que continua a ser diagnosticada tardiamente.

Ainda que não existam dados sobre o estádio da doença para todos os 1.068 casos, esta informação está disponível para a maioria (901). E, destes, mais de metade (51,5%) foram tardios, existindo mesmo, em 31,1% das situações, indicador de doença avançada. Ou seja, três em cada 10 foram diagnosticados numa fase avançada.

Um valor que é ainda superior (67,8%) para os diagnósticos em maiores de 50 anos.

A menos de uma semana do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala a 1 de dezembro, o relatório anual sobre a situação da infeção VIH e SIDA em Portugal tem boas e más notícias: por um lado, confirma que se mantém a tendência decrescente em relação ao número anual de novos diagnósticos, observada a partir do ano 2000. Por outro, dá conta de que estes valores continuem a ser dos mais elevados na União Europeia.

Mais casos no masculino

Há uma outra tendência que se mantém, a de casos diagnosticados sobretudo em homens, mais jovens do que as mulheres, muitos dos quais heterossexuais. Ainda assim, tem sido possível também verificar um aumento do número de casos em homens que fazem sexo com homens, que constituem já a maioria dos novos diagnósticos no sexo masculino.

Situações que, revela o relatório, se destacam “pela idade jovem, tendo constituído 79,8% dos novos casos com diagnóstico nos últimos cinco anos em homens com idades entre os 15 e os 29 anos”.

Via sexual é a principal forma de contágio

Olhando para os dados do ano passado, verifica-se que a maioria dos novos diagnósticos (99,6%) foi feita em indivíduos com mais de 15 anos, 46,4% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. Eram, tal como já foi referido, maioritariamente (72,0%) homens.

Em 98,1% dos casos, a transmissão ocorreu por via sexual, sendo os casos de homens que fazem sexo com homens a corresponderem a 51% dos diagnosticados do sexo masculino.

No que diz respeito às infeções associadas ao consumo de drogas injetadas, estas constituíram, em 2017, 1,8% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão.

Olhando para o sexo feminino, o maior número de novos diagnósticos e a taxa mais elevada de casos foi observada nas idades entre 30 e 39 anos.

excesso de peso afeta portugueses

Quase quatro em cada 10 portugueses com excesso de peso

Por | País

Quase quatro em cada dez (38,9%) portugueses tinham, em 2015, excesso de peso e 28,7% sofriam de obesidade. Os dados são do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, recolhidos na sequência de um estudo que serviu para descrever as prevalências de excesso de peso e de obesidade na população portuguesa.

De acordo com este trabalho, a prevalência de excesso de peso era, em 2015, maior nos homens (45,4%), ainda que fossem as mulheres as maiores vítimas da obesidade (32,1%).

Analisados os dados, recolhidos no âmbito do 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico, os especialistas consideram que o nível educacional parece ser um fator socioeconómico importante para a prevalência de obesidade. De resto, eram os indivíduos com menor escolaridade aqueles mais afetados por este problema, já transformado em epidemia de saúde.

Contas feitas, neste grupo a prevalência de obesidade chegava aos 39,4%. Quanto ao excesso de peso, foi no grupo de indivíduos com ensino superior que se identificaram o maior número de pessoas com quilos a mais (42,8%).

Mais obesos no Algarve

Outros fatores foram também analisados. Como a atividade profissional. Aqui, o estudo revela que os indivíduos sem trabalho remunerado, fossem estes estudantes, domésticas e reformados, eram os que tinham prevalência mais elevada de excesso de peso.

Já a obesidade era mais prevalente entre os portugueses com atividade profissional remunerada, embora não existam diferenças estatisticamente significativas.

No que diz respeito à idade, aqueles que tinham entre 45 e 54 anos surgiram como os mais afetados pelo excesso de peso (43,7%), enquanto o número de casos de obesidade era superior nos indivíduos com idade entre os 65 e os 74 anos (41,8%).

Regionalmente falando, os habitantes da região Lisboa e Vale do Tejo com quilos a mais correspondiam a 35,1% da população, percentagem que era ainda superior na região Norte (42,1%). Quanto à obesidade, oscilou entre 23,2% na região Algarve e 32,5% na Região Autónoma dos Açores.