fatores de risco

Mais de metade dos portugueses tem dois ou mais fatores de risco para as doenças cardiovasculares

Por Investigação & Inovação

Chama-se e_COR – Prevalência de Fatores de Risco Cardiovasculares na População Portuguesa, é um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que revela que 68% da população apresenta dois ou mais fatores de risco para doenças cardiovasculares, com mais de metade dos portugueses obesos ou pré-obesos e 43% a apresentarem hipertensão arterial.

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hipercolesterolemia familiar

Hipercolesterolemia familiar, uma doença que continua subdiagnosticada em Portugal

Por País

Chama-se hipercolesterolemia familiar e é uma doença genética e hereditária, caracterizada por elevados níveis de colesterol desde o nascimento, que levam ao aparecimento de aterosclerose e doenças cardiovasculares precoces. O que significa que as pessoas com esta doença, com idades entre os 20 e os 40 anos, têm um risco 100 vezes superior de desenvolver doença cardiovascular, nomeadamente enfarte do miocárdio. Um risco que pode ser prevenido, isto se a patologia for identificada precocemente. No entanto, a falta de diagnóstico é uma realidade nacional.

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Maioria dos diagnósticos de VIH em Portugal são tardios

Por País

Em Portugal, contaram-se 1.068 novos casos de infeção por VIH em 2017, revela o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Uma doença que continua a ser diagnosticada tardiamente.

Ainda que não existam dados sobre o estádio da doença para todos os 1.068 casos, esta informação está disponível para a maioria (901). E, destes, mais de metade (51,5%) foram tardios, existindo mesmo, em 31,1% das situações, indicador de doença avançada. Ou seja, três em cada 10 foram diagnosticados numa fase avançada.

Um valor que é ainda superior (67,8%) para os diagnósticos em maiores de 50 anos.

A menos de uma semana do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala a 1 de dezembro, o relatório anual sobre a situação da infeção VIH e SIDA em Portugal tem boas e más notícias: por um lado, confirma que se mantém a tendência decrescente em relação ao número anual de novos diagnósticos, observada a partir do ano 2000. Por outro, dá conta de que estes valores continuem a ser dos mais elevados na União Europeia.

Mais casos no masculino

Há uma outra tendência que se mantém, a de casos diagnosticados sobretudo em homens, mais jovens do que as mulheres, muitos dos quais heterossexuais. Ainda assim, tem sido possível também verificar um aumento do número de casos em homens que fazem sexo com homens, que constituem já a maioria dos novos diagnósticos no sexo masculino.

Situações que, revela o relatório, se destacam “pela idade jovem, tendo constituído 79,8% dos novos casos com diagnóstico nos últimos cinco anos em homens com idades entre os 15 e os 29 anos”.

Via sexual é a principal forma de contágio

Olhando para os dados do ano passado, verifica-se que a maioria dos novos diagnósticos (99,6%) foi feita em indivíduos com mais de 15 anos, 46,4% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. Eram, tal como já foi referido, maioritariamente (72,0%) homens.

Em 98,1% dos casos, a transmissão ocorreu por via sexual, sendo os casos de homens que fazem sexo com homens a corresponderem a 51% dos diagnosticados do sexo masculino.

No que diz respeito às infeções associadas ao consumo de drogas injetadas, estas constituíram, em 2017, 1,8% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão.

Olhando para o sexo feminino, o maior número de novos diagnósticos e a taxa mais elevada de casos foi observada nas idades entre 30 e 39 anos.

excesso de peso afeta portugueses

Quase quatro em cada 10 portugueses com excesso de peso

Por País

Quase quatro em cada dez (38,9%) portugueses tinham, em 2015, excesso de peso e 28,7% sofriam de obesidade. Os dados são do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, recolhidos na sequência de um estudo que serviu para descrever as prevalências de excesso de peso e de obesidade na população portuguesa.

De acordo com este trabalho, a prevalência de excesso de peso era, em 2015, maior nos homens (45,4%), ainda que fossem as mulheres as maiores vítimas da obesidade (32,1%).

Analisados os dados, recolhidos no âmbito do 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico, os especialistas consideram que o nível educacional parece ser um fator socioeconómico importante para a prevalência de obesidade. De resto, eram os indivíduos com menor escolaridade aqueles mais afetados por este problema, já transformado em epidemia de saúde.

Contas feitas, neste grupo a prevalência de obesidade chegava aos 39,4%. Quanto ao excesso de peso, foi no grupo de indivíduos com ensino superior que se identificaram o maior número de pessoas com quilos a mais (42,8%).

Mais obesos no Algarve

Outros fatores foram também analisados. Como a atividade profissional. Aqui, o estudo revela que os indivíduos sem trabalho remunerado, fossem estes estudantes, domésticas e reformados, eram os que tinham prevalência mais elevada de excesso de peso.

Já a obesidade era mais prevalente entre os portugueses com atividade profissional remunerada, embora não existam diferenças estatisticamente significativas.

No que diz respeito à idade, aqueles que tinham entre 45 e 54 anos surgiram como os mais afetados pelo excesso de peso (43,7%), enquanto o número de casos de obesidade era superior nos indivíduos com idade entre os 65 e os 74 anos (41,8%).

Regionalmente falando, os habitantes da região Lisboa e Vale do Tejo com quilos a mais correspondiam a 35,1% da população, percentagem que era ainda superior na região Norte (42,1%). Quanto à obesidade, oscilou entre 23,2% na região Algarve e 32,5% na Região Autónoma dos Açores.