Dia da Esperança no IPO

Figuras públicas associam-se ao “Dia da Esperança”

Por Marque na Agenda

Ana Bravo, Carla Ascenção, Jorge Gabriel e Miguel Guedes são as caras mais conhecidas. A estas, o IPO do Porto gostaria de juntar muitas outras. Para isso, convida todos os portugueses a partilharem, nas redes sociais, uma fotografia sua com uma flor, com a referência #umaflorpelaesperança.

Porquê? Porque hoje é Dia da Esperança, a mesma que serve de fio condutor para muitos doentes e profissionais de saúde que lidam com o cancro. Para o assinalar, o IPO do Porto lança o movimento “Uma flor pela esperança”, sendo a flor, mais do que o símbolo da primavera, o da esperança dos doentes oncológicos e de todos os que participam em ensaios clínicos, sendo ao mesmo tempo um agradecimento a todos os profissionais de saúde, familiares, amigos e cuidadores.

Celebrado com o apoio da Roche neste IPO desde 2015, o Dia da Esperança quer chegar a todos tornando-se, por isso, Dia Nacional da Esperança.

Para tal, em 2018 foi entregue uma petição na Assembleia da República, com cerca de sete mil assinaturas, que pediam a implementação deste dia.

Uma petição que conseguiu um parecer positivo, aguardando-se apenas que o projeto de resolução, subscrito pelos deputados do PS, PSD, CDS/PP e BE, seja aprovado e promulgado em Diário da República.

Mais de 400 participaram em ensaios clínicos 

Um dia que serve também para homenagear os mais de 400 que participaram em ensaios clínicos no IPO do Porto no ano passado, número que representa um recorde nos últimos cinco anos.

Segundo Laranja Pontes, Presidente do Conselho de Administração do IPO-Porto, é um número que “espelha uma grande maturidade dos doentes e um grande compromisso de todos os profissionais de saúde, no sentido de assegurar o acesso e o desenvolvimento de novas terapêuticas no tratamento oncológico”.

ensaios clínicos a aumentar

Número de pessoas em ensaios clínicos no IPO-Porto bate recorde

Por Cancro

Foram mais de 400 as pessoas que, em 2018, participaram em ensaios clínicos no IPO-Porto. Um número que, de acordo com a instituição, representa um recorde nos últimos cinco anos.

Segundo Laranja Pontes, presidente do Conselho de Administração do IPO-Porto, os dados “espelham uma grande maturidade dos doentes e um grande compromisso de todos os profissionais de saúde, no sentido de assegurar o acesso e o desenvolvimento de novas terapêuticas no tratamento oncológico”.

Um resultado que é ainda mais significativo, uma vez que se enquadra no âmbito da iniciativa “Dia da Esperança”, que o IPO-Porto celebra esta quarta-feira (20 de março), que pretende divulgar a importância dos ensaios clínicos.

Neste dia, que é também o primeiro da primavera, será lançado o movimento “Uma flor pela esperança”, protagonizado por Ana Bravo, Carla Ascenção, Jorge Gabriel e Miguel Guedes, que convida todos os portugueses a partilhar, nas redes sociais, uma fotografia sua com uma flor, com a referência #umaflorpelaesperança.

Flor que simboliza a esperança dos doentes oncológicos, de todos os que participam em ensaios clínicos, sendo ao mesmo tempo um agradecimento a todos os profissionais de saúde, familiares, amigos e cuidadores.

Mais participantes em ensaios clínicos 

“Queremos tornar este dia num dia nacional porque sentimos que é muito importante homenagear todos os que participaram em ensaios clínicos e, mais que isso, aumentar o conhecimento e a consciência nacional da investigação clínica, tal como motivar as pessoas a serem participantes ativos no desenvolvimento da ciência médica”, explica Laranja Pontes.

“Há cinco anos, o número de participantes em ensaios clínicos era menos de metade, o que significa que estamos a fazer o caminho certo neste campo”, acrescenta José Dinis, Coordenador da Unidade de Investigação Clínica do IPO-Porto.

O “Dia da Esperança” é celebrado no IPO-Porto desde 2015 e, pela importância do tema, no ano passado foi entregue uma petição na Assembleia da República, com cerca de sete mil assinaturas, para o transformar em Dia Nacional da Esperança.

A petição obteve parecer positivo, em unanimidade, na sessão plenária de 31 de janeiro de 2019 e existe já um projeto de resolução, subscrito pelos deputados do PS, PSD, CDS/PP e BE, que está apenas à espera de aprovação para ser promulgado em Diário da República.

Esta é uma iniciativa do IPO-Porto, que conta com o apoio da Roche Farmacêutica, cujo vídeo pode ser visto aqui.

cancro infantil em debate

Dúvidas e preocupações das famílias de crianças com cancro em debate

Por Cancro

Que mitos e verdades estão associados à alimentação e ao cancro quando se trata das crianças? São realmente as escolas inclusivas para os mais pequenos com um diagnóstico de cancro? Como se encontra a investigação em oncologia pediátrica? Estas serão algumas questões em debate no 5º Seminário de Oncologia Pediátrica, que se realiza a 16 de fevereiro, no IPO do Porto.

O encontro, uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro (FROC) e que recebeu o Alto Patrocínio de sua Excelência o Presidente da República, pretende desmistificar perceções erradas, como aquelas que estão associadas à alimentação, refere Cristina Potier, diretora-geral da FROC.

“Existem muitos mitos à volta da alimentação… muitas propostas ‘milagrosas’. A alimentação é fundamental como complemento ao tratamento e não como substituição. Também queremos falar aqui sobre a importância de uma alimentação saudável, mesmo no pós-tratamento, para o bem-estar e também como prevenção do cancro no adulto.”

Escolas inclusivas apenas no papel?

A escola inclusiva estará também em debate, depois de, em 2017, ter saído uma portaria que pretendia regulamentar “o procedimento a adotar para a concessão das medidas educativas especiais [para a criança com doença oncológica], assim como as condições para beneficiar das mesmas e o regime da sua implementação e acompanhamento”.

Saber se estas medidas estão efetivamente a ser cumpridas é um dos objetivos da discussão do tema no seminário, isto porque, adianta a diretora-geral da FROC, “até aqui, o que se sentia é que esta resposta dependia de escola para escola, de professor para professor e isto não podia ser”.

Investigação ainda escassa

A promoção da investigação em oncologia pediátrica, escassa não só no nosso país, mas também lá fora, é parte integrante da missão da FROC e um dos temas que será levado também a debate.

Esta é uma realidade que ainda não está enraizada, nem mesmo junto dos familiares da criança com cancro. “A preocupação dos pais é garantir que, de facto, o tratamento que o médico prescreveu é o melhor para o seu filho. Se existe investigação, não é para a maioria uma prioridade.”

Sobre os tratamentos, Cristina Potier aproveita para tranquilizar os pais e garantir que, “em Portugal, existem tratamentos de excelência e que se porventura o médico considerar que existe um tratamento mais adequado para a criança fora do País, esta será encaminhada”.

Falar dos pais e restantes familiares, sobretudo daqueles que têm o papel de cuidador da criança com cancro é também importante e, por isso, um dos temas escolhidos, isto porque “um pai ou uma mãe com uma criança doente esquece-se, na grande maioria das vezes, de si próprio e é preciso que entendam a importância do seu bem-estar para melhor poderem apoiar o seu filho/a”.

Dar respostas às questões dos pais

De ano para ano, a escolha dos temas tem em conta o feedback recolhido durante estes seminários e os contactos que a FROC vai recebendo.

“Pontualmente somos contactados por pais, com questões sobretudo ligadas a possíveis causas, tratamentos e apoios existentes. Mas recebemos também muitos desabafos, onde o desespero e impotência é muitas vezes sentido”, afirma a diretora-geral da FROC, que considera, por isso, ser fundamental organizar este tipo de eventos pelo País.

“As três primeiras edições deste seminário realizaram-se em Lisboa, em 2018 em Coimbra e agora em 2019 no Porto. Queremos desta forma dar oportunidade às famílias de outras zonas do País de participarem neste seminário, procurando em cada um dos painéis ter profissionais que esclareçam e também testemunhos de quem, por experiência, sabe do que fala.”

Para Cristina Potier “este é um momento em que realmente percebemos o que preocupa os familiares destas crianças, sendo um evento dirigido sobretudo a estes, mas também aberto a todos os que acompanham ou acompanharam esta realidade no seu dia a dia – sobreviventes e suas famílias, voluntários, estudantes e profissionais de Oncologia Pediátrica – que, com a sua experiência, em muito enriquecem esta partilha de informação, acabando por ser um ponto de encontro único no ano em que todas as partes de juntam para debater um tema que interessa a todos”.

No decorrer do seminário será ainda entregue o prémio no valor de 15.000€ ao vencedor da 3ª edição do Prémio Rui Osório de Castro/Millennium BCP, que apoia projetos que promovam a melhoria dos cuidados prestados a crianças com doença oncológica.

Flor, símbolo da esperança

Proposta para criar Dia Nacional da Esperança vai ser debatida em plenário no Parlamento

Por Cancro

Primeiro, foi feita uma petição. Depois, recolheram-se assinaturas, mais de sete mil, entregues na Assembleia da República. E agora só falta mesmo que o Parlamento dê luz verde ao Dia da Esperança em Portugal. Para isso, a Delegação do Dia da Esperança, do IPO-Porto, voltou ontem, dia 13 de março, à Assembleia da República, para explicar melhor o movimento e quais as suas motivações.

O projeto acabou por obter um parecer positivo por parte dos Deputados da Comissão da Saúde e segue agora para plenário.

“Mais que um movimento promovido pelo IPO-Porto e pela sua equipa, este é um movimento de literacia para a saúde, bastante focado nos aspetos positivos que celebram a vida”, refere Laranja Pontes, Presidente do Conselho de Administração do IPO-Porto.

“O principal objetivo deste projeto passa por aumentar o conhecimento e a consciência nacional da investigação clínica e por motivar as pessoas a serem participantes ativos no desenvolvimento da ciência médica. Para o IPO do Porto, os ensaios clínicos são uma janela de esperança para o doente com cancro e é por isso que sentimos a necessidade de alterar o paradigma da recetividade da sociedade.”

Desde 2015 que o IPO-Porto celebra, no primeiro dia da primavera, a Esperança. Numa iniciativa de portas abertas à sociedade, que conta com o apoio da Roche e que é protagonizada por profissionais de saúde, utentes do hospital, entidades oficiais, figuras públicas e muitos anónimos. Este ano a equipa quer fazer a diferença e alargar a iniciativa a uma escala nacional.