bebés prematuros

Nascimentos prematuros em Portugal aumentaram 24% em 14 anos

Por | Saúde Infantil

Um em cada dez bebés nasce antes do tempo em todo o mundo. Uma pressa que traz consigo desafios. Dez anos depois do primeiro Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade, realizado a 17 de novembro de 2008, a data volta a ser assinalada, numa tentativa de chamar a atenção para a necessidade de um trabalho em conjunto com as famílias no cuidado aos pequenos recém-nascidos.

Uma situação cujos números têm vindo a aumentar, afetando famílias em todos os países do mundo. Portugal não é exceção, com a prematuridade a aumentar quase 24% desde 2000.

E ainda que mais de 80% dos nascimentos prematuros tenham lugar na Ásia e na África subsaariana, o problema é universal, mostram os dados publicados recentemente no The Lancet Global Health.

Estados Unidos e Brasil estão entre os dez principais países do mundo com o maior número de nascimentos prematuros. Os dados são de 2014 e dão conta, nos EUA, de uma taxa de prematuridade que chega aos 9,9%, com o Brasil a ficar-se pelos 8,2%.

Portugal não está no top 10 dos países com mais partos antes do tempo, mas de acordo com estes dados assistiu a um crescimento no número de bebés nascidos de forma prematura na ordem dos 23,8% em 14 anos. Ao todo, em 2014, nasceram no nosso país 6.600 bebés prematuros, para uma taxa de 8,3% (era 6,7% em 2014).

Uma percentagem em linha com a taxa europeia (8,7%) e com o aumento, em média, verificado no Velho Continente: 24,9%.

Sessão de sensibilização em Lisboa

Promovida pela EFCNI – European Foundation for the Care of Newborn, uma plataforma criada em abril de 2008, a nível europeu, e constituída por pais e profissionais de saúde com o propósito de dar voz aos recém-nascidos prematuros, bem como às suas famílias, o Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade assinala-se este sábado (17 de novembro), com uma sessão na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa.

Dedicada aos prematuros e suas famílias, este encontro, de entrada livre, realiza-se durante a manhã (11h00), no anfiteatro da MAC, e pretende consciencializar a sociedade para os recém-nascidos pré-termo. 

mais bebés em LVT

Mais bebés e menor peso dos idosos na região de Lisboa e Vale do Tejo

Por | País

É verdade que a taxa bruta de natalidade está em queda em todo o País. Mas a região de Lisboa e Vale do Tejo tem contribuído para tentar mudar o cenário. Em 2016, nesta região, a taxa foi superior à média nacional: dos 83.005 bebés que nasceram em Portugal nesse ano, 35.080 (42%) vieram aumentar a população de Lisboa e Vale do Tejo.

Os dados integram o ‘Perfil Regional de Saúde 2017’, elaborado pelo Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que revela que não só há mais bebés, como também aqui é menor a proporção de idoso.

Contas feitas, por cada 100 jovens existem 141 idosos, valor inferior aos dados gerais do País, que são de 154 idosos por cada 100 jovens. O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo é o mais envelhecido, com o máximo regional de 205 idosos por cada 100 jovens, enquanto o de Sintra se destaca por ser o mais jovem: 99,8 idosos por cada 100 jovens.

Mais bebés em Sintra, menos na zona Centro

Foi nos ACES de Lisboa Central e Lisboa Norte que se registou a maior taxa bruta de natalidade da região, com 11,9 bebés por 1.000 habitantes. Seguem-se os de Loures/Odivelas (11,3), Amadora (10,7) e Sintra (10).

Para além de ser aquele onde é maior a proporção de idosos, o ACES Médio Tejo é também aquele onde nasceram menos bebés: 6,8 por cada 1.000 habitantes.

Mães adolescentes vs mães com mais de 35

Ainda que o número de adolescentes recém-mamãs continue a ser superior à média nacional na região de Lisboa e Vale do Tejo onde, em 2016, por cada 100 partos 2,9 ocorreram em jovens com menos de 20 anos (no País são 2,6), tem sido progressivo o decréscimo deste indicador, já que em 2004/2006 a região registava 4,6% de nascimentos em adolescentes.

Em relação aos partos em mulheres com mais de 35 anos, a tendência de crescimento das últimas décadas mantém-se na região, com 31,6% no triénio de 2014/2016. Esta realidade acompanha a tendência nacional, que no mesmo período registou 30%.

Na lista dos ACES com mais mães jovens está o da Amadora, que por sua vez possui o menor número de parturientes com 35 ou mais anos. “Precisamente o inverso acontece com o ACES Lisboa Ocidental e Oeiras, que tem a maior proporção de mães mais velhas e a menor quantidade de adolescentes a dar à luz, o que indicia que os dois fenómenos podem estar interligados e relacionados com diversos fatores socioeconómicos”, revela o relatório.

Mulheres vivem mais do que os homens 

Na região analisada, a esperança de vida à nascença para ambos os sexos é igual à nacional, ou seja, 81,4 anos. E, tal como acontece também a nível nacional, também aqui as mulheres vivem mais do que os homens (seis anos, em média).