osteoartrite

O que ainda não sabe sobre a osteoartrite

Por Bem-estar

Para muitas pessoas com 50 anos ou mais, dor e inchaço no joelho, dedos ou pés pode ser sinal de osteoartrite, o tipo mais comum de artrite, que surge quando a cartilagem que amortece as articulações começa a desgastar-se. À dor, junta-se ainda a rigidez articular e perda de movimento, que os doentes conhecem bem. Mas há alguns factos curiosos e pouco conhecidos sobre a doença.

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minimizar a osteoartrite do joelho

Projeto de implantes para o joelho, liderado por grupo nacional, recebe 5,5 milhões

Por Investigação & Inovação

A osteoartrite é o distúrbio articular mais comum e a principal causa de incapacidade nos idosos, afetando, em todo o mundo, qualquer coisa como 242 milhões de pessoas. É para atrasar o seu aparecimento ou mesmo diminui-lo que estão a trabalhar especialistas de vários países, um trabalho liderado por uma equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto – i3S, e que agora recebeu um financiamento de 5,5 milhões de euros.

Regenerar a cartilagem, afetada por este problema, é o que 10 instituições de sete países pretendem, no âmbito de um projeto, o RESTORE, que visa criar matrizes 3D com nanomateriais inteligentes para reparar defeitos de cartilagem do joelho.

Ao site de notícias da Universidade do Porto, Meriem Lamghari, investigadora do i3S que lidera o consórcio europeu, explica que estas matrizes “são desenhadas para serem implantadas à medida e preencherem o espaço do defeito e responder às forças mecânicas da articulação do joelho”.

A isto juntam-se as “nanopartículas inteligentes com propriedades regeneradoras, anti-inflamatórias e antimicrobianas, que têm propriedades regeneradoras e podem ser ativadas remotamente, sem métodos invasivos, sempre que for necessário”.

Para isso, será também desenvolvida uma joelheira “equipada com sensores capazes de ativar as nanopartículas que se encontram na matriz implantada”.

Cerca de um milhão para o i3S

Dos 5,5 milhões de financiamento, cerca de um milhão de euros irá para a equipa do i3S, que vai trabalhar na “produção das nanopartículas para libertação de fármacos, testar a sua segurança e eficácia, incorporá-las nas matrizes e voltar a testar a funcionalidade”.

Um trabalho que será desenvolvido ao longo dos próximos 44 meses, com a participação de parceiros de Espanha, Itália, Alemanha, Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia, em articulação com outro projeto europeu, o MIRACLE, centrado no diagnóstico da degradação da articulação do joelho. 

dores nos joelhos afetam dois milhões

Mais de dois milhões de portugueses sofrem com dores nos joelhos

Por Bem-estar

Não é fácil viver com dores nos joelhos, uma das maiores e mais complexas articulações do nosso corpo, que serve de suporte para a maior parte dos movimentos, desempenhando também um papel na estabilidade e flexibilidade. Um problema partilhado por cerca de dois milhões de portugueses.

Andar, subir ou descer escadas, agarrar um objeto caído no chão ou simplesmente entrar e sair da banheira tornam-se, com este problema, tarefas complicadas e sobretudo dolorosas. É por isso que as dores nos joelhos, independentemente da idade de quem as sofre, podem alterar a rotina e roubar independência e liberdade. Sobretudo entre os mais idosos.

Resultantes de lesão, artrite, doenças inflamatória, entre outras, as dores nos joelhos são um problema que ganha mais força com a chegada da terceira idade. A passagem do tempo faz-se também sentir aqui, acompanhado por um desgaste que faz com que as nossas articulações não sejam tão flexíveis como antes. Surge então a artrite no joelho, que limita a mobilidade dos seniores, causando desconforto e privações, não só o nível físico, mas também social e psicológico.

De acordo com os dados do Instituto Português de Reumatologia, estima-se que dois milhões de portugueses sofram com osteoartrite, uma das manifestações mais comuns da artrite no joelho. Resultante da deterioração da cartilagem, causa dor e rigidez e limita os movimentos, sendo a idade um dos maiores fatores de risco.

Aprender a viver com dores no joelhoes

Esta é, de resto, muito frequente nos idosos. Os dados da Organização Mundial de Saúde confirmam que cerca de 80% das pessoas com mais de 65 anos têm osteoartrite, que surge no 4º lugar na lista das que mais reduzem a qualidade de vida de ano para ano.

Aprender a viver com esta doença significa aprender a mudar o estilo e hábitos de vida, para lidar com a dor e o desconforto que pode causar, assim como tomar medidas preventivas para evitar danos adicionais às já afetadas articulações. Por exemplo, mantendo-se ativo, por mais difícil que possa ser. O exercício físico (hidroginástica, natação, caminhada) ajuda a aliviar a rigidez causada pela doença, bastando 20 minutos diários para ajudar a melhorar o equilíbrio, coordenação e estabilidade.

“Proteger as articulações nas tarefas diárias é também essencial. E, aqui, são várias as alternativas, em forma de equipamentos de mobilidade, capazes de ajudar a levar uma vida ativa e independente, ao mesmo tempo que auxiliam na proteção das articulações”, refere André Magalhães, especialista de mobilidade da Stannah.

“Exemplo não faltam, como os elevadores de escadas ou plataformas elevatórias, que ajudam a subir e a descer escadas ou as scooters de mobilidade, que o auxiliam nas deslocações”, acrescenta.