doação de gâmetas

Livros ajudam pais a explicar aos filhos como são feitos os bebés com recurso a doação de gâmetas

Por Marque na Agenda

“Como é que se fazem os bebés?” A questão pode ser, como bem sabe os pais, desconfortável, mais ainda quando para acontecer a gravidez foi necessário recorrer a um tratamento de fertilidade com doação de gâmetas. Foi para ajudar estas mães e pais a responder de uma forma simples como nasceram os filhos (com a ajuda de um dador de espermatozoides ou de uma doadora de óvulos) que a Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) lança dois livros infantis.

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doação de gâmetas

Faltam doadores de gâmetas em Portugal e são precisas melhores campanhas para os sensibilizar

Por Investigação & Inovação

Faltam doadores de gâmetas (óvulos e espermatozóides) em Portugal, uma carência que se acentuou a partir de 2016, ano em que se deu o alargamento do acesso às técnicas de procriação medicamente assistida a mulheres solteiras e casais de mulheres. Mas as campanhas existentes, destinadas a aumentar o número destes dadores, precisam de mudar, avança um estudo nacional, que sugere melhores formas de sensibilização.

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Gravidez: sim ou não? Um terço dos doadores de gâmetas quer saber resultado da doação

Por País

Um em cada três doadores de gâmetas (óvulos ou espermatozoides) gostaria de saber se a sua doação deu ou não origem a uma gravidez ou ao nascimento de uma criança. Uma informação que, no entanto, a maioria dos beneficiários deste material reprodutivo não quer partilhar.

Os resultados fazem parte de um estudo desenvolvido no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), que chama a atenção para a importância de se considerarem as opiniões de dadores e de beneficiários envolvidos nas técnicas de Procriação Medicamente Assistida, no sentido de se criarem políticas centradas nas pessoas.

Um trabalho que procurou saber se tanto os dadores, como os recetores estão disponíveis para partilhar entre eles informação médica, informação identificável e informação relativa aos resultados da doação.  

E os dados não deixam dúvidas: a maioria dos dadores e dos beneficiários concordam que se partilhe informação médica sobre quem doa os seus gâmetas. Um consenso que fica por aqui, uma vez que, no que diz respeito à revelação de informação pessoal sobre dadores, beneficiários e crianças nascidas através deste processo, não há acordo.

Banco Público de Gâmetas ao serviço do SNS

Designado People-centred policy for data governance in gamete donation: access to information by gamete donors and recipients, o estudo foi desenvolvido por Tiago Maia, no âmbito do Mestrado em Saúde Pública da Universidade do Porto, sob orientação da investigadora do ISPUP, Cláudia de Freitas.

Uma investigação conduzida ao abrigo do projeto “Bionetworking e cidadania na doação de gâmetas”, liderado por Susana Silva, investigadora do ISPUP, e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e que envolveu uma amostra de 230 pessoas (69 dadores e 161 beneficiários), recrutadas no Banco Público de Gâmetas entre julho de 2017 e abril de 2018.

Em Portugal, o Banco Público de Gâmetas é um serviço disponibilizado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), responsável pelo recrutamento e seleção de dadores de óvulos e espermatozoides.

A recolha e preservação destes donativos, usados depois em técnicas de Procriação Medicamente Assistida, é realizada em centros de colheita especializados, localizados em hospitais públicos do SNS.