a melhor forma de consumir pão

Pão: como comprar, onde guardar e porque o deve comer

Por Marque na Agenda

Pães há muitos, do ralado ao biológico, artesanal, tradicional, fresco ou de longa duração. E muitas são também as diferentes formas de o consumir. É sobre ele, o pão, que a Associação Portuguesa de Nutrição acaba de lançar um livro digital onde, entre outros, se ilustram os benefícios do seu consumo. 

Sabemos que anda por cá desde 8000 A.C. quando, no Egito, o Homem começou a produzir pão para a sua alimentação. Desde então muito mudou na história, mas o pão mantém-se na dieta. E mantém-se também a certeza do seu importante valor nutricional.

Razões que levam a Associação Portuguesa de Nutrição a apresentar o livro digital Melhor grão, Melhor pão: uma análise nutricional sobre o pão, uma ferramenta de promoção da literacia, que descreve o processo de criação do pão e disponibiliza um conjunto de recomendações a ter em conta no momento da compra, do armazenamento e do consumo.

Uma iniciativa que merece o apoio do Ministério da Saúde, “na medida em que promove a melhoria da qualidade e da acessibilidade da informação disponível ao consumidor, a literacia, bem como a inovação e empreendedorismo direcionado para a área da alimentação saudável, por via dos meios digitais, de forma gratuita”, refere o mesmo, em comunicado.

Cada vez mais amigo da saúde

Apresenta uma grande variedade de escolha e está acessível a grande parte da população. E embora por vezes o consumo de pão seja desaconselhado devido à elevada quantidade de sal, esta é uma realidade que está a mudar.

No fim de 2017, as Associações dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte, Centro e Lisboa assinaram um protocolo com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em que se comprometem a reduzir o teor de sal no pão do limite legal máximo de 1,4g de sal por 100g de produto para menos de 1g por 100 gramas de produto, até 2021.

Um compromisso agora renovado, com o enfoque nas gorduras trans, cujo consumo está associado ao risco acrescido de doença cardiovascular. Ou seja, as três associações referidas, a DGS e o INSA querem agora abolir as gorduras trans destes produtos. 

Dicas e conselhos para uma consumo seguro

Entre outros, o livro online deixa exemplos de como se pode incluir o pão em refeições diárias, no âmbito de uma alimentação saudável, quais os cuidados na compra (porque é que deve preferir um saco de pano ao de plástico ou papel), como escolher a melhor opção ou a melhor forma de o armazenar.

Há ainda dicas sobre a melhor forma de o rechear, alguns cuidados específicos ou ainda um pouco da história deste alimento na tradição portuguesa.

Governo quer fechar acordo para redução de sal até junho

Por Nutrição & Fitness

Reduzir as quantidades de sal e açúcar em alguns alimentos é um dos objetivos do Governo. Para isso, espera ter fechado, até junho de 2018, o acordo com a indústria para o conseguir.

As negociações ainda não estão concluídas, mas os resultados são esperados para breve, afirmou a propósito o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Um selo de qualidade para as padarias

Para combater o excesso de sal, estão também abertas as candidaturas para a iniciativa Selo Pão que, sob o mote «Menos sal, mesmo sabor», pretende conceder uma distinção pública às padarias que atinjam um teor no pão que não ultrapasse o 1g de sal por 100g de pão ainda durante este ano.

Serão aceites as primeiras 250 candidaturas recebidas, 89 na Região Norte, 82 na Região Centro, 55 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 13 na Região do Alentejo e 11 na Região do Algarve.

O consumo excessivo de sal, que é um dos maiores riscos de saúde pública em Portugal, é também uma realidade, confirmada pelos dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física IAN-AF (2015-2016), que revela que a população portuguesa apresenta um consumo médio de 7,3 g (2848 mg/dia de sódio), superior ao valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (não mais do que 5g de sal por pessoa, por dia).

Um consumo que está associado ao desenvolvimento de várias de doenças crónicas, sobretudo doenças cardiovasculares, que representam atualmente uma das principais causas de morte da população portuguesa. E o pão é um dos principais alimentos que contribui para este excesso, revelam também os dados do mesmo inquérito.