crianças com cancro

Seminário esclarece as dúvidas e preocupações das famílias das crianças com cancro

Por Marque na Agenda

Como está o diagnóstico, tratamento e sobrevivência das crianças e adolescentes com doença oncológica em tempo de Covid-19? Qual a importância de brincar, dos momentos lúdicos e qual a realidade das aulas online? Como está a investigação em oncologia pediátrica? Estas serão algumas questões, a que se juntam outras sobre as crianças com cancro, em debate no 7º Seminário de Oncologia Pediátrica, uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro (FROC), que decorre no próximo dia 27 de fevereiro, das 09h30 às 17h00, este ano em formato online, com a moderação de Fernanda Freitas. Uma iniciativa que tem, pela terceira vez, o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.  

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Os 1000 dias de vida do bebé num novo livro inovador

Por Saúde Infantil

É nos primeiros 1000 dias de vida do bebé, que correspondem aos nove meses de duração média de uma gravidez mais os dois primeiros anos de vida, que ocorre a maior parte do crescimento e desenvolvimento corporal da criança e se estabelecem as bases para o seu estado de saúde, crescimento e desenvolvimento intelectual. É também nesta fase que existem muitas dúvidas e questões. É para lhes dar resposta que o pediatra Hugo Rodrigues lança um novo livro.

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como fazer o banho do bebé

Como dar banho ao recém-nascido: conselhos de um especialista

Por Bem-estar

Depois do parto, levar o bebé para casa tem tanto de emocionante como de assustador. E há um momento que é particularmente stressante para os recém-papás: o banho. Pensar naquele pequeno e frágil ser humano e imaginar dar-lhe banho não é, de facto fácil. Mas os dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia garantem que é tudo uma questão de prática.

Para evitar uma grande dose de stress e ansiedade, o melhor mesmo é seguir alguns passos simples para garantir que o bebé fica seguro, limpo e saudável.

“Embora pareça intimidante no início, dar banho ao bebé é simples”, confirma o dermatologista Kalyani Marathe. “A primeira coisa é começar com banhos de esponja até que o coto do cordão umbilical caia.”

Para isso, reúna tudo o que é necessário para o efeito. Ou seja, a pequena banheira com água morna, um pano e um sabonete para bebé, suave e sem perfume.

Deite o bebé numa superfície plana e confortável e mantenha-o aquecido, envolvendo-o numa toalha e expondo apenas a parte do corpo que está a ser lavada. Por uma questão de segurança, mantenha sempre o bebé bem seguro.

Comece com a cabeça. Mergulhe o pano na tigela de água morna e limpe suavemente o rosto e o couro cabeludo do bebé, sem esquecer os refegos do pescoço e atrás das orelhas.

Segue-se o resto do corpo, sendo que o sabonete apenas precisa de ser aplicado nas zonas sujas, como o pescoço e a área da fralda. Não se esqueça de enxaguar e limpar os vestígios de sabonete após a limpeza.

O banho do bebé: a forma mais tradicional

“Assim que o coto do cordão umbilical cair, mude para o banho tradicional”, refere a mesma fonte.

Aqui, os conselhos começam por ser os mesmos, com a preparação de tudo o que for necessário antes do início do banho.

Decida onde o vai fazer, pegue numa toalha, um sabonete apropriado e coloque o bebé na água. Primeiro, encha o recipiente com água morna e teste a temperatura da água no interior do pulso para garantir que não está muito quente.

Depois, gentilmente guie o bebé para a água, começando pelos pés, mantendo, no entanto, a maior parte do corpo acima da água.

Comece a limpeza pela cabeça, usando um pano para lavar suavemente o rosto e o couro cabeludo. Não se esqueça de limpar entre os dedos do bebé e certifique-se de que todo o sabonete é retirado.

“Após o banho, envolva imediatamente o bebé numa toalha para o aquecer e considere aplicar um hidratante suave e sem fragrância.”

anemia nas crianças

Falta de ferro é principal causa de anemia nas crianças

Por Saúde Infantil

O EMPIRE, estudo nacional sobre prevalência da anemia e da deficiência de ferro na população portuguesa, confirma que a anemia é um problema de saúde pública entre os adultos, afetando uma em cada cinco pessoas em algum momento da sua vida. E nas crianças? Estão também estas em risco? Lino Rosado, pediatra, confirma que sim. E reforça que “a principal causa de anemia na criança é a por falta de ferro, sendo a anemia o último estadio dessa mesma deficiência”.

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cancro infantil em debate

Dúvidas e preocupações das famílias de crianças com cancro em debate

Por Cancro

Que mitos e verdades estão associados à alimentação e ao cancro quando se trata das crianças? São realmente as escolas inclusivas para os mais pequenos com um diagnóstico de cancro? Como se encontra a investigação em oncologia pediátrica? Estas serão algumas questões em debate no 5º Seminário de Oncologia Pediátrica, que se realiza a 16 de fevereiro, no IPO do Porto.

O encontro, uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro (FROC) e que recebeu o Alto Patrocínio de sua Excelência o Presidente da República, pretende desmistificar perceções erradas, como aquelas que estão associadas à alimentação, refere Cristina Potier, diretora-geral da FROC.

“Existem muitos mitos à volta da alimentação… muitas propostas ‘milagrosas’. A alimentação é fundamental como complemento ao tratamento e não como substituição. Também queremos falar aqui sobre a importância de uma alimentação saudável, mesmo no pós-tratamento, para o bem-estar e também como prevenção do cancro no adulto.”

Escolas inclusivas apenas no papel?

A escola inclusiva estará também em debate, depois de, em 2017, ter saído uma portaria que pretendia regulamentar “o procedimento a adotar para a concessão das medidas educativas especiais [para a criança com doença oncológica], assim como as condições para beneficiar das mesmas e o regime da sua implementação e acompanhamento”.

Saber se estas medidas estão efetivamente a ser cumpridas é um dos objetivos da discussão do tema no seminário, isto porque, adianta a diretora-geral da FROC, “até aqui, o que se sentia é que esta resposta dependia de escola para escola, de professor para professor e isto não podia ser”.

Investigação ainda escassa

A promoção da investigação em oncologia pediátrica, escassa não só no nosso país, mas também lá fora, é parte integrante da missão da FROC e um dos temas que será levado também a debate.

Esta é uma realidade que ainda não está enraizada, nem mesmo junto dos familiares da criança com cancro. “A preocupação dos pais é garantir que, de facto, o tratamento que o médico prescreveu é o melhor para o seu filho. Se existe investigação, não é para a maioria uma prioridade.”

Sobre os tratamentos, Cristina Potier aproveita para tranquilizar os pais e garantir que, “em Portugal, existem tratamentos de excelência e que se porventura o médico considerar que existe um tratamento mais adequado para a criança fora do País, esta será encaminhada”.

Falar dos pais e restantes familiares, sobretudo daqueles que têm o papel de cuidador da criança com cancro é também importante e, por isso, um dos temas escolhidos, isto porque “um pai ou uma mãe com uma criança doente esquece-se, na grande maioria das vezes, de si próprio e é preciso que entendam a importância do seu bem-estar para melhor poderem apoiar o seu filho/a”.

Dar respostas às questões dos pais

De ano para ano, a escolha dos temas tem em conta o feedback recolhido durante estes seminários e os contactos que a FROC vai recebendo.

“Pontualmente somos contactados por pais, com questões sobretudo ligadas a possíveis causas, tratamentos e apoios existentes. Mas recebemos também muitos desabafos, onde o desespero e impotência é muitas vezes sentido”, afirma a diretora-geral da FROC, que considera, por isso, ser fundamental organizar este tipo de eventos pelo País.

“As três primeiras edições deste seminário realizaram-se em Lisboa, em 2018 em Coimbra e agora em 2019 no Porto. Queremos desta forma dar oportunidade às famílias de outras zonas do País de participarem neste seminário, procurando em cada um dos painéis ter profissionais que esclareçam e também testemunhos de quem, por experiência, sabe do que fala.”

Para Cristina Potier “este é um momento em que realmente percebemos o que preocupa os familiares destas crianças, sendo um evento dirigido sobretudo a estes, mas também aberto a todos os que acompanham ou acompanharam esta realidade no seu dia a dia – sobreviventes e suas famílias, voluntários, estudantes e profissionais de Oncologia Pediátrica – que, com a sua experiência, em muito enriquecem esta partilha de informação, acabando por ser um ponto de encontro único no ano em que todas as partes de juntam para debater um tema que interessa a todos”.

No decorrer do seminário será ainda entregue o prémio no valor de 15.000€ ao vencedor da 3ª edição do Prémio Rui Osório de Castro/Millennium BCP, que apoia projetos que promovam a melhoria dos cuidados prestados a crianças com doença oncológica.