baixo consumo de peixe na gravidez

Estudo nacional confirma: baixo consumo de peixe na gravidez pode afetar o bebé

Por Investigação & Inovação
A alimentação da grávida tem um papel importante na saúde do bebé. É isso mesmo que reforça um novo estudo, que confirma que um baixo consumo de peixe na gestação pode ter um impacto no neurodesenvolvimento das crianças, associando-se mesmo a Perturbações do Espectro do Autismo e a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), cuja prevalência tem vindo a crescer.

Ler Mais

Portugueses comem mais peixe

Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo

Por Nutrição & Fitness

Não somos os maiores consumidores de peixe do mundo, mas estamos perto. Na União Europeia (UE) não há quem bata os portugueses, que surgem no primeiro lugar das nações com maior consumo de pescado per capita. Ao todo, e em média, cada cidadão nacional consome 61,5 quilos, o que nos torna os terceiros no mundo com maior consumo.

Os dados são do Joint Research Centre, da Comissão Europeia, que examinou a pegada global de consumo de peixe. E conclui que, nos últimos 50 anos, o consumo deste tipo de alimentos, mais do que duplicou, chamando a atenção para uma aposta que considera essencial: a da sustentabilidade.

Coreia do Sul é líder no consumo

Se na UE somos líderes no consumo, fora dela encontra-se a Coreia do Sul, com 78,5 kg per capita, seguida da Noruega, (66,6 kg per capita). Depois de Portugal vem Mianmar (59,9 kg), a Malásia (58,6) e o Japão (58 kg). No geral, o consumo per capita mundial é de 22,3 kg.

De acordo com cálculos usando para o estudo, a procura global por pescado e frutos do mar destinados ao consumo humano é de qualquer coisa como 143,8 milhões de toneladas por ano e a pegada de consumo geral, que também inclui outros usos que não os alimentares, é de 154 milhões de toneladas.

À procura da sustentabilidade

Embora os stocks de peixe possam ser renováveis, não são infinitos. Por isso, existe, na UE, a política comum das pescas, um conjunto de regras para a gestão das frotas de pesca europeias e para a conservação das unidades populacionais de peixes.

Na sequência desta, os países da UE têm tomado medidas para garantir que a indústria pesqueira europeia seja sustentável e não ameace o tamanho e a produtividade da população de peixes a longo prazo.

Comer mais peixe poderá prevenir a doença de Parkinson

Por Saúde Mental

O consumo de peixe pode ajudar a prevenir a doença de Parkinson, garante um novo estudo realizado por investigadores suecos que, para além do Omega-3 e -6, normalmente associados a uma melhoria cognitiva, introduzem agora um novo ‘responsável’.

Há muito tempo que o peixe é considerado um alimento saudável, associado a uma melhoria da saúde cognitiva a longo prazo, ainda que as razões para isso não sejam totalmente claras. O Omega-3 e -6, ácidos gordos encontrados no peixe, são frequentemente apontados como os responsáveis, mas a comunidade científica não está totalmente convencida. É aqui que entram os especialistas da Chalmers University of Technology, da Suécia, que revelam que parvalbumina, uma proteína muito comum em várias espécies de peixes, pode estar a contribuir para este efeito.

Uma das características da doença de Parkinson é a formação da alfa-sinucleína, uma proteína referida frequentemente como a “proteína de Parkinson”. O que este estudo vem agora demonstrar é que a parvalbumina “limpa” as proteínas alfa-sinucleína, impedindo que formem os seus efeitos potencialmente nocivos.

“A parvalbumina recolhe a ‘proteína de Parkinson’ e impede que se agregue, simplesmente agregando-se primeiro”, explica Pernilla Wittung-Stafshede, professora e chefe da divisão de Biologia Química da Chalmers, e principal autora do estudo.

O que significa que aumentar a quantidade de peixe, como bacalhau, carpa e o peixe-vermelho, incluindo o salmão-vermelho e o pargo vermelho, que têm níveis particularmente elevados de parvalbumina, na nossa dieta pode ser uma forma simples de combater a doença de Parkinson.

“O peixe é normalmente muito mais nutritivo no final do verão, devido ao aumento da atividade metabólica. Os níveis de parvalbumina são muito maiores nos peixes depois de terem tido muito sol e, por isso, pode valer a pena aumentar o consumo durante o outono”, explica Nathalie Scheers, investigadora do estudo.

O potencial impacto noutras doenças

Para além do Parkinson, outras doenças, como Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica ou a doença de Huntington, são também são causadas por certas estruturas amilóides que interferem no cérebro. Problemas que estão a chamar a atenção desta equipa de investigadores, que pretende estudar se o consumo de peixe pode funcionar também aqui, confirma Pernilla Wittung-Stafshede.

“Estas doenças estão associadas à idade e as pessoas estão a viver mais e mais. Haverá uma explosão destas doenças no futuro – e a parte assustadora é que atualmente não temos cura. Então, precisamos de acompanhar tudo que parecer promissor.”