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60.000 euros para projetos que beneficiam doentes

Por País

Foram vários os projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais que promovem a saúde e informação dos doentes candidatos às Bolsas de Cidadania Roche. O número de candidaturas (45) foi recorde e a tarefa do júri não foi fácil. Mas os vencedores já são conhecidos: da literacia em saúde à reinserção profissional, sem esquecer a pandemia, eis os projetos que vão passar da teoria à prática.

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bolsas de cidadania

Projetos que beneficiam doentes conquistam bolsas de 60.000 euros

Por Marque na Agenda

Uma aplicação móvel para a gestão da doença renal crónica, uma companhia digital na jornada que é a doença renal, é o projeto da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais que conquistou 20.000, o valor mais elevado das Bolsas de Cidadania Roche, uma iniciativa que reconhece projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais que promovem a saúde e informação dos doentes.

A este projeto juntam-se outros cinco, todos diferentes mas com o mesmo fio condutor: o doente. Com 15.000 euros, o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus pretende concretizar o projeto “Saúde Mental, vamos descomplicar?”, uma iniciativa que visa a promoção da acessibilidade à informação sobre incapacidade e saúde mental, tendo como principais protagonistas pessoas com deficiência e problemas de saúde mental.

A bolsa de 10.000 euros foi atribuída à associação Alzheimer Portugal, com o projeto “Capacitação para a Literacia na área das demências”, que pretende promover a literacia sobre a área das demências através da articulação e aposta entre três ferramentas digitais em simultâneo, com vista a chegar a um público-alvo diversificado, que inclua pessoas com demência, cuidadores informais, profissionais de saúde e sociedade em geral.

Um dos três prémios de 5.000 euros foi entregue à Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal, com o projeto “JCI-Jovens pela cidadania inclusiva”, ideia que inclui a criação de uma rede de jovens que localmente trabalhe necessidades relacionadas com a gestão da condição crónica e deficiência, bem como o acesso à informação e aos processos de tomada de decisão sobre a sua saúde.

A Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino, Colite Ulcerosa, Doença de Crohn (APDI), conseguiu também 5.000 euros para a conceção e realização de vídeos e programas sobre a Doença Inflamatória do Intestino, com profissionais de saúde e elementos da APDI, com caráter informativo, que serão colocados num canal de YouTube e partilhados também nas redes sociais e no site da associação.

Finalmente, as Bolsas reconheceram ainda a ideia da Associação Nacional de Esclerose Múltipla, “A voz da EM”, que pretende desenvolver ações de consciencialização de participação pública nos processos de decisão na área da saúde, dotando os doentes de conhecimentos para um acesso de informação, investigação e mecanismos de participação na tomada decisões de casos relacionados com as problemáticas de saúde. Situações que, muitas vezes por desconhecimento dos procedimentos e mecanismos para a decisão, ficam sem opinião em grande escala.

Bolsas de Cidadania já apoiaram 21 projetos

Até ao momento, as Bolsas de Cidadania Roche, que contam já com cinco edições, apoiaram 21 projetos, no valor total de 195 mil euros, em área tão diversas como diabetes, Alzheimer, Parkinson, oncologia pediátrica, hemofilia, doenças raras, entre outras.

Os projetos que conquistaram uma Bolsa de Cidadania Roche foram escolhidos por um júri independente, composto por nomes conhecidos do panorama nacional , de um total de 25 candidaturas.

Bolsas de Cidadania para associações de doentes

Bolsas de Cidadania voltam a reconhecer os projetos idealizados pelos doentes

Por Marque na Agenda

Já não são novidade, ou não fosse este o quinto ano que se realizam. As Bolsas de Cidadania Roche estão de volta e à espera dos projetos e ideias das associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG) que promovam a saúde e informação dos doentes.

São, ao todo, seis as bolsas a atribuir, com um financiamento total de 60 mil euros, destinado a financiar projetos e ideias capazes de fomentar a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde, de informar os doentes sobre os seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de tratamento.

Abertas até dia 12 de abril, as candidaturas deverão preencher os requisitos identificados no regulamento da iniciativa, disponível em https://bit.ly/2GRhah3.

A análise das candidaturas e a decisão sobre os vencedores das bolsas será feita por um júri independente e composto, no mínimo, por cinco elementos.

Seis vencedores em 2018

Na edição de 2018, a Roche atribuiu igual número de bolsas – seis -, no valor total de 60 mil euros.

Valor distribuído por várias entidades e projetos, como a Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas, que mereceu destaque com o seu projeto “Ver o futuro”.

A esta juntou-se a Alzheimer Portugal, com uma Campanha para uma mudança social – “Amigos na Demência”, a Associação Desportiva Padel Sem Barreiras, com o projeto “Padel Adaptado – Prática Desportiva para TODOS e sem barreiras” e a Associação Portuguesa de doentes de Parkinson, com o seu “PROGRAMA COGWEB MOVE IT”.

A Fundação Rui Osório de Castro, com a “Renovação do PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica” e a Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, com o projeto “Corpo e Mente em Movimento”, foram também contempladas.

Orçamento Participativo Portugal

Os projetos do OPP que querem mudar a saúde nacional

Por País

Depois do sucesso de 2017, o Orçamento Participativo Portugal (OPP) está de volta. As votações estão abertas até 30 de setembro para um total de 692 projetos, 50 dos quais na área da saúde. De consultas domiciliárias para menores, inscrições online nos centros de saúde ou música nos hospitais, são muitas as opções à espera dos votos dos portugueses.

Do total dos 600 projetos votados no ano passado, encontram-se em fase de concretização os 38 que recolheram a maioria dos cerca de 80 mil votos no OPP 2017. Este ano, com um orçamento superior – cinco milhões de euros, mais dois milhões que o disponibilizado na primeira edição-, são também mais os projetos a votos (mais 92). 

Ideias para todos os gostos

Dos 50 projetos a votação na área da saúde, 19 são de âmbito nacional. É o caso do projeto #133, que tem como objetivo tornar “mais robusta e eficaz” a plataforma de apoio à Biblioteca de Literacia em Saúde, disponível no Portal SNS, e que, desde 2016, tem vindo a divulgar recursos com vista à promoção da literacia em saúde dos portugueses. 

Tornar mais fácil a vida de pais e filhos é o que pretende o projeto #788, que propõe a criação de uma equipa constituída por um médico e um enfermeiro, que se deslocam a casa nas situações que impedem os menores de ir à escola mas não exigem tratamentos hospitalares urgentes. Evita-se, assim que a criança tenha de estar no Centro de Saúde com outras pessoas doentes e permite-se aos pais aceder à justificação de falta ao trabalho.

A proposta #815 quer “contribuir para o conhecimento dos principais parasitas encontrados nas fezes dos animais errantes e de estimação em Portugal” e, ao mesmo tempo, consciencializar e sensibilizar a população sobre “a importância da desparasitação e cuidados veterinários continuados e o não abandono”.

Já o projeto “Move a Saúde” (#129) visa a criação de quatro aplicações para dispositivos móveis e fixos, que pretendem “proporcionar à população em geral, programas de exercício físico, com vista a melhorarem a sua saúde e qualidade de vida”.

Serviços em casa e fora dela

A lista não se fica por aqui. Uma “saúde perto de todos” é o desejo da proposta #783, que se propõe “implementar a prestação de serviços ao domicílio, contemplando áreas como a fisioterapia, a enfermagem, a nutrição e a psicologia”, em zonas isoladas e numa parceria com hospitais, centros de saúde, câmaras municipais e juntas de freguesia, entre outras.

A prevenção do suicídio é a missão da proposta ‘Gerações em rede pela saúde mental’ – GENTAL (#793), enquanto a #836 deseja ajudar os portugueses a interpretar as informações dos rótulos dos alimentos.

Levar a música a crianças e Jovens em Risco Institucionalizados é outra das propostas (#138), à qual se junta outra, que pretende “aumentar o número de cidadãos com conhecimentos e formação na área de primeiros socorros com capacidade de socorrer uma vítima, diminuindo assim o número de mortes por acidentes ou doença súbita” (#145).

Uma aposta na prevenção e saúde

A realização de um documentário sobre dependências (#139) e o reforço do apoio psicológico aos profissionais de socorro/emergência em território nacional (#144), são mais dois dos projetos, de uma lista onde se inclui ainda a ideia de equipar as salas de espera das unidades de saúde primários com dispositivos audiovisuais interativos, “dotados de conteúdo adequado de informação, capacitação e formação dos utentes” (#132).

Um espaço para cuidados dos pais que têm filhos institucionalizados (#808), promover e incentivar o envelhecimento ativo e saudável (#143), lançar um Programa de Reforma Estrutural assente na revisão das Recomendações Alimentares em Portugal (#137), realizar tratamentos orais gratuitos para crianças (#789) ou criar uma plataforma para inscrição online nos centros de saúde e atribuição de médico de família online (#827) também constam das propostas.

Mudar o modelo de transportes para doentes com patologia oncológica (#792) e desenvolver e implementar projetos e intervenções musicais em contextos comunitários e institucionais de cuidados de saúde, de educação e de ação social, particularmente dirigidas a crianças, idosos e grupos de risco (#795).