postos de saúde reforçam praias

Postos de saúde reforçam apoio nas praias do litoral alentejano

Por País

Se vai rumar às praias do litoral alentejano, saiba que este ano se vai voltar a verificar o reforço com postos de saúde, disponíveis para prestar apoio aos veraneantes.

A partir de 15 de julho e até ao fim do mês de agosto, as praias de Vila Nova de Milfontes e da Zambujeira do Mar, em Odemira (Beja), vão ter profissionais disponíveis para garantir os primeiros socorros aos milhares de pessoas que, todos os anos, procuram aquela região para férias.

Da responsabilidade da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), o reforço passará pela área dos injetáveis, pensos, pequenas feridas, picadas de peixe-aranha e de insetos, sendo os casos mais urgentes direcionados para outras unidades.

As informações divulgadas pelo portal do Serviço Nacional de Saúde dão conta de um funcionamento diário dos postos, com um enfermeiro por turno, num total de quatro profissionais, disponíveis entre as 11h00 e as 18h00, até ao dia 31 de agosto.

De acordo com o Diretor Clínico dos Cuidados de Saúde Primários da ULSLA, Horácio Feiteiro, “o serviço de Vila Nova de Milfontes vai funcionar junto ao Farol, em instalações cedidas pela Polícia Marítima, e estará sinalizado com uma bandeira da Cruz Vermelha, e o posto de Zambujeira do Mar ficará instalado, no centro da aldeia, na antiga extensão de saúde”.

Mais de mil assistências nos postos de praia em 2017

Há vários anos que se verifica um reforço destes cuidados. Em 2017, a mesma medida saldou-se em mais de mil assistências nos postos de saúde de Vila Nova de Milfontes e da Zambujeira do Mar.

Falta generalizada de iodo ameaça desenvolvimento do cérebro das crianças

Por Atualidade

Até 50% de todos os recém-nascidos na Europa podem não atingir o seu potencial cognitivo devido à deficiência de iodo, um micronutriente essencial para o desenvolvimento do cérebro das crianças presente na água que bebemos e na comida que ingerimos, revela um estudo do EUthyroid, um projeto financiado pela Comissão Europeia.

Os efeitos adversos da deficiência deste micronutriente são diversos e impõem uma carga significativa aos sistemas de saúde públicos. E embora este seja um facto reconhecido, na Europa, os programas de prevenção dos transtornos mentais associados à deficiência de iodo “recebem surpreendentemente pouca atenção dos formuladores de políticas, formadores de opinião e dos cidadãos”, referem em comunicado os autores do estudo.

O que faz ainda menos sentido, tendo em conta que “a deficiência de iodo pode ser evitada de uma forma económica, através do fornecimento de alimentos fortificados com iodo”.

Por isso, investigadores europeus de 27 países uniram as suas vozes para alertar para o que dizem ser a deterioração do compromisso dos decisores políticos para lidar com a deficiência de iodo na Europa. E decidiram lançar uma abordagem para chamar a atenção dos políticos, cientistas e população em geral, no sentido de se assegurarem estratégias efetivas para prevenir esta deficiência, implementadas em toda a Europa.

Foi então lançada a Declaração de Cracóvia, que exige, para a erradicação da deficiência de iodo:

  • métodos de prevenção das desordens resultantes da deficiência de iodo, através do uso de sal iodado e do livre comércio, na União Europeia, de alimentos enriquecidos e rações para animais;
  • que os governos nacionais e as autoridades de saúde pública façam a monitorização e uma avaliação harmonizada dos programas de fortificação em intervalos regulares, para garantir o fornecimento ideal de iodo à população;
  • que os cientistas, juntamente com os profissionais de saúde pública, organizações de doentes, a indústria e o público, apoiem as medidas necessárias para garantir que os programas de prevenção são sustentáveis, dentro de um ambiente em rápida mudança e maior consciência social da questão.