vacinação contra a covid-19

Comissão Europeia e OMS unem forças para promover benefícios das vacinas

Por Marque na Agenda

Realiza-se esta quinta-feira (dia 12) a primeira Cimeira Mundial sobre Vacinação, uma iniciativa da Comissão Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Bruxelas, o foco está na multiplicação de ações pelo mundo para travar a propagação de doenças que podem ser prevenidas por vacinação e tomar posição contra o alastramento mundial da desinformação nesta matéria.

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travar os vírus

Medicamentos capazes de travar vírus do sarampo, zika, dengue ou VIH: uma aposta nacional

Por Investigação & Inovação

Desenvolver medicamentos capazes de chegar a partes muito protegidas do corpo, como o cérebro ou os fetos, no caso de grávidas, e de impedir vários tipos de vírus de causarem danos nesses locais é o objetivo do projeto NOVIRUSES2BRAIN. Um trabalho que conquistou um financiamento de 4,2 milhões de euros no âmbito do mecanismo de financiamento europeu FETOPEN, e que vai ter agora o seu arranque oficial.

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vacinação contra a covid-19

Alemanha torna a vacinação contra o sarampo obrigatória para as crianças

Por Bem-estar

A Alemanha vai tornar a vacinação contra o sarampo obrigatória para os mais pequenos já a partir de março do próximo ano. O objetivo é eliminar a doença, que tem ressurgido em força na Europa. Por cá, em 2018, o País assistiu a vários surtos, cuja origem da infeção teve início em casos importados de outros países.

O gabinete da chanceler Angela Merkel decidiu que as crianças só serão admitidas no jardim de infância ou na escola se tiverem a vacina, igualmente obrigatória para os funcionários de creches, instituições de ensino, instalações médicas e abrigos para refugiados.

“Queremos proteger o maior número possível de crianças contra uma infeção por sarampo”, disse a propósito o ministro da Saúde, Jens Spahn, que espera conseguir, pelo menos, 95% de cobertura.

Para quem não cumprir, a lei é clara, definindo multas que pode ir até aos 2.500 euros, isto se for aprovada, como se espera, pelo Parlamento alemão.

Pediatras pedem reforço da vacinação

Há muito que a associação de pediatras da Alemanha exige esta obrigatoriedade, tendo em conta os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que chama a atenção para o facto de os esforços globais para aumentar a cobertura de imunização contra doenças mortais estarem estagnados.

No ano passado, contaram-se 350.000 casos de sarampo em todo o mundo, mais do que o dobro de 2017. Contas feitas ao primeiro trimestre de 2019 revelam um aumento quatro vezes maior, em comparação com igual período de 2018, mostram os dados da OMS.

O ressurgimento da doença em alguns países tem sido atribuído ao chamado movimento “anti-vax”, que tem por base uma publicação de 1998, que faz a ligação entre a vacina contra o sarampo e o autismo, estudo que há muito foi desacreditado.

desconfiança para com as vacinas

Ascensão do populismo europeu associada a desconfiança face às vacinas

Por Investigação & Inovação

O que é que o aumento do populismo na Europa tem a ver com a crescente desconfiança à volta das vacinas? Há um novo estudo que explica tudo.

É o líder do trabalho, Jonathan Kennedy, investigador da Queen Mary University of London, que esclarece: “Parece provável que o populismo científico seja movido por sentimentos semelhantes ao populismo político”.

“Mesmo aqueles programas que melhoram objetivamente a saúde das populações-alvo podem ser vistos com desconfiança pelas comunidades que não confiam nas elites e especialistas”, acrescenta.” No caso da vacinação, a desconfiança está virada para os especialistas em saúde pública e as empresas farmacêuticas.”

O estudo, publicado no European Journal of Public Health, analisou dados de 14 países europeus, e incluiu a percentagem de pessoas que, no país, votaram em partidos populistas nas eleições para o Parlamento Europeu de 2014 e a percentagem dos que, no mesmo país, acreditam que as vacinas não são importantes, seguras e/ou eficazes. E a relação é positiva.

Exemplos confirmam associação

Jonathan Kennedy explica que a hesitação moderna em relação às vacinas é geralmente atribuída ao desacreditado artigo de 1998, da autoria de Andrew Wakefield, que associava a vacina contra o sarampo, papeira e rubéola ao autismo.

No Reino Unido, as taxas de vacinação caíram de 92% em 1995 para 79% em 2003, muito abaixo da taxa de 95% necessária para atingir a imunidade de grupo. Resultado: os casos confirmados de sarampo em Inglaterra e no País de Gales aumentaram de 56 em 1998 para 1370 em 2008.

O estudo de Andrew Wakefield foi totalmente desacreditado, mas as suas ideias continuaram a exercer influência e são consideradas uma das razões pelas quais o número de casos de sarampo aumentou na Europa nos últimos anos.

E isto pode ter a ver com a ascensão de políticos populistas. O exemplo mais claro vem de Itália, onde o Movimento Cinco Estrelas (5SM) levantou suspeitas sobre a segurança das vacinas e a ligação ao autismo.

Argumenta-se que essas preocupações fizeram com que a cobertura da vacinação para o sarampo, papeira e rubéola tivesse passado de 90% em 2013 para 85% em 2016 e resultado num aumento nos casos de sarampo de 840 em 2016 para 5.000 em 2017.

Em França, a Front National, de extrema-direita, questionou também a segurança das vacinas e as leis que tornam a vacinação infantil obrigatória. E, na Grécia, o governo de esquerda do SYRIZA propôs que os pais pudessem optar pela não-vacinação.

Embora o UKIP – Partido de Independência do Reino Unido – não tenha manifestado preocupações semelhantes, uma investigação recente revelou que os seus eleitores tinham quase cinco vezes mais probabilidade do que a população em geral de acreditar que a vacina tríplice não era segura.

Razões que levam Kennedy a considerar que “a hesitação em relação à vacinação será difícil de resolver, a menos que as suas causas subjacentes, associadas ao populismo, sejam abordadas”.

mais casos de sarampo na Europa

Número de casos de sarampo triplicou na Europa em 2018

Por Bem-estar

Há vários anos que os números não eram tão altos: em 2018, o sarampo matou 72 crianças e adultos na região europeia, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com os dados disponíveis, foram 82.596 as pessoas que, em 47 dos 53 países desta região, contraíram a doença. Os dados referentes às hospitalizações revelam que, em pelo menos dois terços dos casos (61%), as complicações obrigaram mesmo a um internamento.

O número total de pessoas infetadas com o vírus em 2018 foi o mais alto nesta década: três vezes mais que em 2017 e 15 vezes mais do que em 2016.

Número de crianças vacinas a crescer

Nem tudo são, no entanto, más notícias. As crianças estão a ser vacinadas contra o sarampo mais do que nunca, progresso que continua a ser desigual entre e dentro dos países, deixando desprotegidos grupos crescentes de populações suscetíveis, o que teve como resultado um número recorde de pessoas afetadas pelo vírus em 2018.

Dados que leva, a OMS a apelar aos países europeus para que direcionem as suas intervenções para os lugares e grupos onde persistem falhas na vacinação.

De facto, o surto de casos de sarampo em 2018 seguiu-se a um ano em que a Região Europeia alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose de vacinação contra o sarampo (90% em 2017). Foram mais as crianças, em 2017, com as duas doses da vacina no prazo definido, do que em qualquer ano desde que a OMS começou a recolher estes dados, em 2000.

A cobertura com a primeira dose da vacina também aumentou ligeiramente, para 95%, o nível mais alto desde 2013.

O quadro de 2018 deixa claro que o ritmo atual de progresso no aumento das taxas de imunização será insuficiente para impedir a circulação do sarampo”, refere a propósito Zsuzsanna Jakab, diretora regional da Europa.

“Embora os dados indiquem uma cobertura vacinal excecionalmente alta a nível regional, também refletem um número recorde der pessoas afetadas e mortas pela doença. Isto significa que as lacunas a nível local ainda oferecem uma porta aberta para o vírus”, acrescenta.

“Precisamos de fazer mais e melhor proteger cada pessoa contra doenças que podem ser facilmente evitadas.”

Os países com mais casos

Entre janeiro e dezembro de 2018, os países com mais casos de sarampo foram:

  • Ucrânia (53.218)
  • Sérvia (5.076)
  • Israel (2.919)
  • França (2.913)
  • Itália (2.517)
DGS apela à vacinação contra o sarampo

DGS apela à vacinação para o sarampo

Por País

Têm sido – e continuam a ser – vários os surtos de sarampo em alguns países da Europa. Se juntarmos a estes a facilidade e aumento da circulação das pessoas e a existência de baixas coberturas vacinais contra a doença em vários países do Velho Continente, o risco de importação de casos para Portugal é grande. Um alerta da Direção-Geral da Saúde (DGS), que apela à vacinação.

E apesar de Portugal ter o estatuto de eliminação do sarampo, conferido pela Organização Mundial da Saúde, desde 2015, nos últimos dois anos têm sido vários os surtos, também por cá, ainda que com origem em casos importados.

Nestes surtos, vários têm sido os casos de pessoas com a vacina. De acordo com a DGS, nestas “a doença apresenta um quadro clínico mais ligeiro e com muito baixa probabilidade de contágio (conhecida como sarampo modificado)”.

O formato clássico da doença, esse surge em pessoas sem a vacina, caracterizando-se por um quadro clínico que pode ser grave, com complicações que podem mesmo levar à morte e com muita probabilidade de contagiarem terceiros.

Casos importados na origem dos surtos nacionais

Em 2018, 93% dos casos de sarampo diagnosticados em território nacional estiveram associados a surtos, com a origem da infeção a ter início em casos importados de outros países, entre os quais Itália, França, Uganda/EUA, República Checa e Ucrânia. 

Segundo explica a DGS, um elevado número de casos ocorreu em profissionais de saúde que, apesar de vacinados, têm um elevado nível de exposição, isto é, prestam cuidados durante longos períodos de tempo a casos de sarampo.

Coberturas vacinais a crescer

Em Portugal, as coberturas vacinais têm crescido ao longo do tempo, não só nas crianças, mas também entre os adultos, o que permite que Portugal mantenha a imunidade de grupo, apesar de ainda existirem algumas bolsas de pessoas suscetíveis.

vacinas consideradas seguras

Portugal é o país da UE com mais cidadãos a confiar nas vacinas

Por País

Portugal é o país da União Europeia com a maior percentagem de população a confiar nas vacinas, revela o estudo ‘O estado da confiança nas vacinas 2018’ (State of vaccine confidence in the EU 2018), promovido pela Comissão Europeia.

Os cidadãos nacionais consideram-nas seguras, efetivas e importantes para as crianças – 98% dos inquiridos pensam desta forma -, com 96,6% a entenderem que são efetivas e mais de 95% a dizerem que são seguras.

Vacina do sarampo considerada segura

O inquérito, feito nos 28 países da União Europeia a aproximadamente 29 mil pessoas de uma amostra representativa de cada Estado-Membro, questionou especificamente a confiança na vacina do sarampo, doença que teve recentemente na Europa surtos ou ressurgimento de casos, em parte atribuídos a uma redução da vacinação.

Portugal surge igualmente com a maior percentagem de pessoas que consideram segura e importante para as crianças a vacina trivalente contra o sarampo, rubéola e papeira.

No reverso da medalha encontram-se países como Suécia, Bélgica, Bulgária e Letónia, que são aqueles com menor percentagem de população a considerar como segura a vacina do sarampo.

Em termos globais na União Europeia, são menos de 80% os que consideram a vacina do sarampo como segura, percentagem que é ainda mais baixa em relação à vacina da gripe, com menos de 70% da população europeia a encará-la como segura.

O estudo foi baseado em inquéritos feitos durante o mês de maio, alguns por telefone, outros presenciais e outros ainda realizados online. Em Portugal foram feitos online a cerca de mil pessoas.

número recorde de casos de sarampo na Europa

Casos de sarampo com números recorde na Europa

Por País

Mais de 41.000 crianças e adultos europeus foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses do ano, revelam os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que confirma ainda 37 mortes na sequência da doença no mesmo período. Resultado que ultrapassa em muito os valores referentes a todos os outros anos desta década.

Entre 2010 e 2017, o maior total anual de casos de sarampo foi de 23.927, referente ao ano passado, sendo o mais baixo de 5.273, contabilizado em 2016. 

“Depois de termos tido o menor número de casos da década em 2016, estamos a assistir a um aumento dramático das infecções e dos surtos”, explica Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

“Pedimos a todos os países que implementem imediatamente medidas amplas e adequadas ao contexto para impedir a propagação desta doença”, acrescenta. Até porque, reforça, “a boa saúde para todos começa com a imunização e, enquanto esta doença não for eliminada, não estamos a cumprir os compromissos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável”.

Os países mais afetados pela doença

Sete países europeus (França, Geórgia, Grécia, Itália, Federação Russa, Sérvia e Ucrânia) contaram mais de 1.000 infecções em crianças e adultos este ano.

A Ucrânia foi a mais atingida, com um valor superior a 23 mil pessoas afetadas, o que representa mais da metade do total da região.

Quanto às mortes relacionadas com o sarampo, foram relatadas em todos estes países, com a Sérvia a registar o número mais alto (14).

OMS acredita ser possível vencer o sarampo

Embora muito contagioso, é possível combater o vírus do sarampo. Para evitar surtos, é necessário atingir, todos os anos, pelo menos 95% da cobertura vacinal com duas doses da vacina contra a doença, em todas as comunidades, assim como esforços para alcançar as crianças, adolescentes e adultos que perderam a vacinação de rotina no passado.

“Devemos celebrar as nossas conquistas, sem perder de vista aqueles que ainda estão vulneráveis ​​e cuja proteção requer a nossa atenção urgente e permanente”, refere Zsuzsanna Jakab.

“Nós podemos travar esta doença mortal. Mas não teremos sucesso a não ser que todos façam a sua parte: que vacinem os seus filhos, a eles próprios, aos seus doentes, às populações – e também lembrar que a vacinação salva vidas.”

Sarampo é ameaça grave para bebés, crianças pequenas e adultos jovens sem a vacina

Por Saúde Infantil

Com o mais recente surto de sarampo ainda bem presente na mente dos portugueses, um estudo do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) veio confirmar que há (boas) razões para apostar na vacinação. É que a grande maioria dos casos da doença na Europa foram diagnosticados em pessoas sem a vacina, sendo muito elevado o risco de mortalidade para as crianças menores de dois anos.

O trabalho, apresentado no 28.º Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas por Emmanuel Robesyn, um dos seus autores, analisou os dados existentes e procurou determinar as eventuais diferenças entre os indivíduos mais jovens e as populações mais velhas infetadas com a doença.

Foram avaliados todos os 37.365 casos de sarampo notificados ao ECDC entre 1 de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2017, tendo sido verificado que 81% de todos os casos eram de pessoas sem a vacina, tendo a maioria das situações ocorrido em Itália, na Roménia, Alemanha, Holanda e Reino Unido.

Ainda de acordo com o estudo:

  • 33% dos doentes foram hospitalizados;
  • 11% tiveram pneumonia;
  • 81% envolveram maiores de dois anos;
  • dos restantes 19%, verificou-se que 9% tinham um ano e 10% tinham menos de um ano.

A taxa de doentes que morreram destacou o impacto que o sarampo teve nas populações mais jovens. A análise do ECDC mostra que um em cada 1.000 doentes morreu e, destes, a maioria foi nas populações mais jovens. De facto, as crianças de um ano tiveram seis vezes mais probabilidade de morrer vítimas da doença, em comparação com os de dois anos ou mais. No caso dos menores de um ano, o risco aumentou para as sete vezes.

Fim do sarampo

A Organização Mundial de Saúde estabeleceu metas para a eliminação do sarampo e da rubéola, sendo uma das principais ações para atingir esses objetivos a manutenção de elevadas taxas de imunização.

 

Camas no hospital

Vinte e um casos confirmados de sarampo no Norte

Por Atualidade

As autoridades de saúde nacionais confirmaram a existência, desde 9 de março, de 21 casos de sarampo na região Norte, tendo sido recebidas 51 notificações de casos suspeitos.

No último boletim epidemiológico, a Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que as situações confirmadas reportam-se a adultos, 19 profissionais de saúde, quatro não estavam vacinados, três tinham vacinação incompleta e quatro um esquema vacinai desconhecido.

Dos 21 casos confirmados, quatro encontram-se atualmente internados em unidade hospitalar e, adicionalmente, está internado um caso a aguardar confirmação laboratorial.

35 mortes por sarampo na região europeia em 2017

A DGS recorda que o sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas, podendo provocar doença grave, principalmente em indivíduos não vacinados e que têm sido vários os surtos de sarampo em alguns países europeus, como Grécia, Roménia, França, Itália e, mais recentemente, no Reino Unido, devido à existência de comunidades não vacinadas.

Em 2017, foram 35 as mortes na região europeia na sequência da doença, uma das quais em Portugal.

A vacinação é a principal medida de prevenção, sendo gratuita e administrada principalmente em unidades do Serviço Nacional de Saúde.

Tendo em conta a aproximação da primavera e do verão, período em que os movimentos internacionais de cidadãos são mais intensos e o risco de contrair a doença é maior, a DGS recomenda que todas as unidades de saúde devem estar alerta para o diagnóstico precoce de casos de sarampo.