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Sépsis: especialistas apelam a um combate europeu coordenado

luta contra a sépsis

Líderes europeus da área da saúde, decisores políticos, clínicos, investigadores e defensores dos doentes reuniram-se para promover uma abordagem europeia coordenada à sépsis, uma condição potencialmente fatal que continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade evitáveis ​​em todo o mundo.

“Tornar a sépsis uma prioridade da política de saúde europeia: da liderança nacional à ação europeia” foi um evento que teve como objetivo contribuir para tornar este problema uma prioridade ainda maior nas políticas de saúde em toda a Europa e reforçar a cooperação em matéria de prevenção, diagnóstico, tratamento e resultados para os doentes.

A sépsis é uma resposta potencialmente fatal a uma infeção que afeta cerca de 47 a 50 milhões de pessoas em todo o mundo todos os anos, resultando em pelo menos 11 milhões de mortes. Apesar do seu impacto significativo nos doentes, nas famílias e nos sistemas de saúde, ainda existem grandes variações na Europa em relação ao reconhecimento, gestão e desfechos.

Construir uma resposta europeia à sépsis

“O reconhecimento global da sépsis como uma emergência de saúde nunca foi tão importante como hoje. A Resolução da Assembleia Mundial da Saúde, a Agenda Global para a Sépsis 2030 e o apoio do Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e do Diretor Regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, nos últimos anos, dão-nos um mandato claro agir. O que é necessário agora é liderança política para traduzir este consenso em compromissos concretos”, refere Mariam Jashi, CEO da Aliança Global contra a Sépsis.

“Esta é uma das maiores causas de morte evitáveis ​​na Europa, mas ainda não temos uma abordagem europeia coordenada para a combater. A Presidência irlandesa da UE dá-nos a oportunidade de mudar isso”, refere Steven Kerrigan, professor na School of Pharmacy and Biomolecular Sciences, RCSI Universitdade de Medicina e Ciências da Saúde. “Queremos colocá-la firmemente na agenda política europeia”, uma vez que, reforça, “esta é uma questão de equidade em saúde: o local onde alguém vive na Europa não deve determinar as suas hipóteses de sobreviver”.

Evangelos J. Giamarellos-Bourboulis, Presidente da Aliança Europeia para a Sépsis, considera que “o impacto da sépsis nos doentes e famílias europeias é semelhante ao do cancro. Pelo menos 680.000 vidas são perdidas todos os anos só na União Europeia, e as disparidades na qualidade dos cuidados foram documentadas no Inquérito Europeu aos Cuidados da Sépsis, que revela uma situação na Europa que nenhum sistema de saúde civilizado deveria aceitar. A resposta política continua a estar muito aquém do necessário, em nítido contraste com a dimensão da crise”.

Crédito imagem: iStock

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