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Colesterol LDL e visão: os novos fatores que podem alterar o risco de demência

pessoa com demência

Quase metade dos casos de demência podem ser prevenidos ou atrasados através da modificação de 14 fatores de risco já identificados pela ciência. Em antecipação do Dia Mundial do Cérebro, celebrado a 22 de julho, a Alzheimer Portugal e a Roche, uniram-se para lançar a nova edição da campanha ‘Ativamente: O Clube do Cérebro’, uma iniciativa que visa sensibilizar a população para uma realidade muitas vezes desconhecida: é
possível prevenir ou retardar casos de demência.

Com base no mais recente relatório da prestigiada Comissão da The Lancet (2024), a comunidade científica atualizou a lista de fatores de risco modificáveis, totalizando agora 14as áreas sobre as quais a população pode intervir.

Além dos fatores de risco já conhecidos, como o sedentarismo, o tabagismo, a hipertensão arterial e a diabetes, a campanha destaca dois novos fatores de risco:  o colesterol LDL elevado, associado a um maior risco de demência, especialmente quando elevado antes dos 65 anos, o que torna  a deteção precoce e o controlo lipídico recomendados; a perda de visão não tratada, agora reconhecida como um fator de risco, tornando o rastreio e o tratamento precoces ferramentas essenciais de prevenção.

Uma mudança de perspetiva: nunca é tarde

A campanha procura desmistificar a ideia de que o declínio cognitivo é um processo inevitável do envelhecimento. Ao lançar este desafio, a Alzheimer Portugal e a Roche reiteram que nunca é demasiado cedo, nem demasiado tarde para reduzir o risco de desenvolver demência.

O objetivo é capacitar os cidadãos para a adoção de hábitos que protegem a saúde cognitiva a longo prazo, transformando a prevenção num compromisso diário. “Saber que quase metade dos casos de demência podem ser prevenidos retardados se atuarmos sobre os 14 fatores de risco já identificados, significa que reduzir em grande escala o impacto das demências, está nas nossas mãos. E deve ser compromisso de todos nós mudarmos comportamentos ao longo da nossa vida”, refere Rosário Zincke dos Reis, presidente da Direção Nacional da Alzheimer Portugal.

“É verdade que não podemos mudar a idade, mas podemos mudar muitos dos fatores que aumentam o risco de demência. Cada escolha diária, desde a atividade física ao controlo da audição ou visão, são formas de proteger o cérebro.”

O Clube do Cérebro é um convite aberto a toda a população para investir na saúde do cérebro. Através da partilha de materiais informativos, seja através de redes sociais ou em formato físico, a campanha pretende tornar o conhecimento científico acessível a todos.

Crédito imagem: iStock

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