Uma aluna da Universidade da Beira Interior (UBI) está a trabalhar numa  vacina contra a SARS-CoV-2, uma nanovacina preventiva e terapêutica. Um trabalho que acaba de ser contemplado e com uma bolsa de investigação, no âmbito do concurso DOCTORATES 4 COVID-19 da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Aluna do doutoramento em Biomedicina, o estudo de Dalinda Eusébio decorre no Centro de Investigação em Ciências da Saúde. Para chegar à vacina, serão explorados processos biotecnológicos para a obtenção de um vetor de ADN inovador, o ADN minicircular (mcDNA), que vai codificar as proteínas antigénicas “Spike” e “Nucleocapsid” do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2).

As vacinas de ADN são mais seguras e eficientes, por transportarem somente a informação genética do antígeno, mais estáveis e fáceis de produzir do que as vacinas convencionais.

Também serão explorados diferentes biomateriais. Por fim, serão realizados estudos de imunização em ratos, através da nebulização do pó seco diretamente na cavidade nasal, para avaliar a capacidade desta nanovacina induzir as respostas imunes pretendidas contra as proteínas antigénicas do SARS-CoV-2.

Espera-se que este tipo de administração aumente a eficiência da vacina uma vez que a cavidade nasal é a via de entrada primária do vírus. Além disso, a conversão da vacina em pó seco irá fornecer uma modalidade de vacinação mais atrativa, reduzindo o risco biológico, a dor e o stress causado pelo uso de agulhas, e obter uma formulação mais estável que vai dispensar a necessidade de refrigeração durante a sua distribuição e armazenamento, que pode chegar a inflacionar até 80% do custo da vacinação.