vacinação contra a covid-19

Alemanha torna a vacinação contra o sarampo obrigatória para as crianças

Por Bem-estar

A Alemanha vai tornar a vacinação contra o sarampo obrigatória para os mais pequenos já a partir de março do próximo ano. O objetivo é eliminar a doença, que tem ressurgido em força na Europa. Por cá, em 2018, o País assistiu a vários surtos, cuja origem da infeção teve início em casos importados de outros países.

O gabinete da chanceler Angela Merkel decidiu que as crianças só serão admitidas no jardim de infância ou na escola se tiverem a vacina, igualmente obrigatória para os funcionários de creches, instituições de ensino, instalações médicas e abrigos para refugiados.

“Queremos proteger o maior número possível de crianças contra uma infeção por sarampo”, disse a propósito o ministro da Saúde, Jens Spahn, que espera conseguir, pelo menos, 95% de cobertura.

Para quem não cumprir, a lei é clara, definindo multas que pode ir até aos 2.500 euros, isto se for aprovada, como se espera, pelo Parlamento alemão.

Pediatras pedem reforço da vacinação

Há muito que a associação de pediatras da Alemanha exige esta obrigatoriedade, tendo em conta os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que chama a atenção para o facto de os esforços globais para aumentar a cobertura de imunização contra doenças mortais estarem estagnados.

No ano passado, contaram-se 350.000 casos de sarampo em todo o mundo, mais do que o dobro de 2017. Contas feitas ao primeiro trimestre de 2019 revelam um aumento quatro vezes maior, em comparação com igual período de 2018, mostram os dados da OMS.

O ressurgimento da doença em alguns países tem sido atribuído ao chamado movimento “anti-vax”, que tem por base uma publicação de 1998, que faz a ligação entre a vacina contra o sarampo e o autismo, estudo que há muito foi desacreditado.

Novo exame de sangue útil para detectar pessoas em risco de Alzheimer

Por Atualidade

Acredita-se que o início de Alzheimer comece muito antes dos primeiros sintomas. E acredita-se também que o progresso na investigação de medicamentos para travar a doença tem sido dificultado pelo fato de esta só pode ser diagnosticada quando é tarde demais para uma intervenção eficaz. É para mudar esta situação que um grupo de investigadores alemães desenvolveu um exame de sangue capaz de indicar a presença da doença muito antes dos primeiros sintomas.

Um exame que oferece a oportunidade de identificar os que estão em risco e abrir a porta a novos caminhos na descoberta de medicamentos.

Uma das características da doença de Alzheimer é a acumulação de placas beta-amilóide no cérebro dos doentes. O exame de sangue, desenvolvido por Klaus Gerwert e pela sua equipa, investigadores na Universidade de Ruhr, em Bochum, Alemanha, mede no sangue as quantidades relativas de uma apresentação patológica e saudável destas placas.

Publicado na revista científica EMBO Molecular Medicine, o trabalho procurou verificar se o exame de sangue seria capaz de captar a presença das placas beta-amilóide patológicas em fases muito precoces da doença. E os resultados são promissores, tanto mais que, atualmente, as ferramentas de diagnóstico disponíveis para a doença de Alzheimer envolvem a realização de exames cerebrais muito caros ou de análises de amostras de líquido cefalorraquidiano, extraídas através de punção lombar.

Com este exame, os cientistas apresentam o que dizem ser não só uma opção mais barata, mas também mais simples para pré-selecionar indivíduos da população geral, depois indicados para testes adicionais através dos métodos mais invasivos, capazes de excluir os falsos positivos.

 

Ingestão de álcool faz com que o coração bata mais depressa

Por Bem-estar

Quanto maior a quantidade de álcool ingerida, mais acelerado fica o ritmo cardíaco, revela um estudo apresentado esta segunda-feira no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que associa o consumo compulsivo à fibrilação auricular, um fenómeno também conhecido como “síndrome cardíaca do feriado”.

Foi a primeira vez que se avaliaram os efeitos do álcool nas leituras de eletrocardiogramas (ECG), um estudo que incluiu mais de 3.000 pessoas que estiveram presentes na edição de 2015 do Oktoberfest, a famosa festa da cerveja alemã.

Com o apoio da Comissão Europeia, o trabalho foi realizado por investigadores do departamento de Cardiologia do Hospital Universitário LMU, de Munique, que recolheram as leituras dos ECG e mediram as concentrações de álcool no hálito dos participantes.

Dados referentes à idade, sexo, doença cardíaca, medicação cardíaca e consumo de tabaco foram também registados, sendo os participantes maioritariamente homens (30% eram do sexo feminino) e tendo, em média, 35 anos.

A concentração média de álcool no hálito foi de 0,85 g/kg e o aumento desta concentração foi associado, de forma significativa, a taquicardia sinusal, com mais de 100 batimentos por minuto, algo verificado em 25,9% da coorte.

O que leva Stefan Brunner, cardiologista do Hospital Universitário de Munique, e um dos principais autores do estudo, a não ter dúvidas em afirmar que “quanto mais álcool se bebe, maior será o ritmo cardíaco”.

“Ainda não podemos concluir que um ritmo cardíaco mais acelerado induzido pelo álcool é prejudicial”, acrescenta Moritz Sinner, outro dos autores do trabalho. “Mas quem sofre de doenças cardíacas já tem um ritmo mais elevado e que, em muitos casos, desencadeia arritmias, incluindo a fibrilação auricular. Por isso, é plausível que um ritmo cardíaco mais elevado após consumo de álcool possa dar origem a arritmias”.

Os investigadores prometem continuar o trabalho, averiguando ainda se o aumento da frequência cardíaca associado ao álcool pode levar à existência de distúrbios a longo prazo.