alimentação em caso de emergência

A alimentação em caso de emergência – o que comer e como comer

Por | Nutrição

O pior da tempestade Leslie já passou, mas ainda que seja tempo de fazer o rescaldo de uma intempérie que deixou um rasto de destruição em várias zonas do País, a prevenção continua a ser válida. Até porque o risco da chegada ao território nacional de tempestades violentas é cada vez maior. Por isso, deixamos aqui alguns conselhos alimentares, também válidos noutros casos de emergência.

A informação chega através do site Nutrimento, da Direção-Geral da Saúde, onde se explica o que fazer nos casos em que a energia ou o abastecimento alimentar podem estar em causa.

O primeiro passo é preparar um abastecimento de comida de emergência, que deve durar pelo menos para três dias (10 dias no máximo). Para isso, devem escolher-se alimentos com um longo prazo de validade e de preferência que não necessitem de ser cozinhados ou refrigerados. Aos alimentos juntam-se a água – pelo menos um garrafão de seis litros por pessoa.

E isto sem esquecer aqueles que têm dietas especiais ou apresentem alergias alimentares, para os quais há que fazer também planos, tendo atenção à medicação.

Da lista de conselhos faz ainda parte o alerta para o consumo de alimentos ricos em sal, que se deve evitar, uma vez que tendem a aumentar a sede.

O que guardar na despensa

Enlatados, frutos secos, cereais de pequeno-almoço são alguns dos alimentos que pode durar cerca de um ano. A estes juntam-se os que apresentam validades mais longas, como as sopas instantâneas, o arroz e massas, o açúcar ou sal.

Alimentos que devem ser mantidos em local seco e fresco, devendo ser utilizados antes do prazo de validade expirar e depois substituídos por outros mais recentes.

Atenção às calorias

Em caso de emergência e na ausência de água corrente, deve ter-se um desinfetante de mãos para quando for necessário preparar os alimentos.

No caso de corte de energia, comece por consumir os alimentos que se estragam mais rapidamente. Primeiro consuma os alimentos presentes no frigorífico, congelador e por fim o seu abastecimento de emergência.

Não se esqueça dos pratos, copos e talheres de plástico, que facilitam a preparação e consumo das refeições numa situação de emergência.

E durante e após um desastre natural, há que fazer pelo menos uma refeição equilibrada por dia, mantendo a hidratação, “essencial para reduzir a fadiga, manter a concentração e um estado de alerta mais prolongado”.

Nestas situações, as necessidades calóricas, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, são de cerca de 2.200 Kcal (10-12% de proteína e 17-20% de gordura). 

Governo quer fechar acordo para redução de sal até junho

Por | Nutrição

Reduzir as quantidades de sal e açúcar em alguns alimentos é um dos objetivos do Governo. Para isso, espera ter fechado, até junho de 2018, o acordo com a indústria para o conseguir.

As negociações ainda não estão concluídas, mas os resultados são esperados para breve, afirmou a propósito o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Um selo de qualidade para as padarias

Para combater o excesso de sal, estão também abertas as candidaturas para a iniciativa Selo Pão que, sob o mote «Menos sal, mesmo sabor», pretende conceder uma distinção pública às padarias que atinjam um teor no pão que não ultrapasse o 1g de sal por 100g de pão ainda durante este ano.

Serão aceites as primeiras 250 candidaturas recebidas, 89 na Região Norte, 82 na Região Centro, 55 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 13 na Região do Alentejo e 11 na Região do Algarve.

O consumo excessivo de sal, que é um dos maiores riscos de saúde pública em Portugal, é também uma realidade, confirmada pelos dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física IAN-AF (2015-2016), que revela que a população portuguesa apresenta um consumo médio de 7,3 g (2848 mg/dia de sódio), superior ao valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (não mais do que 5g de sal por pessoa, por dia).

Um consumo que está associado ao desenvolvimento de várias de doenças crónicas, sobretudo doenças cardiovasculares, que representam atualmente uma das principais causas de morte da população portuguesa. E o pão é um dos principais alimentos que contribui para este excesso, revelam também os dados do mesmo inquérito.