desparasitação

Porque é que a desparasitação dos animais de companhia é fundamental durante todo o ano

Por Saúde Animal

O verão, devido às temperaturas mais elevadas, é a altura ideal do ano para os parasitas proliferarem e encontrarem os seus hospedeiros. No entanto, a desparasitação regular dos animais de companhia não deve ser um exclusivo apenas desta altura do ano. Também no inverno é importante pensar nela, para a manutenção da sua saúde e bem-estar.

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medicamentos para animais

Boas práticas na área dos medicamentos para animais em debate

Por Saúde Animal

Tendo em conta as novas regras europeias referentes aos medicamentos para animais e também a preocupação crescente com a saúde animal, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários (APIFVET) decidiu promover, no próximo dia 19 de março, o seminário “Mais-valia das regras de ‘compliance’ na indústria farmacêutica de medicamentos veterinários”.

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animais e antibióticos

60% de todas as doenças humanas têm origem nos animais

Por Bem-estar

Qualquer coisa como 700 mil pessoas morrem, todos os anos, no mundo, na sequência da resistência aos antibióticos, um problema que, na União Europeia, ceifa anualmente 33.000 vidas. Na luta contra este problema, a saúde animal desempenha também um importante papel, uma vez que 60% de todas as doenças humanas têm origem nos animais.

O alerta vem da Organização Mundial de Saúde (OMS), que chama a atenção para o facto de muitos dos micróbios que afetam os seres humanos serem também responsáveis por doenças em animais. Uma partilha que não se fica por aqui. Também a solução, os antibióticos, são usados por animais e humanos, o que significa que quando existe resistência aos medicamentos nos primeiros, isso pode facilmente afetar a saúde dos segundos.

“A saúde humana, animal e ambiental é igualmente responsável pelo uso correto de antimicrobianos e importante para evitar a ameaça da resistência antimicrobiana”, refere em comunicado Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

“À medida que nos esforçamos para garantir que os antibióticos são usados ​​corretamente na comunidade e nos serviços de saúde, percebemos que um setor sozinho não resolverá o problema”, acrescenta, reforçando a necessidade de unir os profissionais de saúde humana, animal, alimentar e ambiental numa mesma frente.

Compromisso pedido aos países europeus

O apelo foi transformado em repto e dirigido às autoridades de todos os países europeus, a quem a OMS pede um “compromisso”.

“Com 33.000 mortes anuais como consequência de uma infeção devido a bactérias resistentes a antibióticos e mil milhões em gastos anuais com cuidados de saúde, precisamos de garantir que os antibióticos são usados ​​com cautela e que as medidas de prevenção de infeção são implementadas em todos os contextos, em toda a Europa”, afirma Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

“Como as taxas de resistência a antibióticos e as taxas de consumo de antibióticos, assim como as práticas de prevenção de infeção variam de país para país, é essencial adaptar estratégias para atender a necessidades específicas. O ECDC apela à continuação da ação a todos os níveis.”

Cuidar da saúde animal para proteger a saúde humana

O alerta é deixado a propósito da 4ª Semana Mundial de Consciencialização sobre Antibióticos, que decorre até ao próximo domingo (18 de novembro) e que tem como lema: One Health (Uma só Saúde).

Isto porque, segundo a OMS, “uma forma eficaz de proteger a saúde humana é reduzir as probabilidades de desenvolvimento de resistência de micróbios em animais”.

Até porque os antimicrobianos são amplamente utilizados na produção pecuária, muitas vezes para promover o crescimento dos animais e muitas outras para prevenir a infeção, em vez de se tratar o animal. Um uso excessivo que pode levar ao aumento das resistências a estes medicamentos.

Por outro lado, as mesmas classes de antimicrobianos são frequentemente usadas em animais consumidos mais tarde pelos seres humanos, sendo a cadeia alimentar uma via importante para a transmissão de doenças, o que requer uma monitorização e coordenação rigorosas.

Ou seja, nenhum setor sozinho tem a capacidade para resolver o problema crescente da resistência antimicrobiana. No entanto, uma ação coletiva pode ajudar o mundo a progredir nesta batalha.

E é isso que a OMS pede, uma abordagem única, com ações coordenadas entre os setores, como saúde pública, veterinária e saúde ambiental, com um objetivo único: alcançar os melhores resultados de saúde para todas as espécies. 

mãos de idosos

Jimi, Molly e Pimenta, a equipa canina que quebrou o isolamento dos idosos

Por Saúde Mental

Jimi, Molly e Pimenta foram os protagonistas de uma acção que decorreu em dois centros de dia da Cruz Vermelha Portuguesa, um trabalho que teve início a 19 de Outubro e que terminou em janeiro junto de idosos, realizado nos Centros de Dia de Santo Eloy, na Pontinha, e de Santa Isabel, em Campo de Ourique.

Uma acção realizada no âmbito do “Inovar é Divertido”, um dos projectos de Responsabilidade Social da Boehringer Ingelheim, que começou por surpreender os utentes, alguns mais receosos do que outros, acabando por conquistar todos os que beneficiaram desta intervenção assistida pelos animais. Na hora da despedida, ficam as saudades, mas fica também um novo elemento: um coelho anão, que vai fazer companhia aos idosos.

Composta por Jimi, Molly e Pimenta, um Labrador Retriever e duas fêmeas sem raça definida acompanhados pelas profissionais da Busca Sorrisos, um projecto de Intervenções Assistidas por Animais, a acção tinha como objectivo proporcionar aos utentes algumas tardes diferentes e, ao mesmo tempo, estimular as suas competências cognitivas, motoras e sociais.

Objectivos que, de acordo com as opiniões de quem beneficiou do projecto, foram cumpridos. “Foi uma iniciativa muito útil”, confirma Patrícia Caetano, responsável pelo Centro de Dia de Santa Isabel. “Foi uma actividade diferente e os utentes responderam bem.

Aliás, passavam a semana a perguntar quando é que os cães vinham, quando é que chegava a sexta-feira. Vai deixar muitas saudades…” Para a responsável, mais do que a animação que permitiu quebrar a rotina diária e diminuir o sentimento de solidão dos idos, esta iniciativa teve outro mérito: “Serviu para aproximar os idosos.”

Vantagens comprovadas para dimunuir a solidão dos idosos

De resto, a integração social e a comunicação são vantagens já cientificamente comprovadas, com os cães a tornarem-se facilitadores para a interacção entre os utentes e os técnicos, proporcionando uma maior participação e partilha, já que, na presença do animal, os utentes revelam uma maior vontade de participar nas actividades desenvolvidas e uma redução da agitação, isolamento, apatia e irritabilidade.

A acção já chegou ao fim, mas os benefícios do contacto com os animais vão continuar a fazer-se sentir, isto porque a Boehringer Ingelheim decidiu oferecer um coelho anão a cada um dos centros de dia, que promete ajudar a combater os estados depressivos, a ansiedade e a solidão dos idosos.

Ver também: Cuidar dos Idosos à distância de um clique.