leite materno

As “bactérias boas” presentes no leite materno mudam ao longo do tempo

Por Investigação & Inovação

O conjunto de bactérias benéficas transmitido da mãe para o bebé através do leite materno muda significativamente com o tempo e pode atuar como uma injeção de reforço diária para a imunidade e o metabolismo dos mais pequenos, revela um estudo, realizado conduzida por cientistas de Montreal e Guatemala e publicado na revista Frontiers in Microbiology.

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bactérias

Especialistas desenvolvem um penso capaz de matar as bactérias

Por Investigação & Inovação

A invasão de uma ferida por germes pode desencadear uma infeção de longa duração que pode não cicatrizar ou até espalhar-se por todo o corpo, levando ao envenenamento do sangue com risco de vida (sépsis). O problema da resistência aos antibióticos está a tornar-se cada vez mais comum, sobretudo em feridas complexas, à medida que as bactérias, como os estafilococos, se tornaram resistentes ao que antes era a arma milagrosa da medicina. Foi por isso que os investigadores da Empa desenvolveram membranas de celulose, através das quais é possível eliminar precocemente essas infeções.

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ginásios sujos

E as zonas mais contaminadas do ginásio são…

Por Bem-estar

Durante os meses mais frios, são muitos os que passam a rotina de exercícios do exterior para os ginásios. No entanto, estes podem ser dos lugares mais sujos em que se entra e são vários os estudos que já o confirmaram, dando conta da existência de vírus da gripe, E. coli, staphylococcus aureus e outras bactérias e estirpes virais que podem causar doença.

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lavagem das mãos com sabão

O que é melhor: os desinfetantes para mãos ou a lavagem?

Por Bem-estar

Há-os espalhados pelos hospitais e clínicas, mas também em formato portátil, em pequenas embalagens que podem facilmente ser transportadas nas malas de mão. Os antisséticos, que ajudam a desinfetar as mãos, são alternativas à lavagem das mesmas e funcionam. No entanto, quando se trata de manter os germes afastados, não há nada melhor do que uma boa lavagem com água e sabão.

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Bactérias resistentes a antibióticos podem ser espalhadas pela máquina de lavar roupa

Por Investigação & Inovação

As bactérias resistentes a antibióticos podem ser transmitidas através das máquinas de lavar, confirma um grupo de higienistas da Universidade de Bona, na Alemanha, na sequência de um estudo feito num hospital infantil, onde se descobriu a presença de uma bactéria (Klebsiella oxytoca), repetidamente transmitido aos recém-nascidos.

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Investigadores alertam para risco de garrotes contaminados nas unidades de saúde

Por Investigação & Inovação

Os garrotes utilizados nas unidades de saúde estão muitas vezes contaminados por microrganismos potencialmente patogénicos e resistentes a antibióticos, revela um estudo nacional, que dá conta do risco para a saúde dos utentes e a qualidade dos cuidados prestados.

Realizado no âmbito do projeto “TecPrevInf – Transferência de inovação tecnológica para as práticas dos enfermeiros: contributos para a prevenção de infeções”, alerta para a necessidade de utilização, pelos profissionais de saúde, de dispositivos descartáveis (se possível, garrotes de uso individualizado) ou da adoção de eficazes medidas de descontaminação destes dispositivos destinados a facilitar a punção venosa, sempre que reutilizados.

Liderado pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e intitulado ‘A disseminação microbiológica associada aos garrotes utilizados durante a punção venosa periférica: achados de uma scoping review’, o trabalho  partiu da revisão científica de 20 estudos feitos em diversos países, publicados entre 1986 e 2017, num total de 1.479 garrotes analisados.

De acordo com a scoping review (revisão sistematizada destinada a mapear estudos científicos relevantes em determinada área), conclui-se que “as taxas de contaminação variam entre os 10 e os 100%”, sendo que “15 dos 20 estudos analisados revelam a existência de contaminação em pelo menos 70% dos garrotes observados”.

Resultados que, de acordo com os investigadores, são corroborados pelos resultados da investigação desenvolvida pelo projeto numa unidade hospitalar do centro de Portugal, que apresentou “uma taxa de contaminação de 86% em 35 zaragatoas” recolhidas para análise em garrotes utilizados na cateterização venosa periférica.

E “os microrganismos isolados encontrados foram similares aos identificados na literatura, também no que respeita a microrganismos multirresistentes”, referem os responsáveis por estes dois estudos.

Numa das fases mais avançadas desta investigação realizada no centro do País, foram introduzidos dispositivos descartáveis (garrotes) de uso único no contexto clínico em estudo, referem os investigadores do TecPrevInf, segundo os quais “as guidelines e orientações mais recentes recomendam o uso de garrote descartável, se possível de utilização única”, sendo que, “quando não for possível individualizar o garrote”, se devem “cumprir os protocolos de descontaminação apropriados antes e após a sua utilização”.

Aliar conhecimento à prática clínica

Coordenado pela ESEnfC, o projeto TecPrevInf tem por objetivo a implementação de tecnologias inovadoras na prática clínica dos enfermeiros com vista à prevenção de infeções associadas aos cuidados de saúde, relacionadas com o uso do cateter venoso periférico.

O projeto TecPrevInf está inscrito na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, no seu eixo estratégico TecCare, que pretende aliar o conhecimento e a prática clínica à investigação experimental desenvolvida no mundo do ensino superior no domínio das tecnologias dos cuidados de saúde, visando a inovação e a transferência de conhecimento para uma melhoria da saúde prestada às populações.

antibióticos programáveis

Um passo mais próximo dos antibióticos desenhados à medida

Por Investigação & Inovação

Criar uma nova geração de antibióticos muito seletivos, “desenhados à medida” e capazes de evitar as resistências é o objetivo do trabalho de um grupo de investigadores da Universidade Politécnica de Madrid e do Instituto Pasteur, que garante estar próximo de o conseguir.

Os antibióticos são a linha de defesa essencial ao dispor da medicina na luta contra as bactérias. Mas uma das suas maiores desvantagens é que atacam de forma indiscriminada todos os tipos de bactérias, incluindo as benéficas, fomentando as multirresistências.

De resto, e de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que, até 2050, a resistência aos antibióticos seja responsável por cerca de 10 milhões de mortes anuais.

Publicado na revista Nature Biotechnology, o novo estudo visa projetar um tipo de antibióticos programáveis, adaptados para o ataque apenas das bactérias “más” e prevenção do surgimento de resistências. 

Matar apenas as bactérias más

“Assim como estamos a desenvolver probióticos para regular as bactérias que temos na nossa microbiota intestinal, nós projetamos ‘bactérias sentinela’ programáveis, capazes de detetar e matar apenas as bactérias nocivas sem afetar as boas”, explica Alfonso Rodríguez-Patón, professor do Departamento de Inteligência Artificial da Escola de Engenharia de Computação da Universidade Politécnica de Madrid (UPM) e um dos autores deste trabalho.

Para o conseguir, os investigadores desenvolveram o que chamam de “bomba programável genética”. “O nosso antibiótico, transportado por bactérias sentinela, é uma toxina programada para se ativar e matar somente quando  reconhecer as bactérias más”, acrescenta Rodríguez Paton.

Esta bomba é transmitida pela bactéria sentinela às bactérias vizinhas através de um processo chamado de conjugação. “A conjugação é um mecanismo de transmissão de ADN usado por bactérias”, acrescenta.

Este mecanismo de ativação seletiva pode ser usado para atacar diferentes bactérias resistentes e é possível graças a uma molécula chamada “inteína”, para a qual o Instituto Pasteur solicitou uma patente.

Um trabalho de cinco anos

Testada experimentalmente em organismos vivos, como peixes-zebra e crustáceos infetados com a bactéria aquática da cólera, esta nova geração de antibióticos foi bem-sucedida.

“Conseguimos que o nosso antibiótico eliminasse a cólera resistente aos antibióticos neste peixe infetado e que o resto das bactérias presentes nestes peixes não fossem afetadas e sobrevivessem. Isto é relevante, porque a cólera também afeta mais de um milhão de pessoas por ano e, em casos graves, causa a morte”, refere o especialista.

O trabalho foi realizado por engenheiros, físicos e microbiologistas da UPM e do Instituto Pasteur graças ao projeto de pesquisa europeu PLASWIRES (“PLASmids-asWIRES”), dirigido por Rodríguez-Patón.

“Esta investigação e os resultados que temos alcançado não teriam sido possíveis sem o apoio de um projeto interdisciplinar europeu, que nos permitiu ser muito ambiciosos e enfrentar este novo tipo de antibióticos sabendo que havia uma elevada probabilidade de fracasso”, explica Rodríguez Paton.

“Foram cinco longos anos de trabalho, variações nos desenhos de circuitos genéticos, experiências malsucedidas. Mas no final, graças à tenacidade e trabalho de toda a equipa e especialmente ao grupo do Instituto Pasteur de Paris, conseguimos.”