profissionais de saúde

CPVID-19: mais de metade dos profissionais de saúde está em burnout

Por COVID-19

Cerca de 52% dos profissionais de saúde apresentam sinais de exaustão física ou psicológica e burnout relacionado com o exercício da sua atividade durante a pandemia de COVID-19. Os profissionais que estão na linha da frente do combate são os mais afetados, evidenciando sinais significativamente mais elevados não só de burnout, mas também de stress e de ansiedade, revela um novo estudo.

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testes ao covid-19

Triplicar número de testes ao COVID-19 permite poupança de milhões em cuidados de saúde

Por COVID-19

Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde não tem dúvidas: é preciso fazer mais testes ao COVID-19 em Portugal. Segundo os especialistas, aumentar a atual taxa de 1.000 para 3.000 testes por milhão de habitantes permitirá poupar mais de quatro milhões de euros, só em hospitalizações evitáveis.

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jogo para cuidadores

Jogo criado por portuguesas quer ‘Dar Voz aos Cuidadores’

Por Investigação & Inovação

É um jogo de tabuleiro, mas um jogo que vai além do propósito lúdico associado aos jogos. Este, desenvolvido por duas investigadoras do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, constitui uma nova estratégia de intervenção nas famílias com cuidadores de pessoas dependentes de qualquer idade, sejam crianças, adultos ou idosos.

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solidão afeta os mais velhos

Solidão compromete saúde dos idosos, conclui estudo nacional

Por Investigação & Inovação

A esmagadora maioria (91%) dos idosos seguidos nos Cuidados de Saúde Primários revelam sentir algum grau de solidão. Mais ainda, conclui um estudo liderado por investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), esta solidão interfere com os cuidados que recebem.

Perceber qual o impacto da solidão nos idosos seguidos num Centro de Saúde foi o objetivo do trabalho, que contou com a participação de 150 pessoas, com 65 anos ou mais, de uma zona urbana do Norte de Portugal, entrevistadas para o efeito.

Os resultados revelaram que a solidão interfere, de facto, com os cuidados médicos, sendo os idosos que reportam níveis de solidão elevados mais frequentemente polimedicados.

“A solidão leva a um aumento do recurso aos serviços de saúde, como comprovamos através da relação desta com o consumo crónico de medicamentos, especialmente entre os idosos com mais de 80 anos de idade”, explicam os investigadores do estudo, publicado na revista científica Family Medicine & Primary Care Review.

Pedem-se estratégias para combater a solidão

Paulo Santos, investigador do CINTESIS, e Catarina Rocha-Vieira, da ARS-Norte, defendem, por isso, que “é importante que se perceba que a solidão nos idosos leva a maior somatização do seu sofrimento e aumenta o risco de serem sobremedicados”.

O que os leva a apelar para que se definam “estratégias para reduzir a solidão entre os idosos, como forma de melhorar os indicadores individuais de saúde e diminuir o risco de sobrediagnóstico e de polimedicação”.

Atos simples como procurar companhia, participar na vida familiar e manter rotinas diárias ativas, que assegurem o contacto com outras pessoas, são exemplos de estratégias que podem reduzir a solidão e melhorar a saúde da população mais idosa, exemplificam os autores.

“Devem ser tomadas medidas políticas, legislativas, sociais e de saúde que promovam a manutenção de uma vida ativa após a reforma, de modo a estimular o sentido de utilidade dos idosos, protegendo-os da solidão e das suas consequências em termos de saúde.”

Estar casado é fator de protação

Os investigadores concluíram ainda que ter mais de 80 anos, viver sozinho, possuir um baixo nível educacional (menos de nove anos), estar insatisfeito com os rendimentos e ter uma estrutura familiar disfuncional são os principais fatores que se associam à solidão. Em contrapartida, ser casado ou viver em união de facto, e manter uma atividade profissional surgiram como fatores protetores.

Este estudo foi conduzido numa zona urbana do Norte de Portugal que apresenta uma proporção de população idosa ligeiramente abaixo da média nacional (estimada em 19%). Na realidade do território nacional, e sobretudo nas regiões mais envelhecidas, como nos distritos do interior e no Alentejo, o problema pode ser ainda maior.

A solidão é comum na população geriátrica e interfere significativamente com os cuidados de saúde, devendo ser considerada um determinante de saúde.

“Incorporar esse fator no raciocínio de decisão clínica é fundamental para melhorar os cuidados de saúde”, concluem os investigadores.

novo rastreio para apneia do sono

Novo teste permite rastreio mais rápido da apneia do sono

Por Investigação & Inovação

Identificar de uma forma mais rápida e simples a apneia do sono, que afeta cerca de um milhão de portugueses, é o que pretende um novo teste, que promete gerar uma poupança de milhares de euros.

É verdadeiramente uma doença que não deixa dormir. A apneia obstrutiva do sono é uma perturbação da respiração, que torna a a hora de ir para a cama mais difícil, uma vez que se caracteriza pelo corte do fluxo respiratório mais de cinco vezes por hora, durante mais de 10 segundos. 

Uma situação que pode ser grave, mas cuja confirmação passa atualmente, entre outros, pela realização de um teste, a polissonografia, exame que visa analisar a qualidade do sono e detetar perturbações, ainda que cerca de 34% das que são feitas por suspeita de apneia do sono tenham um resultado normal. 

Para além de dispendioso, este teste exige a presença de técnicos, implica longas listas de espera e está muito limitado às áreas urbanas, o que dificulta a sua realização.

Ferramenta promete detetar mais de 90% dos casos de apneia do sono

O novo método, a usar na prática clínica, pretende detetar mais de 90% dos casos da doença e evitar que uma em cada cinco pessoas realize a polissonografia, com poupanças de milhares de euros em exames, consultas e recursos humanos. Até porque, segundo os dados disponíveis, cada exame custa cerca de mil euros.

Criado por uma equipa de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, trata-se de uma ferramenta inovadora, cujo “objetivo é fazer uma triagem, identificando as pessoas que provavelmente sofrem desta doença, dando-lhes prioridade na marcação do exame”, explica Daniela Ferreira Santos, primeira autora do estudo sobre esta novidade, publicado na revista International Journal of Data Science and Analytics, que avaliou cerca de três centenas de doentes. 

“Da mesma forma, podemos evitar que muitas pessoas façam este exame desnecessariamente.”

A ferramenta online, que integra uma tabela de risco e um modelo gráfico, pode ser usada a partir de agora pelos médicos, entre os quais os médicos de família nos Cuidados de Saúde Primários, para calcular automaticamente a probabilidade de alguém sofrer de apneia do sono.

mais casos de anorexia

Hospitalizações por anorexia nervosa aumentaram no País

Por Bem-estar

O número de casos de anorexia nervosa que exigiram hospitalização aumentou nos últimos anos, revela um estudo nacional, que confirma terem passado de 12,8 por um milhão de habitantes, em 2000, para 23,7 em 2014.

Liderado por um grupo de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), o estudo fez uma análise retrospetiva das admissões nos hospitais entre 2000 a 2014, através dos registos clínicos de todos os hospitais públicos de Portugal continental. 

Dados que permitiram confirmar que os distúrbios alimentares, como a anorexia nervosa e a bulimia, estiveram na base de 4.485 hospitalizações durante esse período. 

Anorexia nervosa é a mais frequente

Confirma-se que a anorexia é a patologia mais frequente, com 54% dos casos analisados a referirem-se a esta doença. Ao todo, 27% dos casos estavam diagnosticados como distúrbios alimentares genéricos e 13% referiam-se a bulimia nervosa, problemas que afetam sobretudo elementos do sexo feminino (87%), com uma média de idades de 26 anos.

No que diz respeito à mortalidade intra-hospitalar, o estudo contabiliza 0,9% no caso da anorexia nervosa, o que corresponde a 25 mortes em quinze anos. 

E regista também 229 tentativas de suicídio (5%), na sua maioria por parte de mulheres, sobretudo entre as que sofrem de bulimia (10%).

As hospitalizações custam caro. Custam emocionalmente, para os doentes e suas famílias, e custam também para o Sistema Nacional de Saúde, que se estima “em 21,5 milhões de euros, numa média de 1,43 milhões de euros por ano”, refere Alberto Freitas, coordenador da equipa de investigação.

É preciso mais educação para a saúde mental

“As perturbações do comportamento alimentar são um conjunto de patologias com uma representatividade importante no panorama hospitalar do nosso país”, explica o investigador e médico Manuel Gonçalves-Pinho.

“A saúde mental e o estigma social que infelizmente lhe está associada podem contribuir para o atraso na procura de ajuda especializada junto do psiquiatra ou médico de família. Quanto mais tardia for a procura de ajuda mais difícil será o tratamento”, acrescenta.

E reforça “a importância da educação para a saúde mental nas escolas, mais especificamente na identificação de comportamentos que poderão indicar uma perturbação do comportamento alimentar nos jovens”.

identificar a asma de forma mais fácil

Equipa nacional cria forma simples de identificar asma em adultos

Por Investigação & Inovação

Identificar a asma de forma simples e fiável nos adultos nem sempre é tarefa fácil. Ou pelo menos não era, uma vez que, agora, uma equipa de investigadores do CINTESIS criou uma ferramenta capaz de identificar a asma, através de um sistema de pontuações.

Apresentado publicamente em forma de um trabalho publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice, trata-se, segundo explica João Fonseca, líder da equipa de investigação do CINTESIS responsável pela ideia, “de um modelo de classificação válido”, que permite “distinguir, de forma simples, as pessoas nas quais a existência de asma é provável, daquelas cuja confirmação da doença requer uma avaliação médica e das que é muito pouco provável terem a doença”.

Para isso, foram criadas duas pontuações, com base na avaliação de dados de mais de 700 adultos com e sem asma, de todo o País. “Os doentes foram avaliados por um especialista em consulta médica estruturada e meios auxiliares de diagnóstico”, refere a propósito Ana Sá Sousa, primeira autora do trabalho.

Questionários que revelaram ser boas ferramentas de triagem da doença em adultos. Ao mesmo tempo, tornam possível, pela primeira vez, a utilização de pontuações cientificamente robustas em estudos epidemiológicos de asma.

Tratam-se de questionários curtos, com seis ou oito questões, fáceis de usar, sendo o resultado dado pela soma do número de respostas positivas. 

Uma doença com custos elevados

A asma é considerada um importante problema de saúde pública em todo o mundo, apresentando custos elevados, não só para os sistemas de saúde, como também para os doentes e suas famílias.

Por cá, estima-se que afete 700 mil pessoas e que custe aos cofres do Estado cerca de 550 milhões de euros por ano.