Escola Superior de Enfermagem do Porto está mais ‘verde’ e amiga da saúde

Por Bem-estar

Numa altura e que respirar é um risco para a esmagadora maioria da população mundial, pelo menos de acordo com o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que confirma que nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar poluído, são cada vez mais as instituições que reforçam a aposta nas energias renováveis, reduzindo a sua emissão de CO2. É o caso da Escola Superior de Enfermagem do Porto, que está mais ‘verde’ e amiga da saúde.

A instituição decidiu usar a localização geográfica privilegiada do nosso país, que nos torna um dos da Europa com maior incidência de radiação solar, e instalar uma Unidade de Autoconsumo destinada à produção de energia elétrica, que vai evitar a emissão de 15 toneladas de CO2 por ano, qualquer coisa como 375 toneladas de CO2 ao fim de 25 anos.

Com o apoio da SunEnergy, serão instalados 67 painéis solares fotovoltaicos de 330W, num total de 22 kW de potência instalada para produção de energia elétrica a partir do sol, que será integralmente consumida pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Um investimento que se irá traduzir na produção de aproximadamente 30.000 kWh por ano, permitindo gerar, logo no primeiro ano, uma poupança estimada superior a cinco mil euros.

Poluição continua a matar

Os dados da OMS não deixam dúvidas, mas deviam motivar o alerta. Ao todo, estima a organização, cerca de sete milhões de pessoas morrem todos os dias na sequência da exposição ao ar poluído. Só a poluição ambiental foi responsável, em 2016, por 4,2 milhões de mortes, às quais se juntam outros 3,8 milhões de óbitos na sequência da poluição interior.

“A poluição do ar é uma ameaça para todos nós, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas suportam um fardo superior”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS. “É inaceitável que mais de três mil milhões de pessoas – a maioria mulheres e crianças – ainda respirem fumo todos os dias devido ao uso de combustíveis nas suas casas. Se não tomarmos medidas urgentes sobre a poluição do ar, nunca chegaremos perto de alcançar o desenvolvimento sustentável.”