hábitos pouco saudáveis

Carne vermelha e sal a mais, cereais integrais a menos: os maus hábitos que estão a custar anos de vida aos portugueses

Por Nutrição & Fitness

Existe uma tendência crescente da proporção de utentes com pré-obesidade (16,7%) e obesidade (11,9%) nos Cuidados de Saúde Primários, a nível nacional, em 2019, revelam os dados do relatório anual do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), que identificam os hábitos alimentares pouco saudáveis dos portugueses.

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Alimentação da mãe influencia hábitos dos filhos

Por Nutrição & Fitness

A alimentação e a educação da mãe influenciam a qualidade alimentar dos filhos, revela um estudo desenvolvido por uma investigadora da Unidade de Investigação em Epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

A esta conclusão junta outra: que variar, desde cedo, a alimentação na infância, fazer mais refeições diárias e ingerir mais macronutrientes nas refeições principais contribui para comportamentos alimentares mais saudáveis logo aos sete anos.

Sofia Varela, autora do trabalho, decidiu avaliar os hábitos alimentares de um grupo de crianças ao longo da infância. De olhos postos na qualidade da alimentação, variedade alimentar e número de refeições feitas, quis perceber se os hábitos se mantém e de que forma “se relacionam com determinados comportamentos alimentares e com o desenvolvimento de excesso de peso e de obesidade nas crianças”.

Hábitos mais saudáveis aumentam interesse pela refeição

A avaliação dos resultados permitiu concluir que há uma estabilidade no tipo de alimentação feito pelas crianças praticam entre os quatro e os sete anos. Ou seja, quem tem uma melhor alimentação aos quatro anos tende a mantê-la aos sete , sendo a educação da mãe fundamental neste processo.

“É importante haver intervenções desde cedo para educar as crianças a comerem de forma saudável”, explica a investigadora. “Estas intervenções deveriam também estar focadas nos pais, sobretudo nas mães, uma vez que estas têm um papel muito importante na alimentação dos filhos.”

Mais ainda, hábitos alimentares mais saudáveis traduzem-se em comportamentos associados ao apetite também mais saudáveis, como ter um maior interesse nas refeições e ser menos seletivo quanto ao que se come.

E um número de refeições inferior a seis por dia estava associado a uma maior probabilidade de desenvolver excesso de peso ou obesidade. O que pode significar que mais refeições, mas sem aumento do tamanho das porções, será mais benéfico para a manutenção de um peso saudável na infância.

O estudo confirma ainda a importância de distribuir a ingestão de energia e macronutrientes, como proteína, hidratos de carbono e gordura, ao longo do dia, sobretudo no pequeno-almoço, almoço e jantar. Esta é uma forma de prevenir o excesso de peso e a obesidade nas crianças. 

jantar cedo previne cancro

Saiba porque é que jantar antes das 21h00 pode ajudar na luta contra o cancro

Por Cancro

Jantar cedo ou esperar pelo menos duas horas antes de ir para a cama são práticas associadas a um menor risco de cancro da mama e da próstata. Contas feitas, quem faz a última refeição do dia antes das 21h00 ou espera pelo menos duas horas antes de dormir tem um risco 20% inferior de sofrer destes dois tipos de tumores, os mais comuns em todo o mundo.

Estas são as principais conclusões de um novo estudo, realizado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), que é o primeiro a analisar a associação entre o risco de cancro e o horário das refeições e do sono.

As investigações anteriores sobre este tema tinham como enfoque os padrões alimentares, como os efeitos da ingestão de carne vermelha, frutas e vegetais, por exemplo. Aqui, a atenção é dada a outros fatores associados ao ato de comer: o momento em que se come e o que se faz depois de comer.

Publicado no International Journal of Cancer, o estudo foi olhar para o cancro da mama e próstata, dois dos mais comuns e que estão entre os mais fortemente associados ao trabalho noturno, disrupção circadiana e alteração dos ritmos biológicos. 

Os cerca de dois mil participantes, oriundos de várias partes da Espanha, foram entrevistados sobre o horário das refeições e hábitos de sono e preencheram um questionário sobre os seus hábitos alimentares e à adesão às recomendações de prevenção do cancro.

Impacto da hora do jantar

“O nosso estudo conclui que a adesão aos padrões alimentares diurnos está associada a um menor risco de cancro”, explica Manolis Kogevinas, principal autor do estudo. As descobertas “destacam a importância de avaliar os ritmos circadianos em estudos sobre dieta e cancro”.

Se as descobertas forem confirmadas, Kogevinas observou que “terão implicações para as recomendações de prevenção do cancro, que atualmente não têm em consideração o momento das refeições”.

“O impacto pode ser especialmente importante em culturas como as do sul da Europa, onde as pessoas jantam tarde.”