lavagem das mãos com sabão

O que é melhor: os desinfetantes para mãos ou a lavagem?

Por Bem-estar

Há-os espalhados pelos hospitais e clínicas, mas também em formato portátil, em pequenas embalagens que podem facilmente ser transportadas nas malas de mão. Os antisséticos, que ajudam a desinfetar as mãos, são alternativas à lavagem das mesmas e funcionam. No entanto, quando se trata de manter os germes afastados, não há nada melhor do que uma boa lavagem com água e sabão.

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fontes de contaminação

As principais fontes de contaminação escondidas na sua casa

Por Bem-estar

Sabe quais são as principais fontes de contaminação de micróbios e outros agentes causadores de doenças na sua casa? Ou os momentos em que esta contaminação é mais provável? É a Royal Society of Public Health, uma organização britânica que, perante a importância da higiene no lar e na vida diária, chama a atenção para este tema, identificando essas mesmas fontes.

Não sem antes reforçar que a higiene é essencial para proteger a saúde pública, impedindo a propagação de micróbios nocivos e, consequentemente, reduzindo o risco de doenças infecciosas.

Dito isto, apresentam-se então os momentos mais críticos, aqueles onde os germes têm presença assídua, podendo ser fontes de contaminação e que devem, por isso mesmo, estar debaixo de olho.

Primeiro momento: quando se preparam e manuseiam os alimentos. É então muito importante a limpeza das superfícies de contacto com alimentos, sobretudo após a preparação de alimentos crus, como carnes, assim como a limpeza de utensílios e superfícies usadas para estes fins.

Outro momento: quando comemos com as mãos. Todos os fazemos, até porque há petiscos que só sabem bem assim, sendo essencial também aqui que as mãos estejam limpas.

Da lista faz ainda parte outra ocasião, esta que todos conhecemos bem: depois de usar o WC. Aqui não há mesmo dúvidas que a lavagem das mãos é obrigatória.

Depois de tossir, espirrar ou assoar o nariz, a regra é a mesma, ainda que continue a não ser uma prática tão generalizada como deveria.

O manuseio e lavagem de roupas e panos domésticos sujos deve terminar da mesma forma, ou seja, com a lavagem das mãos, assim como o cuidado dos animais de estimação.

Depois de ir deitar o lixo ou de ter prestado cuidados a um elemento da família com uma infeção, a rotina deve ser sempre a mesma: lavar as mãos.

Outras fontes de contaminação

O relatório britânico aborda ainda  tema da limpeza semanal da casa, que inclui o chão e os móveis, e que pode, também esta, contribuir para evitar a exposição a micróbios nocivos. No entanto, ao contrário dos momentos anteriormente identificados, são poucos ainda os dados que sugerem que sua contribuição pode ser significativa.

E apesar de pisos e móveis poderem parecer visivelmente sujos, o risco que apresentam para a saúde pública é normalmente menor, uma vez que não é muito provável que aqui se encontrem micróbios nocivos para a saúde.

As camas dos chimpanzés são mais limpas que a sua

Por Atualidade

Se acha que a sua cama é um porto seguro de descanso, pense outra vez. Um novo estudo confirma que a partilhamos com milhares de bactérias que podem ser perigosas. E, mais ainda, afirma também que é bem mais suja que as camas dos… chimpanzés.

De facto, a ciência confirma que as camas destes primatas, que como os humanos (ou pelo menos alguns) dedicam parte do seu dia a ‘fazer’ a cama, são bem mais limpinhas.

“Sabemos que os lares humanos são efetivamente os seus próprios ecossistemas, e os leitos humanos geralmente contêm um subconjunto de organismos encontrados em casa”, explica Megan Thoemmes, autora principal de um estudo sobre o tema e investigadora na North Carolina State University. “Por exemplo, cerca de 35% das bactérias nos leitos humanos são provenientes dos nossos próprios corpos, incluindo bactérias fecais, orais e de pele.”

“Queríamos saber como isso se compara a alguns dos nossos parentes evolucionários mais próximos, os chimpanzés, que fazem as suas próprias camas diariamente”, acrescenta a especialista em comunicado.

Para isso, os cientistas recolheram amostras das camas de 41 chimpanzés da Tanzânia, que foram utilizadas para determinar qual a diversidade de micróbios ali existente. Em 15 destes ninhos, foram ainda recolhidos insetos e aracnídeos. 

Chimpazés e as Bactérias na cama

Foi sem surpresas que o estudo, publicado na revista Royal Society Open Science, verificou que as camas dos chimpanzés tinham uma maior biodiversidade que as dos humanos. Era maior a variedade de micróbios, que refletia o ambiente onde se encontravam os ninhos.

O que era menos esperado é que as camas dos primates apresentassem muito menos bactérias fecais, orais ou de pele.

“Não encontramos quase nenhum destes micróbios nos ninhos de chimpanzés, o que foi um pouco surpreendente”, confirma Thoemmes. “Esperávamos também ver um número significativo de parasitas artrópodes, mas isso não aconteceu”, refere a investigadora.

“Este trabalho destaca realmente o papel que as estruturas feitas pelo homem desempenham na formação dos ecossistemas do nosso ambiente imediato”, refere.

“De certa forma, as nossas tentativas para criar um ambiente limpo podem, na verdade, tornar o nosso ambiente menos ideal”.

Lavar as mãos, um gesto que pode salvar vidas

Por Atualidade

É um gesto comum, que repetimos (ou devíamos) várias vezes ao dia. Um gesto que, no entanto, precisa de ser repetido ainda mais, um alerta reforçado todos os anos, sobretudo ao nível dos cuidados de saúde. Este ano, a mensagem repete-se, reforçando como lavar as mãos pode salvar muitas vidas. E prevenir a sépsis.

A propósito do Dia Mundial da Higiene das Mãos, que se assinala no próximo dia 5 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos, volta a repetir, no âmbito da campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS): “Lave as Mãos, Salve Vidas”.

Este ano, com o slogan “Está nas tuas mãos prevenir a sépsis”, o enfoque da OMS vai para a prevenção da sépsis, um problema que surge quando uma infecção altera a resposta normal do organismo, causando ferimentos nos tecidos e órgão, e que se estima que afete mais de 30 milhões de doentes, todos os anos, no mundo.

Embora qualquer pessoa esteja em risco de desenvolver sépsis, há grupos mais em risco, como as grávidas, os recém-nascidos, os idosos, pessoas hospitalizadas ou os que sofrem de doenças crónicas. E a principal forma de prevenção é: uma boa higiene, que começa pelas mãos.