morte de um amigo

Morte de amigo chegado pode ter impacto duradouro na saúde

Por Bem-estar

Que a morte de alguém que nos é querido deixa marcas, não é propriamente uma novidade. Mas o que um novo estudo agora confirma é que a morte de um amigo pode causar um impacto negativo na saúde física e mental, assim como na sua vida social, mesmo depois de quatro anos passados sobre essa morte.

São os investigadores da Universidade de Stirling, na Escócia, e da Universidade Nacional da Austrália que o referem, na sequência de uma investigação que contou com a participação de 26.515 indivíduos, acompanhados ao longo de 14 anos.

E concluiu que as pessoas com uma vida social mais ativa e uma personalidade mais extrovertida registavam menos problemas de saúde mental e física do que as que tinham uma personalidade mais introvertida e um círculo de amigos menos próximo.

Mas a perda de um amigo próximo pode ter ainda mais consequências significativas em indivíduos do sexo feminino, pois registam uma maior perda de vitalidade e deterioração da saúde mental. Isto acontece uma vez que as mulheres desenvolvem, por norma, ligações sociais mais fortes do que os homens.

Em comunicado, Liz Forbat, uma das investigadoras deste projeto, referiu que a morte de um amigo próximo é algo que deve ser levado a sério, não só pelas pessoas que estão de luto, mas também pelos profissionais de saúde e pelos empregadores.

Além disso, a investigadora referiu ainda a necessidade de serem criados mecanismos de apoio para que possam prestar o auxílio necessário para os que se encontram de luto.

SNS vai ter modelo para intervir nas situações de luto

Por Atualidade

A Organização Mundial da Saúde já considera uma doença a Perturbação de Luto Prolongado. É de olhos postos neste problema que o Governo decidiu criar uma comissão para acompanhar a implementação do modelo que vai intervir nas situações de luto complexo e prolongado, que em 10 a 30% dos casos dá origem a complicações físicas e mentais.

Otimizar a capacidade de intervenção do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nestes casos é um dos objetivos da medida, que lhes vai dar uma atenção especial e contribuir para garantir que todos os cidadãos com estas necessidades tenham acesso a cuidados especializados na prevenção e tratamento do luto prolongado.

Algo que se quer através da sua identificação precoce, da intervenção no período agudo e do apoio especializado em casos de grande complexidade.

Até porque, de acordo com as estatísticas, as pessoas em luto por perdas significativas constituem grupos de risco, com esta condição a implicar perda da qualidade de vida para as próprias, para as famílias e para a sociedade.

A comissão agora criada deverá também desenvolver e avaliar experiências-piloto do modelo de intervenção diferenciada no luto prolongado, que irão decorrer no Centro Hospitalar de São João, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Lisboa Norte, Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e Centro Hospitalar Universitário do Algarve.