febre amarela no Brasil

Vai viajar para o Brasil? Não se esqueça da vacina

Por Bem-estar

Se é dos que não perdem a folia brasileira e já marcou viagem para terras de Vera Cruz, para além do disfarce carnavalesco não se esqueça da vacinação. O apelo é feito pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que recomenda aos portugueses que viajem para o Brasil que se vacinem contra a febre amarela.

Foi em dezembro passado que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), teve início o período epidémico de febre amarela no Brasil, que se estima vá durar até maio deste ano. Um surto que, até ao momento, conta já com 36 casos confirmados, oito dos quais fatais, nos Estados de São Paulo e Paraná.

Para que as férias de sonho não se transformem num pesadelo, a prevenção torna-se, por isso, palavra de ordem, através da vacinação contra a doença, aconselhada pela OMS a todos os viajantes internacionais com idade superior a nove meses, com destino ao Brasil.

Conselhos para afastar os mosquitos

Por cá, a DGS aconselha três medidas prioritárias para prevenir a picada de mosquitos, responsáveis pela transmissão da doença: a marcação de uma consulta do viajante pelo menos quatro semanas antes da partida, a vacinação contra a febre-amarela, se aplicável, e a adoção de um conjunto de precauções individuais.

Quais? Tudo começa com a aplicação de repelentes, a proteção das crianças (carrinhos de bebé, berços) com redes mosquiteiras, a opção por alojamento com ar condicionado ou, em alternativa, o uso de redes mosquiteiras, mesmo durante o dia.

No que diz respeito ao vestuário, o uso de peças largas e a diminuição da exposição corporal à picada, através do uso de camisas de manga comprida, calças e calçado fechado são aconselhados.

Os sinais de alerta

Febre, calafrios, dores de cabeça intensas, dores musculares, fadiga, náuseas e vómitos são sintomas sugestivos da doença.

Para os viajantes que, até 12 dias após o regresso, apresentem estes sinais, a DGS pede o contacto com a linha SNS 24: 808 24 24 24 (https://www.sns24.gov.pt/) ou uma consulta com o médico, referindo a viagem recente.

mais casos de sarampo na Europa

Número de casos de sarampo triplicou na Europa em 2018

Por Bem-estar

Há vários anos que os números não eram tão altos: em 2018, o sarampo matou 72 crianças e adultos na região europeia, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com os dados disponíveis, foram 82.596 as pessoas que, em 47 dos 53 países desta região, contraíram a doença. Os dados referentes às hospitalizações revelam que, em pelo menos dois terços dos casos (61%), as complicações obrigaram mesmo a um internamento.

O número total de pessoas infetadas com o vírus em 2018 foi o mais alto nesta década: três vezes mais que em 2017 e 15 vezes mais do que em 2016.

Número de crianças vacinas a crescer

Nem tudo são, no entanto, más notícias. As crianças estão a ser vacinadas contra o sarampo mais do que nunca, progresso que continua a ser desigual entre e dentro dos países, deixando desprotegidos grupos crescentes de populações suscetíveis, o que teve como resultado um número recorde de pessoas afetadas pelo vírus em 2018.

Dados que leva, a OMS a apelar aos países europeus para que direcionem as suas intervenções para os lugares e grupos onde persistem falhas na vacinação.

De facto, o surto de casos de sarampo em 2018 seguiu-se a um ano em que a Região Europeia alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose de vacinação contra o sarampo (90% em 2017). Foram mais as crianças, em 2017, com as duas doses da vacina no prazo definido, do que em qualquer ano desde que a OMS começou a recolher estes dados, em 2000.

A cobertura com a primeira dose da vacina também aumentou ligeiramente, para 95%, o nível mais alto desde 2013.

O quadro de 2018 deixa claro que o ritmo atual de progresso no aumento das taxas de imunização será insuficiente para impedir a circulação do sarampo”, refere a propósito Zsuzsanna Jakab, diretora regional da Europa.

“Embora os dados indiquem uma cobertura vacinal excecionalmente alta a nível regional, também refletem um número recorde der pessoas afetadas e mortas pela doença. Isto significa que as lacunas a nível local ainda oferecem uma porta aberta para o vírus”, acrescenta.

“Precisamos de fazer mais e melhor proteger cada pessoa contra doenças que podem ser facilmente evitadas.”

Os países com mais casos

Entre janeiro e dezembro de 2018, os países com mais casos de sarampo foram:

  • Ucrânia (53.218)
  • Sérvia (5.076)
  • Israel (2.919)
  • França (2.913)
  • Itália (2.517)
ameaças à saúde

As 10 ameaças globais à saúde em 2019

Por Bem-estar

Do regresso de doenças evitáveis a bactérias resistentes aos medicamentos, sem esquecer as novas epidemias, são vários os desafios que o mundo enfrente em termos de saúde em 2019. Ameaças que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de identificar, ao mesmo tempo que dá início a um novo plano estratégico para garantir mais saúde para todos.

Respirar um ar poluído

poluição do ar

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído.

Em cada dez pessoas, nove respiram ar poluído todos os dias. Por isso, este ano, a poluição do ar é considerada pela OMS como o maior risco ambiental para a saúde.

Ainda que sem se ver, os poluentes microscópicos presentes no ar podem conseguem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando os pulmões, coração e cérebro, matando prematuramente sete milhões de pessoas todos os anos, vítimas de doenças como cancro, AVC, doenças cardíacas e pulmonares. 

Um cenário que não tem tendência a melhorar: entre 2030 e 2050, espera-se que as alterações climáticas provoquem 250.000 mortes adicionais por ano, de desnutrição, malária, diarreia e stress associado ao calor.

Luta contra as doenças não transmissíveis

As doenças não transmissíveis, como a diabetes, cancro e doenças cardiovasculares, são, todas juntas, responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo. Contas feitas, o valor chega aos 41 milhões de pessoas, 15 milhões das quais de forma prematura, com idades entre 30 e 69 anos.

Tabaco, sedentarismo, abuso do álcool, alimentação pouco saudável e poluição do ar são os principais fatores a estas associados, responsáveis também pela agudização de problemas de saúde mental, que podem começar cedo. De facto, metade de todas as doenças mentais têm início aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detetada e tratada.

O que significa que, este ano, a OMS vai trabalhar com governos para os ajudar a atingir a meta global de reduzir a inatividade física em 15% até 2030.

Uma pandemia de gripe no horizonte

É uma certeza: o mundo vai enfrentar uma pandemia de gripe, não se sabendo apenas quando e quão grave será.

Por isso, a OMS está constantemente a monitorizar a circulação dos vírus influenza para detetar possíveis estirpes pandémicas e, todos os anos, recomenda as que devem ser incluídas na vacina contra gripe para proteger as pessoas da gripe sazonal.

Cenários cada vez mais frágeis

Mais de 1,6 mil milhões de pessoas (22% da população mundial) vivem em locais com crises prolongadas, seja devido à seca, fome, conflitos armados, etc, com sistemas de saúde incapazes de fornecer os cuidados mais básicos.

O reforço do trabalho nestas zonas é uma promessa da OMS.

Resistência que pode matar

antibióticos

Resistência resulta do uso excessivo de antibióticos na saúde humana, mas também ​na produção de alimentos.

A resistência aos antibióticos ameaça enviar o mundo de volta a um tempo em que este era incapaz de tratar facilmente infeções como pneumonia, tuberculose ou salmonelose.

E esta incapacidade de prevenir infeções pode comprometer seriamente a cirurgia e os procedimentos como a quimioterapia.

Uma resistência que resulta do uso excessivo de antibióticos na saúde humana, mas também ​na produção de alimentos, assim como no meio ambiente. 

Luta contra o Ébola

Em 2018, foram dois os surtos de Ébola confirmados na República Democrática do Congo, que se espalharam para cidades com mais de um milhão de pessoas. 

É, por isso, fundamental estar preparados para emergências de saúde como estas, um trabalho que promete ser reforçado este ano.

Cuidados de saúde primária fracos

Os cuidados de saúde primários são, por norma, o primeiro ponto de contacto que as pessoas têm com o seu sistema de saúde. E deve, idealmente, fornecer cuidados abrangentes, acessíveis e baseados na comunidade ao longo da vida.

É, por isso, necessário ter sistemas de saúde com cuidados de saúde primários fortes, para que se consiga alcançar a cobertura universal de saúde.

No entanto, isso continua a não se verificar em muitos países.

Em defesa da vacinação

vacinação

O número de casos de sarampo aumentou 30% em todo o mundo.

A relutância ou a recusa em vacinar, apesar da disponibilidade das vacinas, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis. Isto apesar de a vacinação prevenir, de forma simples e económica, dois a três milhões de mortes por ano.

O número de casos de sarampo, por exemplo, registou um aumento de 30% em todo o mundo, sendo que, em alguns países, foi a falta de vacinas que o tornou possível.

Dengue, uma ameaça crescente

O dengue é uma doença transmitida por mosquitos, que causa sintomas semelhantes aos da gripe e pode ser fatal e matar até 20% das pessoas.

Trata-se de uma ameaça crescente há décadas, estando a doença a espalhar-se para países menos tropicais e mais temperados, onde tradicionalmente não existia.

Estima-se que 40% do mundo esteja em risco de dengue.

Acabar com a epidemia de VIH

O progresso feito contra o VIH/Sida tem sido enorme, mas a epidemia continua a alastrar, com quase um milhão de pessoas por ano a morrer com a infeção.

Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infeção e cerca de 35 milhões morreram. Hoje, cerca de 37 milhões de pessoas no mundo vivem com o VIH.

Este ano, a OMS vai trabalhar com os países para dar apoio à introdução do auto-teste, para que mais pessoas que vivem com o VIH conheçam o seu estado e possam receber tratamento.

animais e antibióticos

60% de todas as doenças humanas têm origem nos animais

Por Bem-estar

Qualquer coisa como 700 mil pessoas morrem, todos os anos, no mundo, na sequência da resistência aos antibióticos, um problema que, na União Europeia, ceifa anualmente 33.000 vidas. Na luta contra este problema, a saúde animal desempenha também um importante papel, uma vez que 60% de todas as doenças humanas têm origem nos animais.

O alerta vem da Organização Mundial de Saúde (OMS), que chama a atenção para o facto de muitos dos micróbios que afetam os seres humanos serem também responsáveis por doenças em animais. Uma partilha que não se fica por aqui. Também a solução, os antibióticos, são usados por animais e humanos, o que significa que quando existe resistência aos medicamentos nos primeiros, isso pode facilmente afetar a saúde dos segundos.

“A saúde humana, animal e ambiental é igualmente responsável pelo uso correto de antimicrobianos e importante para evitar a ameaça da resistência antimicrobiana”, refere em comunicado Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

“À medida que nos esforçamos para garantir que os antibióticos são usados ​​corretamente na comunidade e nos serviços de saúde, percebemos que um setor sozinho não resolverá o problema”, acrescenta, reforçando a necessidade de unir os profissionais de saúde humana, animal, alimentar e ambiental numa mesma frente.

Compromisso pedido aos países europeus

O apelo foi transformado em repto e dirigido às autoridades de todos os países europeus, a quem a OMS pede um “compromisso”.

“Com 33.000 mortes anuais como consequência de uma infeção devido a bactérias resistentes a antibióticos e mil milhões em gastos anuais com cuidados de saúde, precisamos de garantir que os antibióticos são usados ​​com cautela e que as medidas de prevenção de infeção são implementadas em todos os contextos, em toda a Europa”, afirma Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

“Como as taxas de resistência a antibióticos e as taxas de consumo de antibióticos, assim como as práticas de prevenção de infeção variam de país para país, é essencial adaptar estratégias para atender a necessidades específicas. O ECDC apela à continuação da ação a todos os níveis.”

Cuidar da saúde animal para proteger a saúde humana

O alerta é deixado a propósito da 4ª Semana Mundial de Consciencialização sobre Antibióticos, que decorre até ao próximo domingo (18 de novembro) e que tem como lema: One Health (Uma só Saúde).

Isto porque, segundo a OMS, “uma forma eficaz de proteger a saúde humana é reduzir as probabilidades de desenvolvimento de resistência de micróbios em animais”.

Até porque os antimicrobianos são amplamente utilizados na produção pecuária, muitas vezes para promover o crescimento dos animais e muitas outras para prevenir a infeção, em vez de se tratar o animal. Um uso excessivo que pode levar ao aumento das resistências a estes medicamentos.

Por outro lado, as mesmas classes de antimicrobianos são frequentemente usadas em animais consumidos mais tarde pelos seres humanos, sendo a cadeia alimentar uma via importante para a transmissão de doenças, o que requer uma monitorização e coordenação rigorosas.

Ou seja, nenhum setor sozinho tem a capacidade para resolver o problema crescente da resistência antimicrobiana. No entanto, uma ação coletiva pode ajudar o mundo a progredir nesta batalha.

E é isso que a OMS pede, uma abordagem única, com ações coordenadas entre os setores, como saúde pública, veterinária e saúde ambiental, com um objetivo único: alcançar os melhores resultados de saúde para todas as espécies. 

consumo de bebidas alcoólicas mata

Excesso de bebidas alcoólicas mata milhões por ano

Por Bem-estar

Mais de três milhões de pessoas morreram na sequência do abuso de bebidas alcoólicas em 2016, revelam os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). O que significa que o álcool foi responsável por uma em cada 20 mortes no mundo.

São os homens os que mais sofrem – mais de três quartos destas mortes ocorreram em elementos do sexo masculino.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, as consequências do uso nocivo do álcool sentem-se através “da violência, ferimentos, problemas de saúde mental e doenças como cancro e AVC”.

“Está na hora de intensificar as ações para evitar esta ameaça grave ao desenvolvimento de sociedades saudáveis.”

O álcool mata

Contas feitas, do total de mortes atribuíveis ao álcool, 28% foram devidas a lesões, como as causadas por acidentes de viação ou violência interpessoal. A estas juntam-se 21% associadas a distúrbios digestivos, 19% devido a doenças cardiovasculares e as restantes na sequência de doenças infecciosas, cancro, distúrbios mentais e outros problemas.

E é na região da Europa e Américas onde é maior a carga global de doenças e lesões causadas pelo uso nocivo do álcool.

Globalmente, estima-se que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram de perturbações do consumo de álcool, sendo a prevalência maior entre homens e mulheres europeus (14,8% e 3,5%) e americanos (11,5% e 5,1%). 

Europa líder no consumo

Estima que 2,3 mil milhões de pessoas bebam atualmente. O álcool é consumido por mais de metade da população na América, Europa e na região do Pacífico, mas é o Velho Continente que tem o maior consumo per capita do mundo.

Então e o futuro? Não parece muito risonho, garante a OMS, que estima um aumento no consumo global de álcool per capita nos próximos 10 anos, sobretudo no Sudoeste Asiático, região do Pacífico Ocidental e América.

Cerveja, vinho e muitos ‘shots’

Em média, por dia, bebem-se 33 gramas de álcool puro, qualquer coisa como dois copos, cada um de 150 ml, de vinho, uma grande (750 ml) garrafa de cerveja ou dois ‘shots’ (cada um de 40 ml) de bebidas espirituosas.

No mundo, mais de um quarto (27%) de todos os jovens entre os 15 e os 19 anos ingerem bebidas alcoólicas. Mais uma vez, o destaque vai para a Europa, onde a taxa de consumo nesta faixa etária chega aos 44%, seguida da América.

É preciso fazer mais

“Todos os países podem fazer muito mais para reduzir os custos sociais e de saúde associados ao uso nocivo do álcool”, refere  Vladimir Poznyak, Coordenador da unidade de Gestão de Abuso de Substâncias da OMS.

“Ações comprovadas e económicas incluem o aumento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas, proibições ou restrições à publicidade de bebidas alcoólicas e restrição do acesso ao álcool.”

Número de pessoas com fome no mundo está a aumentar

Por País

O número de pessoas com fome no mundo está a aumentar. Em 2017, eram 821 milhões, ou seja, uma em cada nove pessoas, de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que alerta para os poucos progressos feitos no tratamento das várias formas de desnutrição, que colocam em risco a saúde de centenas de milhões de pessoas.

Nos últimos três anos, este aumento do número dos que passam fome tem vindo a aumentar, regressando aos níveis de há uma década. Uma reversão que, segundo a OMS, é um aviso de que mais tem de ser feito e urgentemente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Fome Zero até 2030.

“Sinais alarmantes” exigem resposta urgente

De acordo com o relatório anual da ONU, as alterações climáticas, que afetam os padrões de chuvas e as temporadas agrícolas, as secas e inundações, estão entre os principais responsáveis pelo aumento da fome, juntamente com os conflitos e a desaceleração económica.

“Os sinais alarmantes de aumento da insegurança alimentar e altos níveis de diferentes formas de desnutrição são um aviso claro de que há um trabalho considerável a ser feito para garantir que não deixemos ninguém para trás no caminho para alcançar as metas do ODS sobre segurança alimentar e melhor nutrição”, refere o relatório.

“Se quisermos alcançar um mundo sem fome e desnutrição em todas as suas formas até 2030, é imperativo acelerar e ampliar as ações para fortalecer a resiliência e capacidade de adaptação dos sistemas alimentares e meios de subsistência das pessoas.”

Números da anemia a crescer

O relatório descreve como “vergonhoso” o fato de uma em cada três mulheres em idade reprodutiva ser afetada globalmente pela anemia, que tem consequências significativas para a saúde e o desenvolvimento das mulheres e dos seus filhos.

Nenhuma região mostrou um declínio na anemia entre mulheres em idade reprodutiva, e a prevalência na África e na Ásia é quase três vezes maior do que na América do Norte.

O outro lado da fome

Tal como a fome, também a obesidade adulta está a aumentar, com mais de um em oito adultos no mundo classificado como obeso. Um problema mais significativo na América do Norte, mas também em África e na Ásia estão a revelar uma tendência ascendente.

caloiros da universidade com doença mental

Um em cada três caloiros da faculdade com sintomas de doença mental

Por Saúde Mental

Como se não bastasse a mudança que implica, o nível de exigência ou a dificuldade inerente, a universidade tem outras consequências. De acordo com um estudo publicado pela American Psychological Association, mais de um terço dos caloiros universitários relatam sintomas consistentes com uma doença mental.

“Embora o cuidado efetivo seja importante, o número de estudantes que precisam de tratamento para transtornos mentais excede em muito os recursos da maioria dos centros de aconselhamento, resultando numa substancial necessidade não atendida de tratamento de saúde mental entre estudantes universitários”, explica Randy P. Auerbach, especialista da Universidade de Columbia.

“Considerando que os estudantes são uma população-chave para determinar o sucesso económico de um país, as faculdades devem ter uma maior urgência em abordar esta questão.”

Depressão e ansiedade, os transtornos mais frequentes

Auerbach e a sua equipa analisaram dados de uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde, da qual participaram quase 14.000 estudantes de 19 faculdades espalhadas por oito países (Austrália, Bélgica, Alemanha, México, Irlanda do Norte, África do Sul, Espanha e Estados Unidos).

Estes alunos responderam a questionários para avaliar a existência de transtornos mentais comuns, incluindo depressão, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de pânico.

A avaliação destes dados concluiu que 35% dos entrevistados relataram sintomas consistentes com pelo menos uma doença mental, sendo a depressão a mais comum, seguida pelo transtorno de ansiedade generalizada.

“A descoberta de que um terço dos estudantes de vários países pode ter pelo menos um dos seis transtornos de saúde mental representa uma questão fundamental de saúde mental global”, acrescenta o especialista.

Combater o estigma e reforçar o apoio

No futuro, os investigadores consideram ser essencial concentrar esforços na identificação de quais as intervenções que funcionam melhor para problemas específicos.

Por exemplo, há certos tipos de depressão ou ansiedade que podem ser tratados com melhore resultado com recurso a certos tipos de intervenções via Internet, enquanto outros transtornos, como o do uso de substâncias, pode requerer tratamento feito pessoalmente por um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.

“O nosso objetivo de longo prazo é desenvolver modelos preditivos para determinar quais os estudantes que vão responder a diferentes tipos de intervenções”, refere Auerbach.

“É o nosso dever pensar em formas inovadoras para  reduzir o estigma e aumentar o acesso a ferramentas que podem ajudar os alunos a gerir melhor o stress.”