riscos das dietas ioiô

Cuidado com as dietas ioiô: estudo diz que podem aumentar risco cardiovascular

Por Nutrição & Fitness

Muitas das mulheres que querem perder peso já as experimentaram, aquela montanha russa em forma de dietas que até conseguem eliminar alguns quilos, mas que falham na promessa de mundos e fundos. Resultado: no final das mesmas os quilos estão de volta. Conhecidas como dietas ioiô, não só não resultam, como podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares nas mulheres.

A afirmação é dada por um estudo, apresentado esta semana numa sessão científica da American Heart Association, que avaliou as flutuações de peso e concluiu que, de facto, as dietas ioiô podem prejudicar a saúde do coração.

“Ter um peso saudável é geralmente recomendado para um coração com saúde, mas manter a perda de peso é difícil”, confirma em comunicado Brooke Aggarwal, autora do trabalho. “E as flutuações no peso podem dificultar a obtenção desse ideal de saúde cardiovascular”, acrescenta.

IMC longe do desejado

Para perceber o impacto deste tipo de dietas, que fazem perder peso, mas de uma forma sustentada, os investigadores reuniram um grupo de 485 mulheres, com uma idade média de 37 anos.

A maioria das mulheres (73%) relatou pelo menos um episódio de perda de peso com dieta ioiô. E, para estas, a avaliação permitiu verificar que 82% apresentavam menos probabilidade de ter um índice de massa corporal (IMC) ideal (entre 18,5 e 25) e 51% menos hipótese de um IMC classificado como moderado.

O trabalho promete continuar, com os investigadores apostados em percebe, através de um estudo de cinco a dez anos, “se estes resultados se mantêm, analisando os efeitos de longo prazo”.

Trabalhar em pé e perder peso? Não, isso não vai acontecer

Por Bem-estar

Por certo já ouviu falar nas vantagens de estar em pé no escritório. Até houve mesmo quem aconselhasse o trabalho desta forma, para evitar o acumular de quilos que queremos evitar. Agora, um novo estudo confirma que esta não é a melhor forma de o fazer.

Realizado por especialista da Universidade de Bath, a investigação, publicada na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, revela que os “benefícios” de ficar em pé equivalem a pouco mais de nove calorias por hora, o equivalente a um talo de aipo. De facto, se for apenas para perder peso, a pessoa teria que optar por ficar em pé quase todo o dia para ‘queimar’ apenas uma chávena de café.

Apesar de muito se ter falado sobre o tema, a verdade é que pouco se sabe sobre o verdadeiro custo energético de estar sentado versus ficar de pé.

Para este estudo, a equipa testou as taxas metabólicas em repouso de 46 homens e mulheres saudáveis. Os participantes foram então convidados a deitarem-se, sentarem-se ou levantarem-se e avaliadas as calorias queimadas durante essa atividade.

Com apenas ganhos marginais nas calorias gastas, o estudo questiona a eficácia de trabalhar de pé como uma estratégia eficaz para a perda de peso e tratamento da obesidade.

A receita para perder peso: exercício e alimentação

James Betts, professor do Departamento de Saúde da Universidade de Bath, explica que “a biomecânica da posição em pé significa que mais músculos são usados ​​para suportar uma proporção maior do peso corporal na posição vertical, o que custa mais energia do que estar sentado”.

Vários estudos já chegaram a esta conclusão; outros exploraram os custos de energia de várias atividades diárias que podem ser realizadas sentados ou não, mas também permitem que as pessoas andem por aí. “Por isso, podem não nos dizer o que queremos saber sobre a diferença estar de pé e sentado per se“, acrescenta.

Por outro lado, “no mundo real, as pessoas também não costumam ter os seus movimentos corporais restritos, mas, em vez disso, agitam-se espontaneamente para se manterem à vontade”.

O que significa, de acordo com os especialistas, que concordam que estar demasiado tempo sentado faz mal à saúde, que as pessoas que optam por trabalhar de pé “não devem esperar ver mudanças drásticas no seu peso corporal. Para perder peso, devem concentrar-se no aumento da atividade física e na sua dieta”.