portuguesa vence prémio com tese que tem aplicação no transplante renal

Portuguesa vence pela 1ª vez melhor tese de doutoramento da Europa

Por Atualidade, Investigação & Inovação

Chama-se Margarida Carvalho, é uma jovem investigadora portuguesa e conquistou o EURO Doctoral Dissertation Award, um prémio entregue pela primeira vez a um português e que representa o reconhecimento de dissertações de doutoramento excecionais na área de investigação operacional.

Ou seja, avalia a originalidade e novidade do tema da tese, a sua pertinência para a área de investigação, entre outros parâmetros, que a tese de Margarida Carvalho conseguiu conquistar. Neste caso, com aplicações em casos de transplante renal.

A tese escrita por Margarida Carvalho e orientada por João Pedro Pedroso e Andrea Lodi, no âmbito do doutoramento em Ciências dos Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), desenvolve resultados matemáticos que mostram como a teoria pode ser útil na prática.

O cruzamento de duas áreas científicas, otimização combinatória e teoria dos jogos, acaba por ter um potencial prático no âmbito da saúde.

Jogo modela transplante renal entre hospitais

“Na tese foi, pela primeira vez, formulado um jogo para modelar programas de trocas de rins envolvendo hospitais de vários países”, explica em comunicado a investigadora.

“O que conseguimos concluir foi que o jogo tem boas propriedades do ponto de vista do bem-estar social. Quer isto dizer que quando as entidades se comportam de forma mais racional, ou seja, concentrando-se apenas no seu benefício individual, o número de pacientes com insuficiência renal que recebe um transplante é maximizado”, acrescenta a agora docente na Universidade de Montreal (Canadá).

Mas existem outras aplicações para os modelos desenvolvidos. A grande vantagem do modelo proposto pela investigadora portuguesa está na combinação de uma área que permite aumentar o coeficiente de otimização de uma empresa, como é a otimização combinatória, mas ao mesmo tempo conseguir prever respostas da concorrência, como é a área da teoria dos jogos.

O prémio “EURO Doctoral Dissertation Award” (EDDA) foi lançado em 2003 e distingue contribuições de estudantes de doutoramento ou cientistas que tenham menos de dois anos de experiência desde a conclusão do doutoramento na área da investigação operacional.

Jovem médica portuguesa volta a vencer prémio de oftalmologia nos EUA

Por Marque na Agenda

É o mais prestigiado reconhecimento na área de oftalmologia, que distingue o melhor artigo científico publicado pelo serviço de oftalmologia da Harvard Medical School, EUA e, em toda a história da oftalmologia, apenas dois médicos receberam este prémio mais do que uma vez. Inês Laíns, jovem médica portuguesa, acaba de integrar esta lista restrita, ao ser distinguida, pela segunda vez consecutiva, com o prémio Evangelos S. Gragoudas Award.  

A médica, que trabalha no Massachusetts Eye and Ear Hospital, considerado o melhor hospital mundial na área da oftalmologia, viu o seu artigo premiado pelo seu caráter inovador e de maior contributo para o tratamento da degenerescência macular relacionada com a idade (DMI).

Um prémio que reconhece um trabalho capaz de demonstrar uma técnica inovadora, que permite, através de um teste de sangue, avaliar o risco do doente ter DMI e qual a probabilidade desta doença progredir para o estado de cegueira.

“Neste estudo utilizamos uma técnica nova, que permitiu identificar biomarcadores no sangue que distinguem pessoas com DMI vs controlos da mesma idade, bem como distinguir as diferentes fases da doença”, explica a médica em comunicado.

“Esta técnica inovadora considera a natureza multifatorial da doença, daí provavelmente a sua capacidade para identificar biomarcadores, mas nunca tinha sido usado antes. Foi o primeiro estudo em que isto foi feito e os resultados foram muito promissores. Podemos no futuro evitar que um doente com DMI tenha cegueira, por exemplo.”

Ajudar os doentes com DMI

Conhecida por ser a principal causa de cegueira em indivíduos com mais de 50 anos, em países desenvolvidos a DMI é, explica Inês Laíns, “uma doença complexa, que envolve tanto fatores genéticos (história familiar), como fatores ambientais”.

É talvez a sua complexidade que torna difícil “compreender bem como estes fatores interagem e não existem, até à data, formas de identificar quem são os indivíduos acima dos 50 anos com maior risco de desenvolver esta doença. Para além disso, em algumas pessoas a doença progride para cegueira. E não existem também formas de identificar quem são os indivíduos que têm maior risco de progredir para cegueira e que por isso precisam de um segmento diferente”.

Para a especialista, “esta distinção é o resultado de um enorme investimento pessoal e profissional, fruto de muita paixão por aquilo que faço diariamente e de muito trabalho. Mas o prémio também é sinónimo de responsabilidade”.

“Espero agora conseguir continuar a corresponder às expectativas e sobretudo continuar a fazer ciência que tenha impacto na vida dos nossos doentes e possa contribuir para a diminuição da cegueira e para a melhoria da qualidade de vida daqueles que sofrem de doenças da visão.”

O Evangelos S. Gragoudas Award é um prémio que raramente é atribuído mais do que uma vez ao mesmo médico. Em toda a história da oftalmologia, apenas dois médicos receberam este prémio mais do que uma vez. Inês Laíns faz agora parte de um restrito grupo de elite.

Recorde-se que, no ano passado, Inês Laíns ganhou o mesmo prémio, ao desenvolver um teste para a doentes com DMI, de apenas 20 minutos, que concluiu que a “presença de determinadas lesões oculares estavam associadas a um maior tempo necessário para a capacidade de ver no escuro”.

Trabalho desenvolvido nos EUA

Inês Laíns completou a sua formação médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde o seu desempenho académico mereceu múltiplas distinções.

Apesar de ter iniciado a sua carreira de oftalmologia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, mudou-se para Harvard após ter recebido um prémio da Harvard Medical School Portugal. Este prémio deu-lhe a oportunidade de rumar ao Massachusetts Eye and Ear (MEE), nos EUA, onde atualmente se encontra a desenvolver um projeto de colaboração entre Portugal e os EUA, na área da DMI.

Este projeto envolveu o estudo de mais de 500 doentes portugueses e americanos com esta doença, e está já a demonstrar importantes resultados, com várias publicações nas melhores revistas de Oftalmologia mundiais.

Inês Laíns trabalha neste projeto sob supervisão de Joan Miller, uma autoridade mundial em oftalmologia e vencedora do Prémio Champalimaud da visão em 2014. Do seu currículo faz também a conquista, em três anos consecutivos, do prémio pelo melhor poster no âmbito do Massachusetts Eye and Ear/HMS Department of Ophthalmology Annual Meeting and Alumni reunion.

Projeto para melhorar tratamento do cancro do pâncreas vence Prémio FAZ Ciência 2018

Por Cancro

‘Tornar a imunoterapia uma realidade para doentes com cancro do pâncreas’ é o que pretende um grupo de investigadores, liderados por Sónia Melo, do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, no Porto. Um projeto que conquistou o Prémio FAZ Ciência, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca (FAZ) e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO).

Um prémio que distingue o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia desenvolvido em Portugal. O prémio, que se traduz numa bolsa de trinta e cinco mil euros, foi entregue hoje, em Lisboa.

O prognóstico do adenocarcinoma ductal pancreático é, segundo os investigadores, “sombrio”, tendo uma elevada taxa de mortalidade. Para os doentes, as opções terapêuticas são limitadas e a sobrevivência não sofreu grandes alterações nos últimos 40 anos, isto apesar da promessa da terapia direcionada e da imunoterapia, que acabou por não se concretizar.

Para a equipa de Sónia Melo, os exossomas (nano-vesículas produzidas por todas as células do corpo humano) libertados pelas células de cancro contribuem para reprogramar o microambiente do tumor, tornando-o insensível à imunoterapia. Para alterar esta situação, propõe-se, “usando modelos pré-clínicos”, visar os exossomas do cancro, tornando o tumor suscetível à imunoterapia “e, desta forma, abrindo a possibilidade a uma nova estratégia terapêutica com grande potencial para melhorar a sobrevivência dos doentes”.

O trabalho é, reconhecem os investigadores nele envolvidos, “ambicioso”, mas concretizável, contando com o apoio do Departamento de Gastrenterologia do Hospital de São João, no Porto. Uma relação que, segundo Manuel Sobrinho Simões, diretor do IPATIMUP, é preciso cultivar.

“A investigação translacional depende de uma colaboração muito mais intensa entre clínicos e cientistas do que é habitual entre nós”, refere, acrescentando que é necessário que “as perguntas dos clínicos sejam trazidas para o laboratório e aí tratadas experimentalmente”, uma vez que “é neste ‘universo’ que se ganha a tal investigação de translação com repercussão económica e social que faz a diferença entre países com e sem investigação clínica ‘a sério’”.

Recompensa ao mérito

Importantes são também, reconhece o especialista, prémios como o ‘FAZ Ciência’, “na medida em que introduz a noção de que há uma recompensa ao mérito, reforça a convicção de que vale a pena procurar fazer bem. Na investigação, como na vida”.

E contribui para melhorar o panorama da investigação no domínio das ciências da vida e da saúde que, “sem ser bom é muito melhor do que há alguns anos. É fundamental assegurar o financiamento estável das instituições onde se faz ciência de melhor qualidade (a avaliação institucional com recompensa ao mérito é indispensável para manter o ‘tecido’ funcionante)”.

“É também fundamental assegurar a abertura regular de concursos para projetos de investigação com dotações financeiras apropriadas e transparência/celeridade nos processos de avaliação. Finalmente, é fundamental não destruir os Programas Doutorais de muita qualidade que existem nesta área, pois a qualidade da investigação depende, antes de qualquer outra coisa, da qualidade das pessoas”, refere.

Os 20 projetos candidatos ao Prémio FAZ Ciência 2018 foram avaliados por uma Comissão de Avaliação composta por cinco reconhecidos especialistas nacionais na área da Imuno-Oncologia.

Prémio incentiva investigação sobre doença que afeta porcos

Por Marque na Agenda

Incentivar a investigação que permita criar estratégias para controlo da Síndrome Reprodutiva e Respiratória Porcina (PRRS), uma doença causada por um vírus que infecta porcos em todo o mundo, causando doenças do trato respiratório nos animais em fase de crescimento e falhas reprodutivas em porcas, assim como melhorar a interacção entre os investigadores nesta área e os médicos veterinários são os objectivos do European PRRS Research Award.

As candidaturas estão abertas até 1 de julho e, com a ajuda de três bolsas de €25.000 cada uma, o objetivo é financiar propostas de investigação capazes de gerar novas informações e práticas que permitam entender melhor esta doença devastadora e dispendiosa.

A estes objetivos, a Boehringer Ingelheim que patrocina o prémio, junta ainda a intenção de melhorar a comunicação na indústria sobre as estratégias de controlo da PRRS e recompensar a excelência na investigação.

As candidaturas com propostas de investigação podem ser apresentadas em www.prrs.com. Cada proposta será revista por um conselho independente, composto por profissionais altamente reconhecidos da indústria suína, incluindo investigadores e médicos veterinários de terreno. 

O vencedor do European PRRS Research Award deste ano será anunciado em Setembro de 2018. Mais informações em www.prrs.com

Já foi escolhido o vencedor do Prémio ‘FAZ Ciência’

Por Marque na Agenda

Os trabalhos já foram submetidos e o júri já deliberou. E a apresentação do vencedor do Prémio ‘FAZ Ciência’, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca (FAZ) e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que distingue o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia, já tem data.

O projeto que vai merecer a distinção, em forma de uma bolsa no valor de 35 mil euros, vai ser conhecido no dia 06 de março, a partir das 17h30, na Sala Fernando Pessoa, no Centro Cultural de Belém (CCB).

A cerimónia contará com uma palestra sobre os Desafios para a prática médica e a investigação clínica na era da medicina de precisão, proferida por Manuel Sobrinho Simões, diretor do IPATIMUP.

Os projetos candidatos ao Prémio “FAZ Ciência” 2018 foram avaliados por uma Comissão de Avaliação composta por cinco reconhecidos especialistas nacionais na área da Imuno-Oncologia, presidida pelo Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Oncologia.