conjuntivite alérgica

Como proteger os olhos e aliviar os sintomas da conjuntivite alérgica

Por Bem-estar

Comichão, olhos vermelhos, desconforto. Os sinais indicam a presença de um problema que já é costume para muitos na primavera: a conjuntivite alérgica. É para ele que alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

Luís Torrão, oftalmologista da SPO, começa por explicar que “a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, a túnica fina que reveste o globo e a pálpebra, pode ser de causa infeciosa ou não infeciosa”.

Acrescenta ainda que, de “entre as não infeciosas, as conjuntivites alérgicas são as mais comuns, atingindo uma larga margem dos pacientes, sendo os principais sintomas apontados: ardor nos olhos, os olhos vermelhos, o lacrimejo, o inchaço e/ou a dor ou desconforto nos olhos”.

Atenção redobrada ao ar livre

Pela sua epidemiologia, a conjuntivite alérgica acaba por ser mais penosa para as pessoas em momentos sazonais, como na primavera, especialmente se forem adeptos de exercícios ao ar livre.

“Isto acontece porque as pessoas ficam mais expostas ao elevado nível alergénios, como por exemplos os pólens típicos da primavera”, explica o oftalmologista da SPO.

De forma a proteger os olhos e a aliviar os sintomas de quem pratica exercício físico ao ar livre e sofre de conjuntivite alérgica, a SPO deixa conselhos importantes.

Saiba então que podem ser utilizados colírios adequados à diminuição da carga de alergénios, como as lágrimas artificiais, ou agentes terapêuticos (anti-histamínicos tópicos ou sistémicos).

Devem-se evitar zonas de maior concentração de alergénios aquando a prática desportiva, sendo também importante não usar lentes de contacto. Se necessário, optar por proteções oculares certificadas à medida de cada modalidade desportiva que podem proteger tanto os sintomas da conjuntivite, como outros problemas maiores;

Sempre que tiver com as mãos em contacto com a natureza, lave-as antes de mexer nos olhos. “Mas, mais importante que tudo, deve consultar o seu médico oftalmologista porque cada caso é um caso e com a prevenção certa poderá fazer todo o tipo de exercício físico ao ar livre sem prejudicar a sua visão”, termina o especialista.

ensaios clínicos a aumentar

Número de pessoas em ensaios clínicos no IPO-Porto bate recorde

Por Cancro

Foram mais de 400 as pessoas que, em 2018, participaram em ensaios clínicos no IPO-Porto. Um número que, de acordo com a instituição, representa um recorde nos últimos cinco anos.

Segundo Laranja Pontes, presidente do Conselho de Administração do IPO-Porto, os dados “espelham uma grande maturidade dos doentes e um grande compromisso de todos os profissionais de saúde, no sentido de assegurar o acesso e o desenvolvimento de novas terapêuticas no tratamento oncológico”.

Um resultado que é ainda mais significativo, uma vez que se enquadra no âmbito da iniciativa “Dia da Esperança”, que o IPO-Porto celebra esta quarta-feira (20 de março), que pretende divulgar a importância dos ensaios clínicos.

Neste dia, que é também o primeiro da primavera, será lançado o movimento “Uma flor pela esperança”, protagonizado por Ana Bravo, Carla Ascenção, Jorge Gabriel e Miguel Guedes, que convida todos os portugueses a partilhar, nas redes sociais, uma fotografia sua com uma flor, com a referência #umaflorpelaesperança.

Flor que simboliza a esperança dos doentes oncológicos, de todos os que participam em ensaios clínicos, sendo ao mesmo tempo um agradecimento a todos os profissionais de saúde, familiares, amigos e cuidadores.

Mais participantes em ensaios clínicos 

“Queremos tornar este dia num dia nacional porque sentimos que é muito importante homenagear todos os que participaram em ensaios clínicos e, mais que isso, aumentar o conhecimento e a consciência nacional da investigação clínica, tal como motivar as pessoas a serem participantes ativos no desenvolvimento da ciência médica”, explica Laranja Pontes.

“Há cinco anos, o número de participantes em ensaios clínicos era menos de metade, o que significa que estamos a fazer o caminho certo neste campo”, acrescenta José Dinis, Coordenador da Unidade de Investigação Clínica do IPO-Porto.

O “Dia da Esperança” é celebrado no IPO-Porto desde 2015 e, pela importância do tema, no ano passado foi entregue uma petição na Assembleia da República, com cerca de sete mil assinaturas, para o transformar em Dia Nacional da Esperança.

A petição obteve parecer positivo, em unanimidade, na sessão plenária de 31 de janeiro de 2019 e existe já um projeto de resolução, subscrito pelos deputados do PS, PSD, CDS/PP e BE, que está apenas à espera de aprovação para ser promulgado em Diário da República.

Esta é uma iniciativa do IPO-Porto, que conta com o apoio da Roche Farmacêutica, cujo vídeo pode ser visto aqui.