atividade física

Trinta minutos por dia de atividade física podem reduzir o risco de morte em 16%

Por Bem-estar

Realizar 150 minutos de atividade física de intensidade moderada (caminhada rápida ou dança, por exemplo) ou 75 minutos de atividade vigorosa (como corrida ou outro desporto) por semana (30 minutos por dia), conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reduz o risco a mortalidade em 16%, o risco de mortalidade cardiovascular em 27% e os AVC em 12%.

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risco dos alimentos muito processados

Alimentos muito processados aumentam risco de morte em 62%

Por Nutrição & Fitness

Um maior consumo de alimentos processados ​​(mais de quatro porções por dia) está associado a um risco 62% superior de morte para todas as causas, revelam os dados de um estudo espanhol, que garante ainda que, para cada porção adicional, o risco aumenta 18%.

A avaliação de quase 20.000 voluntários, realizada por especialistas da Universidade de Navarra e do Centro de Investigación Biomédica em Rede de Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição (CIBERobn) e publicada no British Medical Journal, foi feita ao longo de 15 anos (1999-2014) em 12.113 mulheres e 7.786 homens, que registaram o seu consumo de alimentos e bebidas.

Ao longo de um acompanhamento de dez anos, contabilizaram-se 335 mortes, sendo claro que comer mais de quatro porções diárias de alimentos muito processados ​​aumenta o risco de mortalidade em 62%, com cada porção adicional a fazê-lo crescer outros 18%, independentemente de outras causas de mortalidade.

O que são alimentos muito processados?

Por alimentos muito processados entende-se aqui aqueles que são feitos a partir de ingredientes refinados (açúcar, amidos, óleos vegetais, sal) ou sintetizados (gordura trans, proteína hidrolisada, aditivos), que não contêm alimentos reconhecíveis.

Se um produto tiver mais de cinco destes ingredientes, é provavelmente muito processado. Alguns exemplos são os refrigerantes açucarados, salsichas, sobremesas lácteas doces, biscoitos, doces industriais ou cereais de pequeno-almoço, que são caracterizados pela sua baixa qualidade nutricional, conveniência (estão prontos para comer a qualquer momento, sem preparação), disponibilidade (o ambiente favorece o consumo) e hiper palatabilidade (são extremamente saborosos).

São alimentos que não se enquadram no cenário de uma alimentação saudável e se afastam dos padrões alimentares verdadeiramente saudáveis, ​​como a dieta mediterrânea tradicional, que tem sido associada com uma redução significativa no risco cardiovascular e cancro da mama.

Maira Bes-Rastrollo, investigador sénior do estudo, afirma que “outros trabalhos, realizados pela mesma equipa, já tinham encontrado nos produtos muito processados a ​​origem de numerosos problemas de saúde cardiometabólicos, como um aumento do risco de excesso de peso e até depressão”.

paragem cardíaca

Em caso de paragem cardíaca, as mulheres correm mais risco de morrer

Por Investigação & Inovação

As mulheres que sofrem uma paragem cardíaca fora do ambiente hospitalar têm menos probabilidade de serem alvo de manobras de reanimação por quem está à sua volta e, por isso, maior risco de morrer do que os homens, revela um novo estudo publicado no European Heart Journal.

Liderado pelo cardiologista Hanno Tan, da Universidade de Amesterdão (Holanda), os especialistas confirmaram a existência de um tratamento desigual.

Uma das razões que o justifica é o facto de muitos não reconhecerem  que as mulheres que entraram em colapso estão a ter um evento cardíaco, o que provoca atrasos na chamada das equipas de emergência e na aplicação de manobras de reanimação.

“Descobrimos que o pior resultado nas mulheres é, em grande parte, atribuível ao fato destas terem cerca de metade da probabilidade de ter um ritmo inicial chocável, comparando com os homens”, explica Hanno Tan.

Mas afinal o que é isto do ritmo chocável? Trata-se de um ritmo cardíaco registado quando alguém em paragem cardíaca está ligado a uma máquina de eletrocardiograma. É muito rápido (muitas vezes mais de 300 batimentos por minuto) e caótico e evita que o coração bata de forma coordenada, impedindo que o sangue circule pelo corpo e para o coração, o que leva a uma paragem cardíaca.

A morte acontece em poucos minutos, a menos que o coração possa voltar ao ritmo normal através da corrente elétrica de um desfibrilhador. Se isso não acontecer, o ritmo inicial chocável dissolve-se numa “linha reta”, que indica a ausência de qualquer atividade elétrica no coração.

Nesta fase, é muito tarde para que a desfibrilhação funcione e a única opção é a compressão torácica para tentar restaurar a circulação o suficiente para que o coração recupere a sua atividade elétrica e mecânica.

A capacidade de reconhecer e tratar uma paragem cardíaca o mais rápido possível é, por isso, essencial para que se possam tratar os doentes enquanto ainda têm um ritmo inicial chocável e antes que o coração pare.

Menos probabilidade de sobrevivência

Tan e a sua equipa analisaram dados de todas as tentativas de reanimação feitas pelos serviços de emergência entre 2006 e 2012 numa região da Holanda. E identificaram 5717 paragens cardíacas fora do hospital tratadas durante este período, 28% das quais em mulheres.

Verificaram também que as mulheres eram menos propensas do que os homens a ser alvo de uma tentativa de reanimação pelas pessoas à sua volta (68% versus 73%), mesmo quando havia alguém para testemunhar o colapso (69% versus 74%).

A sobrevivência desde o momento da paragem cardíaca até a admissão no hospital foi menor nas mulheres (34% versus 37%), tendo estas menos probabilidade de sobreviverem desde a admissão até a alta (37% versus 55%).

No geral, as hipóteses de as mulheres sobreviverem com alta hospitalar eram cerca de metade das apresentadas pelos homens (12,5% versus 20%).

Os investigadores encontraram também diferenças na forma como as mulheres eram tratadas no hospital: tinham uma probabilidade mais reduzida de serem diagnosticados com enfarte agudo do miocárdio.

alta no Natal com piores resultados

Alta dos hospitais na época natalícia associada a mais mortes e readmissões

Por Investigação & Inovação

O hospital é sempre sinónimo de doença, ainda que seja também, num segundo tempo, de saúde. É, por isso, desejo de quem vai ao hospital passar lá o menor tempo possível. No entanto, ter alta hospitalar na época natalícia surge agora como um novo fator de risco de mortalidade, readmissão ou visita às urgências.

A garantia é dada por um estudo canadiano, que assegura que essa alta significa também uma probabilidade reduzida de um seguimento do doente.

“Em vez de apressarem a alta dos doentes, os médicos do hospital devem prestar atenção ao planeamento da mesma para este grupo vulnerável, garantindo a educação ideal do doente, a revisão de medicamentos e o acompanhamento”, referem Lauren Lapointe-Shaw, médico no Toronto General Hospital, e os seus colegas.

“Os doentes com alta, ao contrário dos presentes não desejados, não devem ser devolvidos após as férias.”

Consultas de seguimento mais difíceis

No trabalho, publicado online na revista BMJ, os especialistas identificaram doentes de cerca de 200 hospitais com cuidados de agudos de Toronto, Canadá, enviados para casa entre 1 de abril de 2002 e 31 de janeiro de 2016.

Os resultados de crianças e adultos com alta após admissão urgente durante as duas semanas à volta do Natal foram comparados com aqueles de doentes enviados para casa ​​durante dois períodos de controlo: no fim de novembro e janeiro.

Foram excluídos doentes de alto risco, como recém-nascidos e doentes internadas para parto ou cuidados paliativos, e aqueles com internamento hospitalar superior a 100 dias.

Os 217.305 (32,4%) doentes com alta durante o período das festas de Natal e os 453.641 (67,6%) com autorização de ida para casa ​​durante os períodos de controlo tiveram características de base semelhantes.

O mais preocupante foi verificar, segundo os autores, uma probabilidade consideravelmente reduzida de consultas médicas pós-alta.

Ao todo, 36,3% dos doentes com alta perto do dia 25 de dezembro tiveram acompanhamento médico, valor inferior ao verificado nos outros momentos (47,8%).

Uma discrepância que não é possível justificar nem com as características dos doentes ou com as diferenças do hospital. Pode, isso si, estar associada a níveis reduzidos de pessoal durante o feriado.

Mais mortes e novos internamentos

No que diz respeito ao número de mortes, os autores também encontraram diferenças, traduzidas num excesso de 26 mortes por 100.000 doentes, para além de 188 reinternamentos hospitalares a mais e 483 visitas excessivas às urgências atribuíveis à alta durante o Natal.