beber pouco aumenta risco de mortalidade

Beber um copo de vinho por dia afinal não é sinónimo de saúde

Por Bem-estar

Se é dos que usa os benefícios para a saúde para justificar o copo de vinho diário, saiba que a desculpa já não serve. É que, de acordo com um novo estudo, esta é uma prática que afinal pode não ser assim tão saudável.

A sugestão é dada pela Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, na sequência de uma análise dos dados de mais de 400.000 pessoas, com idades entre os 18 e os 85 anos. E é a mesma análise que revela que beber um ou dois copos, quatro ou mais vezes por semana, que é a quantidade considerada saudável pelas diretrizes atuais, aumenta o risco de morte prematura em 20%, comparando com a mesma dose, três vezes ou menos semanais.

Um aumento de risco que se revelou consistente em todos os grupos etários.

Um copo por dia não é a receita certa

“Havia a ideia que tomar um ou dois copos por dia não era grande coisa, e há até alguns estudos que sugerem que pode melhorar a saúde”, afirma Sarah M. Hartz, primeira autora do estudo. “Mas sabemos agora que até uma ingestão diária mais leve tem um risco maior de mortalidade.”

E, de facto, são vários os estudos que associam o consumo ligeiro de vinho a melhorias na saúde cardiovascular. Segundo Hartz, este novo trabalho mostra que esses ganhos potenciais são superados por outros riscos.

A avaliação da sua equipa ao risco de doenças cardíacas e cancro verificou que, embora em alguns casos o consumo de álcool possa reduzir o risco de problemas cardíacos, o consumo diário aumentou o risco de cancro e, consequentemente, o risco de mortalidade.

O que significa, de acordo com a especialista, que as recomendações têm de ser adaptadas individualmente. Ou seja, pode haver situações em beber ocasionalmente pode ser potencialmente bom para a saúde “mas, no geral, acho que as pessoas não devem considerar um copo de vinho por dia para serem, de alguma forma, saudáveis”.

óleo de coco e saúde cardiovascular

Saúde cardiovascular à mesa: mitos, conselhos e sugestões

Por Nutrição & Fitness

A ideia de que somos o que comemos ganha cada vez mais força com dados, como os das European Cardiovascular Disease Statistics de 2017, que elegem os hábitos alimentares desequilibrados como o fator de risco que mais contribuiu para a mortalidade por doenças cardiovasculares. É por isso que a Associação Portuguesa de Nutrição (APN) lança o e-book: Dislipidemias: Caracterização e Tratamento Nutricional, que quer ajudar a mudar este cenário.

Chama-se dislipidemia à presença elevada ou anormal de lípidos no sangue, situação que, em 2016, foi responsável por 20 a 30% do total de mortes na Europa associadas às doenças cardiovasculares. Seja o colesterol elevado, os triglicéridos acima do normal ou uma mistura dos dois, aqui o risco é maior. E os cuidados com o que se põe no prato também devem ser.

Ovo, amigo ou inimigo?

No e-book agora disponibilizado, dão-se conselhos e deitam-se por terra alguns mitos. Como o do ovo. Por muitos transformado em inimigo de uma alimentação equilibrada, acusado de ter um elevado teor de colesterol, o ovo tem sido incompreendido, garante a APN, que esclarece:

“Este é um alimento interessante a nível nutricional, sendo maioritariamente constituído por água e proteína, possuindo quantidades moderadas de gordura.”

É rico em vitamina D, vitamina B12 e riboflavina (vitamina B2), uma boa fonte de vitamina A, vitamina B6, vitamina E, fósforo e ferro, para além de substâncias antioxidantes, “importantes na promoção da saúde cardiovascular”.

O que significa que “consumir até um ovo por dia não parece aumentar o risco de doença cardiovascular, desde que o seu consumo se enquadre num padrão alimentar saudável aliado a um estilo de vida ativo”.

Marisco no menu

Então e o marisco? Há quem garanta que é aqui proibido. No entanto, esclarece a APN, “de um modo geral, o marisco apresenta teores de gordura saturada muito baixos comparativamente com as carnes (inclusive as brancas) e muito semelhantes aos do peixe”.

Sim, é verdade que há alguns tipos de mariscos com concentração mais elevada de colesterol, mas “no que concerne ao consumo de marisco por doentes com dislipidemia, este é nitidamente permitido, sempre com a devida parcimónia e bom senso adjacentes a uma alimentação saudável, variada e equilibrada”.

Óleo de coco vs azeite

Tem vindo a ocupar um lugar cada vez mais importante numa alimentação que se quer saudável. No entanto, o óleo de coco é “uma gordura com um perfil lipídico predominantemente saturado (aproximadamente 82%)”.

Ou seja, tendo em conta que os ácidos gordos saturados estão associados ao aumento do colesterol, “o seu consumo regular é desaconselhado”. Aqui, o azeite, “sempre com a devida moderação”, surge como uma opção mais benéfica.

O desafio de uma hidratação saudável e sustentável

Por Nutrição & Fitness

Num mundo onde as alterações climáticas transformam a gestão da água um desafio crescente, a hidratação torna-se um tema ainda mais importante. E preocupante. De tal forma que a importância de uma hidratação saudável, mas sustentável esteve em destaque no III Congresso Internacional e V Nacional de Hidratação, que se realizou em Espanha.

“O crescimento rápido da população mundial deixa antever que um aumento de quase um terço na procura de água em 2050″, alerta Lluis Serra-Majem, diretor do Grupo de Nutrição da Universidade de Las Palmas da Gran Canaria e director da Cátedra Internacional de Estudos Avançados em Hidratação, responsável pela organização do congresso.

O uso sustentável da água foi, por isso mesmo, um tema debatido em várias sessões do encontro. “Os desafios atuais da gestão da água são evidentes em todos os setores, o que exige novas formas de gestão deste valioso recurso natural”, reforça Serra-Majem. Tarefa da responsabilidades das organizações, mas para a qual, concordam os especialistas, todos os cidadãos podem e devem dar o seu contributo.

Para além de uma gestão integral e transparente, o uso sustentável de água nas cidades requer uma maior exigência e controlo do cumprimento da legislação, assim como uma maior informação, educação, consciencialização e participação individual.

Um carrinho de compras saudável e sustentável

Apesar de ser grande a proporção de pessoas que fazem a sua ingestão de água no local de trabalho ou estudo, a alimentação em casa adquire uma grande relevância na configuração dos hábitos alimentares. Nesse sentido, o carrinho de compras desempenha um papel importante como estratégia para favorecer uma dieta familiar mais saudável.

Um dos aspectos determinantes é a presença de produtos de origem vegetal, especialmente frutas e vegetais frescos, sazonais e, se possível, locais, explicou Carmen Pérez-Rodrigo, especialista em nutrição. A água também tem que fazer parte, eleita como a bebida preferida, especialmente para os pequenos. 

Um guia de receitas para um intestino saudável

Por Nutrição & Fitness

Cansada, ansiosa, com uma sensação constante de enfartamento e a barriga inchada. Durante anos Mafalda Rodrigues de Almeida viveu assim. Até ter encontrado a solução: mudou a alimentação e conseguiu um intestino mais saudável.

Licenciada em Ciências da Nutrição pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz e mestre em Políticas Alimentares pela City University London, a especialista procurou respostas junto de médicos, mas os resultados conseguiu-os apenas graças a mudanças naquilo que comia, alterações que de imediato lhe melhoraram o funcionamento do intestino e eliminaram outros desequilíbrios.

Foi por isso que decidiu escrever o livro ‘Equilíbrio. O guia de receitas para um intestino saudável’, onde pretende mostrar como aquilo que ingerimos em cada refeição, em cada snack, em cada dentada, pode ser o maior desafio para a saúde da nossa flora bacteriana intestinal e, consequentemente, o maior fator de influência para a nossa saúde.

Até porque o organismo humano é colonizado por uma imensidão de micro-organismos. São cerca de 100 triliões as bactérias, fungos, vírus que cobrem todo o corpo desde a pele, a boca, as orelhas ou até mesmo o intestino. E a nossa alimentação influencia direta e fortemente a diversidade e o equilíbrio da flora bacteriana intestinal.

Depois de ‘Superalimentos, refeições com mais vida’ e do site Loveat.pt, onde partilha receitas e dicas para uma alimentação e estilo de vida saudáveis, a autora lança agora um novo livro, editado pelo Grupo Saída de Emergência, que vai estar à venda a partir de dia 6 de abril.