viver mais tempo sem esforço

O segredo para viver mais tempo só ‘custa’ 30 minutos

Por Bem-estar

Costuma dizer-se que sem sacrifícios não há ganhos, máxima que se aplica ao exercício físico. Mas e se lhe disséssemos que não é preciso passar horas a fio no ginásio ou suar até cair para viver mais tempo? Há um novo estudo que garante que trocar meia hora parado por qualquer atividade física reduz o risco de morte prematura em até 35%. 

Realizado com cerca de 8.000 adultos de meia-idade e idosos, o trabalho, publicado online no American Journal of Epidemiology, destaca a importância do movimento para melhorar a saúde. Uma mensagem particularmente importante tendo em conta que a maioria dos adultos passa mais de oito horas por dia sentado.

Keith Diaz, professor de medicina da Universidade de Medicina da Universidade de Columbia, já tinha estudado o tema e confirmado que quem passa os dias sentado tem um risco superior de morte prematura do que aqueles que, embora sedentários, se levantam várias vezes ao dia.

Agora, era preciso saber, afinal, quanto tempo é necessário para combater os efeitos nocivos das horas passadas na cadeira.

Viver mais e melhor

Contas feitas pelos especialistas e percebeu-se que bastava substituir 30 minutos sentado por uma atividade física de baixa intensidade para reduzir em 17% o risco de morte prematura. Trocar esse mesmo tempo por uma atividade moderada a vigorosa seria duas vezes mais eficaz, reduzindo esse risco em 35%.

Mais ainda, descobriram os investigadores: bastam curtos períodos de atividade, de apenas um ou dois minutos, para se sentirem benefícios na saúde.

“Se tem um emprego ou estilo de vida que envolve muito tempo sentado, pode diminuir o risco de morte prematura, movendo-se com mais frequência, pelo tempo que quiser e conforme a sua capacidade permitir”, o que significa caminhar apenas, explica Keith Diaz.

Especialistas criam um banco que ajuda a sentar-se melhor

Por Atualidade

Seja a trabalhar, a ver televisão, a conduzir, em reuniões… estar sentado durante horas a fio é o que muita gente faz durante grande parte do seu dia, com riscos bem conhecidos para a saúde, como as dores nas costas, alimentadas por um ciclo vicioso de má postura. É para o quebrar que foi criado um personal trainer capaz de ensinar a sentar-se e movimentar-se com saúde.

Está mais do que provado que estar sentado por longos períodos de tempo causa tensão e dano postural, o que leva, por sua vez, às dores nas costas. Quem as sente acaba, frequentemente, por ter uma má postura, colocando ainda mais pressão sobre os músculos. Movimentos ativos e conscientes são a única forma de resolver este problema. Foi com isto em mente que investigadores do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial decidiram criar um banco.

Mas mais do que um simples assento, este banco, equipado com sensores e LED, consegue dar um feedback, através de um sinal de cor ou de uma aplicação, sobre se a pessoa nele sentada o está a fazer de forma ergonomicamente correta, dando resposta a uma necessidade por satisfazer. “Através de várias entrevistas a pessoas que sofrem de dores nas costas, bem como várias empresas e especialistas, descobrimos que havia uma forte procura por equipamentos para promover a saúde quando se está sentado“, justifica Truong Le, cientista do Fraunhofer.

Acabar com a má postura e dores nas costas

Vários sensores de pressão medem a distribuição do peso no assento para identificar uma postura incorreta – se a pessoa está sentada num ângulo inadequado ou se fica sentada muito tempo na mesma posição. Os dados do sensor são avaliados e transmitidos para um PC, laptop, tablet ou smartphone. Em seguida, o utilizador recebe um aviso de que está mal sentado.

A pedido, podem ser visualizadas estatísticas para um determinado período de tempo, assim como um vídeo, que mostra qual a postura ou inclinação do corpo considerada problemática. Caso seja necessário, o utilizador será solicitado a mexer-se e, com o auxílio de um guia de vídeo, pode realizar exercícios de movimento definidos, que os sensores também registam.

Sensores que, referem os especialistas, podem ser aplicados num conjunto amplo de ambientes ou produtos, como esteiras, assentos, volantes ou tetos de veículos motorizados.