disfunção erétil

Inquérito europeu revela que maioria não sabe o que é a disfunção erétil

Por Bem-estar

A consciencialização sobre disfunção erétil é assustadoramente baixa nos homens e mulheres com idades entre 20 e 70 anos, revelou um novo inquérito, realizado pela Associação Europeia de Urologia (EAU). A maioria dos entrevistados não sabe o que implica a disfunção erétil e um em cada quatro nunca ouviu falar de qualquer um dos sete tratamentos mais comuns para este problema.

Ler Mais

gonorreia está a aumentar

Incidência global da gonorreia está a aumentar e o beijo pode explicar porquê

Por Investigação & Inovação

É uma doença sexualmente transmissível que, de acordo com os dados mais recentes, está a crescer a nível global. Em 2016, contaram-se 87 milhões de pessoas diagnosticadas com gonorreia, que é também, deste tipo de doenças, a mais resistente aos antibióticos. Mas a que se deve este aumento?

Kit Fairley, professor da Monash University e diretor da Melbourne Sexual Health Clinic, na Austrália, foi ao Canadá apresentar dados que indicam que uma rota significativa e não reconhecida da transmissão desta infeção bacteriana é… o beijo.

Publicados no The Lancet Infectious Diseases, os dados revelam que beijar é um importante fator de risco para a gonorreia.

Com base num estudo feito junto de mais de 3600 homens que fazem sexo com outros homens durante um período de 12 meses a partir de março de 2016, foi possível mapear aqueles que só beijaram os parceiros, em comparação os que fizeram sexo. Desta forma, foi possível perceber que a transmissão da doença é elevada nas pessoas que apenas se beijam, tendo sido mais elevada junto daqueles que fazem sexo com beijos, comparando com os que não se beijam durante o ato sexual.

“É preciso reconhecer que a gonorreia está em ascensão e que deve haver uma maior consciência dos riscos de beijar como uma rota de transmissão”, alerta, por isso, Kit Fairley.

“Compreender como é transmitida a doença é a chave para entender como a podemos controlar. Se a transmissão é feita através de beijos, que é uma via essencial de transmissão, então é importante investigar novos métodos de controlo, como o antisséticos orais”, acrescenta.

O que é e como se transmite a gonorreia

A gonorreia é, como já foi referido, uma doença sexualmente transmitida, que pode afetar o pénis, a vagina, o colo do útero, a uretra, o ânus ou a garganta.

Ainda que a sua via de transmissão principal seja a sexual, através do contacto com uma pessoa infetada, parece que o beijo adquire aqui um papel importante.

contracetivo masculino

Contracetivo masculino inovador em forma de gel pode estar para breve

Por Bem-estar

Há muito que se fala na contraceção masculina, numa pílula só para eles. Até agora, as tentativas de o conseguir não passaram disso mesmo, mas o futuro próximo pode trazer surpresas em forma de um gel contracetivo de uso exclusivo pelos homens.

É para isso que trabalha o Population Council e o Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) Eunice Kennedy Shrive, instituições que pertencem ao norte-americano National Institutes of Health (NIH), que se prepara para levar a cabo um ensaio clínico destinado a avaliar a eficácia desta ideia.

“Muitas mulheres não podem usar contracetivo hormonal e os métodos anticoncecionais masculinos são limitados à vasectomia e aos preservativos”, explica em comunicado Diana Blithe, diretora do Programa de Desenvolvimento de Anticoncecionais do NICHD.

“Um método de contraceção masculino seguro, altamente eficaz e reversível satisfaria uma importante necessidade de saúde pública.”

O teste ao contracetivo vai começar

Batizado de NES/T, o gel é aplicado nas costas e ombros e absorvido pela pele. A progestina nele contida bloqueia a produção natural de testosterona nos testículos, reduzindo a produção de espermatozoides a níveis baixos ou inexistentes.

A reposição de testosterona mantém o desejo sexual normal e outras funções que dependem de níveis sanguíneos desta hormona adequados .

Para já, os investigadores planeiam inscrever cerca de 420 casais no estudo. Os voluntários do sexo masculino vão usar o NES/T diariamente, entre quatro a 12 semanas, para determinar se toleram a formulação e para garantir que não têm efeitos secundários inaceitáveis.

Se os níveis de esperma não diminuírem adequadamente, vão continuar a usar a formulação até 16 semanas. Quanto se atingirem os níveis considerados suficientes para a contraceção, terá início a fase de eficácia, que avaliará a capacidade do gel prevenir a gravidez. Fase que terá a duração de 52 semanas.