melhorar resposta à emergência

Smartphones europeus vão enviar localização precisa em caso de emergência

Por Marque na Agenda

Em caso de emergência, o tempo é essencial. É para tornar mais eficaz as operações de socorro que a Comissão Europeia decidiu adotar novas medidas para localizar com mais precisão pessoas em situações de emergência.

Como? De acordo com as novas regras da União Europeia (UE), todos os smartphones vendidos no espaço comunitário vão passar a ter de enviar a localização precisa da pessoa que liga para o 112 em busca de serviços de emergência.

A localização será determinada usando sinais dos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS), incluindo o programa europeu Galileo (fora dos edifícios), e dos sinais Wi-Fi (dentro dos edifícios), informa a Comissão em comunicado.

Atualmente, as informações de localização são estabelecidas através de tecnologia de identificação baseada na área de cobertura da torre da rede celular. O que significa que a sua precisão nem sempre é a mesma ou a ideal. Esta varia entre dois a 10 quilómetros, dando origem a erros significativos nas buscas após uma chamada de emergência.

Pelo contrário, às informações de localização baseadas no Galileo fornecem uma precisão de apenas alguns metros.

Os novos padrões serão obrigatórios para todos os smartphones 36 meses após a entrada em vigor do regulamento, ainda que a maior parte destes equipamentos já possuam tecnologia para cumprir os novos padrões.

Novas aplicações para o Galileo

Galileo é o sistema mundial de navegação por satélite da Europa, que faculta informações de posicionamento e de cronometria precisas e fiáveis para serem utilizadas por automóveis autónomos e conectados, caminhos-de-ferro, aviação e outros setores.

É desejo da Comissão Europeia que os serviços Galileo melhorem gradualmente, à medida que forem implantados mais satélites e disponibilizados outros serviços (por exemplo, um serviço de elevada precisão).

Smartphone à mesa deixa as pessoas infelizes

Por Saúde Mental

É uma tendência mais do que generalizada: seja onde for, as pessoas fazem-se normalmente acompanhar pelo smartphone. E isso inclui a mesa de refeições. Seja o pai, a mãe ou o filho; em casa ou fora dela, é vê-los, entre uma e outra garfada, agarrados ao aparelho eletrónico, indiferentes ao que os rodeia, comida incluída.

Elizabeth Dunn and Ryan Dwyer, dois investigadores da área da Psicologia da Universidade de British Columbia, no Canadá, repararam no mesmo e decidiram tentar perceber qual o impacto que este gesto tem na interação entre as pessoas. Será que são mais felizes assim?

A resposta é negativa. O uso de um smartphone durante o almoço ou jantar dá origem uma pequena, mas bastante visível redução do prazer às refeições, lê-se no estudo publicado na revista Journal of Experimental Social Psychology. O que faz aumentar é a distração, reduzindo a interação social, o que, por sua vez, dá origem a uma redução na satisfação equivalente a meio ponto numa escala de sete valores.

Os telefones “fazem a diferença”, afirma Dunn, citado pela Time. É certo que é pequena, mas isso pode fazer com que não se preste a devida atenção e deixar escapar “o quanto os telefones estão a mudar a nossa experiência de forma subtil nas interações sociais”, acrescenta.

O trabalho pediu a 300 pessoas que fossem jantar com família ou amigos, sem que estes soubessem do verdadeiro motivo por detrás do convite. E finda a experiência, os resultados revelaram um decréscimo de satisfação entre os utilizadores dos telefones que, apenas pelo facto de terem o telefone à mesa, acabaram por usá-lo em média durante 11% do tempo que durou a refeição.