sintomas depressivos

Três em cada dez adolescentes com sintomas depressivos e 10% em risco de suicídio

Por Saúde Mental

Os resultados do programa de prevenção do suicídio ‘Mais Contigo’ no ano letivo de 2019-2020, um programa iniciado em Coimbra e, agora, implantado por todo o País, confirmam presença de sintomas depressivos e apelam a “uma maior necessidade de profissionais de saúde mental nas escolas”, defende professor da ESEnfC e coordenador do projeto, José Carlos Santos. 

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cancro pode levar ao suicídio

Risco de suicídio aumenta significativamente após diagnóstico de cancro

Por Cancro

O risco de suicídio aumenta significativamente no primeiro ano após o diagnóstico de cancro, um aumento que varia consoante o tipo de tumor maligno. É por isso que, alertam os especialistas, é cada vez mais importante garantir que os doentes recém-diagnosticados tenham acesso a apoio social e emocional.

“A consciencialização para rastrear o risco de suicídio e fazer a referência aos serviços de saúde mental é importante para mitigar este risco e salvar vidas, sobretudo nos primeiros seis meses após o diagnóstico”, explica Ahmad Alfaar, um dos autores de um novo estudo sobre o tema.

“Para além disso, os familiares e cuidadores devem ser treinados para fornecer apoio psicológico aos seus familiares doentes.”

Risco duas vezes e meia superior

Publicado na revista científica CANCER, especialistas do Boston Children’s Hospital/Harvard Medical School e da Charité – Universitätsmedizin Berlin avaliaram as informações sobre todos os doentes com cancro de um banco de dados norte-americano, entre 2000 e 2014, o que corresponde a cerca de 28% da população dos EUA com cancro.

E entre os 4.671.989 doentes avaliados, 1.585 cometeram suicídio no espaço de um ano após o diagnóstico. O que, contas feitas, dá qualquer coisa como um risco duas vezes e meia superior do que o verificado na população em geral.

Cancro do pâncreas e do pulmão em destaque

Os doentes com cancro do pâncreas e o do pulmão foram aqueles onde o risco suicídio mais aumentou, risco esse que subiu também significativamente após o diagnóstico de cancro colorretal.

Subidas que não se verificaram, no entanto, nos casos de diagnóstico de cancro da mama e da próstata. 

“Tanto o cancro como o suicídio representam um grande desafio para a saúde pública. O nosso estudo destaca o facto de que, para alguns doentes com cancro, a sua mortalidade não será um resultado direto do cancro em si, mas será devido ao stress de lidar com isso, culminando em suicídio”, afirma Hesham Hamoda, outro dos autores do estudo.

“Esta descoberta desafia-nos a garantir que os serviços de apoio psicossocial são integrados no início do tratamento do cancro.”

Sintomas de depressão nos alunos da escola

Sintomas de depressão aumentaram nos jovens do 3.º ciclo e secundário

Por Saúde Mental

Estão a aumentar os sintomas de depressão entre os alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, revelam os dados do programa de prevenção de comportamentos suicidários em meio escolar + Contigo, referentes ao último ano letivo.

Os resultados, apresentados na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) no âmbito do VII Encontro + Contigo, reunião anual deste programa de prevenção do suicídio que está no terreno desde 2009, referem que 27,5% dos cerca de 6.200 alunos do território nacional abrangidos, em 2017-2018, por este programa apresentaram sintomas de depressão, um aumento de cerca de 2% face ao ano anterior. Destes, 14,9% tinha sintomas moderados ou graves.

Raparigas são mais vulneráveis

Os alunos manifestaram maiores vulnerabilidades no ensino secundário do que no 3.º ciclo, sendo o 10.º ano determinante para a diferença registada, apontam os resultados das intervenções do + Contigo.

Os dados revelam ainda que os alunos que participaram no + Contigo melhoraram os índices de bem-estar e várias dimensões (enfrentamento ou esforço para lidar com situações de dano, ameaça ou dor), com as raparigas a manifestarem maiores vulnerabilidades na quase totalidade das variáveis estudadas (exceção do coping).

Programa no terreno desde 2009

O + Contigo trabalha aspetos como o estigma em saúde mental, o autoconceito e a capacidade de resolução de problemas, devidamente enquadrados na fase da adolescência.

O projeto, que tem como população-alvo alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, foi iniciado, em 2009, pela ESEnfC e pela Administração Regional de Saúde do Centro e dispõe já de uma rede de parceiros de norte a sul de Portugal, tendo ainda um grande potencial de crescimento.

Setembro é amarelo para sensibilizar para o suicídio

Por País

Chama-se ‘Setembro Amarelo’ e é uma campanha internacional de consciencialização para a prevenção do suicídio, onde se incluem diversas iniciativas formativas, culturais e desportivas e que a Associação de Promoção da Saúde Mental do Baixo Alentejo decidiu levar a cabo este mês, atenta ao facto de, segundo os dados conhecidos, ser no Alentejo que existe a maior taxa de suicídio a nível nacional.

O objetivo da campanha é o de chamar a atenção da população para esta problemática, combatendo o estigma e promovendo a saúde mental. 

É na próxima segunda-feira, dia 10 de setembro, que se assinala o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. É neste âmbito que entra a campanha ‘Setembro Amarelo’, criada no Brasil em 2015, que alerta sobre esta realidade. Em Portugal, Beja acolheu a primeira edição e este ano volta a dinamizar-se esta iniciativa.

E uma das suas ações é a Carrinha Setembro Amarelo, que vai percorrer o Baixo Alentejo para sensibilizar a população sobre depressão e prevenção do suicídio e para reduzir o estigma associado à doença mental.

A esta juntam-se outras, como a ‘Volta ao Mundo a Pedalar’. Aqui, os serviços de psiquiatria de Portalegre, Évora, Beja e Santiago do Cacém e as associações Realmente, MetAlentejo e ARIS da Planície juntam-se à International Association for Suicide Prevention numa campanha de consciencialização para este tema. Como? A pedalar. Ao longo do mês, três etapas de ciclismo vão ligar as quatro localidades do Alentejo.

Esteja atento aos sinais de alarme

Se está preocupado com alguém ou pensa que pode estar em risco, os especialistas recomendam que tenha atenção aos sinais de alerta, como ameaçar magoar-se ou matar-se, falar ou escrever sobre morte, queixar-se de sentimentos de desesperança, falar sobre sentir-se encurralado ou perder o interesse pela maioria das coisas.

Nestes casos, contacte o Centro de Saúde, o Serviço de Psiquiatria ou acompanhe a pessoa à urgência, podendo ainda ligar para o 112.