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Um em cada três doentes oncológicos sofre de malnutrição

malnutrição

Todos os tumores malignos são diferentes, assim como diferente é também a forma como o cancro se manifesta nos doentes. Há, no entanto, algo que estes têm em comum: o risco de malnutrição. Os dados revelam que um em cada três destes doentes encontra-se malnutrido. Um problema que, contas feitas, se estima que custe qualquer coisa como 17 mil milhões de euros por ano na União Europeia. É para este problema que se alerta, no próximo dia 27, pelas 21h00, através de uma sessão informativa.

‘Nutrição Clínica no Doente Oncológico’ é o tema do encontro, que vai decorrer na página de Facebook da revista Cuidar, com o apoio da Fresenius, e que contará com vários intervenientes que irão desmistificar, informar e aconselhar os doentes e seus cuidadores sobre esta temática.

A presença da doença, a resposta à mesma, o impacto dos tratamentos, são vários os fatores que ajudam a justificar o risco elevado de malnutrição dos doentes oncológico.

Um risco que, apesar de ser reconhecido, nem sempre se faz acompanhar pela devida intervenção nutricional, essencial para melhorar a qualidade em oncologia. A falta de informação e acesso a cuidados nutricionais no doente oncológico é, de resto, um dos temas em destaque nesta conversa a várias vozes.

Catarina Malheiro, editora da revista Cuidar, dá início ao encontro, onde Marta Carriço, nutricionista na Fundação Champalimaud, irá falar também no impacto da nutrição no doente oncológico.

Os mitos e realidades da suplementação nutricional são o tema desenvolvido por Raquel Conceição, nutricionista da Fresenius Kabi, que se fará juntar ainda, neste encontro virtual, por Maria José Dias, enfermeira do IPO Porto, a quem caberá reforçar o papel do enfermeiro no acompanhamento nutricional.

Impacto da malnutrição

Um estudo recente, publicado na revista Journal of Clinical Medicine por uma investigadora nacional, confirma a importância da avaliação nutricional no cancro, definindo-a como “essencial”, ao permitir “selecionar a intervenção nutricional adequada, com o melhor impacto possível no estado nutricional, composição corporal, eficácia do tratamento e, finalmente, redução de complicações e melhoria da sobrevida e qualidade de vida”.

De facto, a desnutrição nos doentes com cancro tem impacto, sobretudo ao nível dos resultados em saúde, traduzindo-se ainda numa carga maior para os recursos em saúde. Os cuidados nutricionais devem, por isso, ser parte integrante do tratamento do cancro.

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