Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, revela que as pessoas com jardins em casa têm menor probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, reforçando a ideia de que os jardins e os espaços verdes devem ser uma prioridade no planeamento urbano.
O estudo constatou que as pessoas com um jardim de tamanho considerável apresentavam um risco 6,8% menor de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com aquelas que não possuíam um jardim. A investigação foi publicada na revista BMC Public Health.
A autora principal, Chinonso Odebeatu, que conduziu a investigação, considera que o estudo também revelou que as pessoas que vivem perto de vários parques têm 5,7% menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.
“Os desafios habitacionais atuais significam que há mais residências de alta densidade em construção, e esta investigação demonstra que as considerações de saúde pública precisam de ser priorizadas no planeamento de espaços verdes”, refere Odebeatu.
“As evidências mostram que ter um jardim é mais do que apenas estética, pois a saúde das pessoas será impactada se o espaço verde não for tido em conta nos empreendimentos residenciais. A nossa investigação também descobriu que ter vários parques perto de casa era altamente benéfico na redução do risco de diabetes tipo 2, destacando a importância de espaços verdes públicos, como jardins comunitários e parques.”
A importância do planeamento urbano
Nicholas Osborne afirma que existem muitas razões pelas quais o risco de diabetes tipo 2 é menor para aqueles que têm jardins em casa. “Além da atividade física, estar ao ar livre num jardim também ajuda nos níveis de vitamina D e nos aspetos restauradores de estar ao ar livre, o que pode beneficiar muito a saúde mental”, explica.
“Estar ao ar livre também expõe as pessoas a uma variedade de micróbios que melhoram a saúde intestinal e fortalecem o sistema imunitário.”
Osborne refere que mais mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com diabetes, e este número deverá duplicar para 1,31 mil milhões até 2050. “As conclusões deste estudo mostram como a saúde pública precisa de ser considerada no planeamento urbano, pois as decisões que tomamos hoje terão impacto na nossa saúde no futuro.”
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