Bolsas de Cidadania premeiam ideias promotoras de saúde

Por Marque na Agenda

Todos os anos as Bolsas de Cidadania procuram dar corpo a ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG) capazes de promover a saúde e informação dos doentes.

Este ano não é excepção e as candidaturas já estão abertas. A diferença é, que resultado da elevada adesão de anos anteriores, esta quarta edição conta com mais uma bolsa, seis no total, e mais valor atribuído, 60 mil euros ao todo.

Destinadas a financiar projetos e ideias capazes de fomentar a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde, de informar os doentes dos seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de tratamento, esta iniciativa da Roche valoriza ainda os projetos que abordem temas como o cancro, doença de Alzheimer e outras demências, esclerose múltipla ou hemofilia.

À procura de ideias na área da saúde até 30 de março

Abertas até 30 de março, as candidaturas deverão preencher os requisitos identificados no regulamento da iniciativa, disponível em http://www.roche.pt/bolsas/, sendo a avaliação das mesas feita por um júri independente, o mesmo a quem caberá a escolha dos vencedores.

Na edição de 2017 foram atribuídas cinco bolsas, no valor de 45 mil euros, entregues à Europacolon Portugal, à Associação Portuguesa de Hemofilia, Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, Associação de Familiares, Utentes e Amigos do Hospital Magalhães Lemos e Associação Pata D’Açúcar.

estetoscópio e ficha de doentes

ENSP lança academia para capacitar associações de doentes

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Capacitar as associações de doentes com novas competências e ferramentas de gestão e intervenção social é o objetivo de um programa de formação específico, lançado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP-NOVA). O curso, que começou em janeiro, terá a duração de seis meses e prevê integrar nesta primeira edição 25 representantes de várias Associações de Doentes.

Com uma equipa de formadores diversificada, que reúne académicos, políticos, investigadores e profissionais de diferentes áreas do saber, entre os quais Maria de Belém Roseira e Julian Perelman, “esta iniciativa pretende ampliar a área de atuação da Escola, no âmbito da sua missão, permitindo que as Associações de Doentes tenham acesso a um conjunto de conhecimentos fundamentais à sua atividade, para que exerçam uma participação ativa e significativa no sistema da saúde”, refere a propósito João Pereira, diretor da ENSP-NOVA.

A Academia para a Capacitação das Associações de Doentes é um projeto da ENSP-NOVA que conta com o apoio da Roche Farmacêutica, e que decorrerá nas instalações da Escola, em Lisboa.

Mais informações e inscrições aqui.

evento da Sociedade Portuguesa de Cardiologia

Fundação Portuguesa de Cardiologia lança Projeto (que) Salva-vidas

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Chama-se Projeto Salva-vida e o nome quase dispensa mais apresentações, sendo claro em relação ao seu objetivo. A iniciativa, da Fundação Portuguesa de Cardiologia, em parceria com a Senilife e os hipermercados Jumbo, consiste numa campanha pública de sensibilização para a morte súbita.

A mecânica é simples: nas parafarmácias dos hipermercados Jumbo podem ser adquiridas Pulseiras Salva-vidas, pelo valor simbólico de 2€.

Por cada grupo de 1.500 vendidas as entidades promotoras do projeto oferecem um kit salva-vidas, composto por um desfibrilhador ZOLL com reanimação de alta qualidade e respetiva formação em Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa e primeiros-socorros, a uma entidade identificada desde o início das vendas das referidas pulseiras.

A primeira entidade a receber este Kit foi a Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, seguindo-se outras em diferentes locais do país.

10 mil mortes súbitas por ano

Atualmente a morte súbita mata cerca de 10 mil pessoas em Portugal todos os anos e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 20 mil pessoas por dia em todo o Mundo.

Em Portugal o número de desfibrilhadores, um dos instrumentos mais eficazes de combate a esta problemática de saúde pública, é de cerca de um para cada 10 mil habitantes.

Para o Prof. Doutor Manuel Carrageta, Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, “esta iniciativa pretende realmente salvar vidas. O objetivo é dotar escolas e instituições dos

conhecimentos e meios necessários, porque nos casos de paragem cardiorrespiratória cada minuto conta para a possibilidade de sobrevivência da pessoa”.

Após este evento, a vítima perde 10% de hipóteses de sobrevivência a cada minuto que passa. Ou seja, ao final de cinco minutos sem assistência, a vítima tem apenas 50% de probabilidade em sobreviver.

O cérebro apenas sobrevive 3-5 minutos sem oxigénio. Desta forma, esta iniciativa visa despertar consciências e sublinhar a importância das técnicas de Suporte Básico de Vida (SBV), uma vez que uma reanimação cardiorrespiratória de alta qualidade aumenta em 2.72 vezes a probabilidade de sobrevivência do doente sem sequelas.

Bolsas de Jornalismo para trabalhos na área da saúde

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É para fomentar e incentivar a elaboração de trabalhos jornalísticos na área da saúde que o Sindicato de Jornalistas, com o apoio da Roche, criou um programa de cinco Bolsas, cada uma com  o valor unitário de dois mil euros.

O desafio está lançado aos jornalistas que podem, cada um, entregar até cinco propostas de trabalhos, nas áreas da esclerose múltipla, doenças raras – hemofilia, cancro, prevenção e redução do peso da doença crónica na sociedade e cuidados primários de saúde. 

Um programa que visa incentivar os profissionais a selecionarem matérias de interesse e atualidade, premiando a qualidade e originalidade, com a garantia de absoluta liberdade editorial dos jornalistas.

Bolsas apelam à originalidade

A inovação e originalidade do tema, conteúdo e formato, a relevância da proposta de trabalho, a atualidade das matérias de saúde, bem como o nível de contribuição do tema da proposta para a melhoria da qualidade de vida dos doentes visados e dos cuidados de saúde em geral, são alguns dos critérios de avaliação.

Mais informações em www.bolsasdejornalismo.pt

Desconhecimento dos sintomas impede diagnóstico da anemia

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São os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) que o confirmam: a deficiência de ferro é um problema de saúde generalizado (afeta cerca de um terço da população mundial e um em cada três portugueses). Ainda assim, mantém-se pouco reconhecido, subdiagnosticado e negligenciado, apesar de ser um dos principais responsáveis pela anemia, doença que afeta um em cada cinco portugueses adultos (estudo EMPIRE).

Sob o lema “Não brinque com a anemia, tenha uma saúde de ferro!”, o Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro, vem alertar para este desconhecimento e barreiras ao diagnóstico.

Esta data justifica também o lançamento de uma aplicação para telemóvel, gratuita e disponível para Android e iOS – Sintomas da deficiência de ferro – que ajuda a compreender o problema e a identificar os sintomas.

Segundo o estudo EMPIRE, trabalho pioneiro realizado em todo o território continental, cerca de 52,7% de todos os casos de anemia são resultado de uma deficiência de ferro.

Quando esta se instala, significa que o ferro é insuficiente para dar resposta às necessidades do organismo, uma vez que este é essencial para o funcionamento saudável de todo o corpo, incluindo coração, músculos e glóbulos vermelhos, com impacto também ao nível da saúde mental – a OMS reconhece a existência de uma redução de 30% no rendimento do trabalho e do desempenho físico em homens e mulheres com deficiência de ferro.

O estudo EMPIRE revelou ainda que 84% dos afetados desconhecem que sofrem de anemia, com apenas 2% dos inquiridos a fazer tratamento no momento do inquérito. Uma situação que resulta do desconhecimento dos sintomas, tornando o diagnóstico um verdadeiro desafio. E isto porque, de facto, alguns destes sintomas são vagos ou podem ser confundidos com várias outras condições clínicas.

É o caso da fadiga generalizada, unhas frágeis, perda de cabelo ou síndrome das pernas inquietas, falta de ar, maior suscetibilidade para infeções, aftas ou dores de cabeça.

Sintomas da anemia não são valorizados

“As pessoas acabam por não os valorizar”, confirma António Robalo Nunes, presidente do Anemia Working Group Portugal – Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia (AWGP). “É o que acontece, por exemplo, com o cansaço inexplicável, o sintoma mais comum a todos os quadros de anemia, que é sempre desvalorizado.

E porque isso acontece, as pessoas não se queixam e acabam por se habituar a viver com a anemia, até que esta atinja níveis de gravidade elevados, precipitando situações prévias de doença que se tornam mais difíceis de controlar.” De facto, a anemia causada por deficiência de ferro tem um impacto significativo na saúde, aumentando o risco de morbilidade e mortalidade hospitalar.

Para mais informações sobre este tema consulte:

www.awgp.pt ou f/AWGP