Dia da Transplantação serve de alerta para escassez de órgãos

escassez de órgãos em Portugal

A criação do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, já aqui noticiada, é, segundo a Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), um passo “muito importante para a transplantação portuguesa”. Quem o diz é Susana Sampaio, presidente da SPT, que defende que vai, “indiretamente, chamar a atenção para o tema da doação e transplantação e, de alguma forma, contribuir para a resolução de alguns problemas”, como a escassez de órgãos.

A escassez de órgãos é, acrescenta, “um dado universal. Daí que ao falarmos de doação e transplantação poderá haver abertura para o tema da doação em vida, por exemplo”.

O dia servirá ainda para “salientar o esforço de todos os profissionais de saúde para manter os programas de doação e transplantação, apesar dos escassos recursos humanos”, um problema para o qual a SPT gostaria que fosse dada atenção, “dado que é notória a exaustão de algumas equipas”. 

Evento nacional celebra primeiro transplante

Há 11 anos que, no dia 20 de julho, a SPT comemora o Dia do Transplante, agora oficializado, através de um evento que inclui os profissionais de saúde desta área, os doentes submetidos a transplante e as instituições envolvidas neste processo, ao qual tem associado um mote.

Este ano, a celebração é dupla, uma vez que assinalam 50 anos sobre o primeiro transplante realizado em Portugal e 40 anos do Serviço Nacional de Saúde.

“Teremos, como habitualmente, um convívio com os doentes transplantados e haverá uma cerimónia oficial organizada em conjunto com o Conselho de Administração dos Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, no sentido de homenagear o professor Linhares Furtado, pioneiro da transplantação no nosso país. Em colaboração com o Instituto Português do Sangue e Transplantação e os CTT será lançado uma edição de um postal comemorativo dos 50 anos sobre o primeiro transplante em Portugal”, refere Susana Sampaio.

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