traqueia

Realizado o primeiro transplante de traqueia do mundo

Por Investigação & Inovação

Uma equipa de cirurgiões do Monte Sinai, nos EUA, realizou o primeiro transplante de traqueia do mundo, uma conquista que tem o potencial de salvar milhares de pessoas em todo o mundo com defeitos congénitos na traqueia, doenças intratáveis ​​das vias aéreas, queimaduras, tumores ou graves danos traqueais associados a intubação, incluindo aqueles que foram hospitalizados com Covid-19 e colocados num ventilador. Até agora, não havia nenhum tratamento de longo prazo para quem apresentava uma destas lesões, o que causa a morte a milhares de adultos e crianças todos os anos.

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adesivo para fechar feridas

Um adesivo médico inspirado em origami para fechar ferimentos internos

Por Investigação & Inovação

Muitas cirurgias são hoje realizadas através de procedimentos minimamente invasivos, em que é feita apenas uma pequena incisão, através da qual câmaras em miniatura e instrumentos cirúrgicos são enfiados no corpo para remover tumores e reparar tecidos e órgãos danificados. O processo tem como resultado menos dor e tempos de recuperação mais curtos. Mas há desafio que os cirurgiões enfrentam, que é o fechar das feridas internas e lacerações. O MIT acaba de lhes dar resposta com um adesivo.

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escassez de órgãos em Portugal

Dia da Transplantação serve de alerta para escassez de órgãos

Por Marque na Agenda

A criação do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, já aqui noticiada, é, segundo a Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), um passo “muito importante para a transplantação portuguesa”. Quem o diz é Susana Sampaio, presidente da SPT, que defende que vai, “indiretamente, chamar a atenção para o tema da doação e transplantação e, de alguma forma, contribuir para a resolução de alguns problemas”, como a escassez de órgãos.

A escassez de órgãos é, acrescenta, “um dado universal. Daí que ao falarmos de doação e transplantação poderá haver abertura para o tema da doação em vida, por exemplo”.

O dia servirá ainda para “salientar o esforço de todos os profissionais de saúde para manter os programas de doação e transplantação, apesar dos escassos recursos humanos”, um problema para o qual a SPT gostaria que fosse dada atenção, “dado que é notória a exaustão de algumas equipas”. 

Evento nacional celebra primeiro transplante

Há 11 anos que, no dia 20 de julho, a SPT comemora o Dia do Transplante, agora oficializado, através de um evento que inclui os profissionais de saúde desta área, os doentes submetidos a transplante e as instituições envolvidas neste processo, ao qual tem associado um mote.

Este ano, a celebração é dupla, uma vez que assinalam 50 anos sobre o primeiro transplante realizado em Portugal e 40 anos do Serviço Nacional de Saúde.

“Teremos, como habitualmente, um convívio com os doentes transplantados e haverá uma cerimónia oficial organizada em conjunto com o Conselho de Administração dos Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, no sentido de homenagear o professor Linhares Furtado, pioneiro da transplantação no nosso país. Em colaboração com o Instituto Português do Sangue e Transplantação e os CTT será lançado uma edição de um postal comemorativo dos 50 anos sobre o primeiro transplante em Portugal”, refere Susana Sampaio.

tecnologia para doença de Parkinson

Equipa nacional cria tecnologia inovadora para tratar doentes com Parkinson

Por Atualidade

O aumento da rigidez muscular é um dos principais sintomas da doença de Parkinson, frequentemente tratada com um implante de estimulação cerebral profunda. É para facilitar este trabalho que um grupo de investigadores portugueses criou um dispositivo wireless vestível, que avalia a rigidez do pulso para dar apoio aos procedimentos neurocirúrgicos.

Já usado em pessoas com Parkinson, esta novidade pode vir a ser útil também em epilepsia ou noutras doenças do foro neurológico.

A estimulação cerebral profunda é feita com um implante, colocado durante uma cirurgia. São os médicos que, tendo em conta a rigidez do pulso, fazem a avaliação e decidem sobre qual a melhor posição para esse implante. 

Uma avaliação subjetiva, influenciada pela experiência e perceção dos especialistas, ainda que já existam alguns sistemas que ajudam a fornecer esses dados, mas que são, no entanto, complicados de configurar e impraticáveis para uso durante procedimentos cirúrgicos.

É aqui que entra esta novidade, uma tecnologia fácil de configurar e de utilizar pelos médicos durante uma cirurgia.

Novidade pode ajudar a avaliar impacto de novos medicamentos

Resultado da investigação do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), com o apoio do Hospital Universitário de São João, na área da Engenharia Biomédica, esta tecnologia tem já um pedido internacional de patente e acaba de dar origem a uma nova spin-off na área da saúde, a InSignals Neurotech.

Será esta a empresa que vai comercializar a novidade tecnológica, que pode vir a ajudar instituições farmacêuticas a monitorizar ou a avaliar o impacto de medicamentos novos ou aprovados na redução da rigidez durante os ensaios clínicos.

O interesse por parte de potenciais parceiros industriais tem sido grande, tanto que a empresa está a tentar celebrar alguns acordos de colaboração para aumentar o número de ensaios clínicos para testar as suas tecnologias em Portugal, Reino Unido e Alemanha.

Para João Paulo Cunha, docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica (C-BER) do INESC TEC, a empresa “vai funcionar como um forte veículo de inovação para consolidar as tecnologias relacionadas com o cérebro que os investigadores do INESC TEC têm vindo a desenvolver desde há vários anos com a Universidade do Porto”.