Por cá, já se sabe que o certificado de vacinação abre muitas portas. Mas ter um documento, tenha este o nome que tiver, que ateste que a pessoa foi vacinada contra a Covid-19, é uma prática cada vez mais generalizada. E, depois dos pioneiros – Dinamarca, Áustria e Hungria, que em março foram dos primeiros países a introduzir este tipo de documento -, são cada vez mais os países e regiões no mundo que os adotam.

O certificado é, na União Europeia, o documento que permite livre-trânsito para as pessoas que cruzem as fronteiras de 33 países europeus (os 27 estados-membros e ainda Andorra, Islândia, Liechtenstein, Mónaco, Noruega e Suíça). No entanto, se vai viajar, é sempre necessário que se informe das regras em vigor no país que vai visitar.

Se, por cá, o certificado de vacinação é necessário para estadias em hotéis, para assistir a espetáculos ou eventos desportivos ou para comer num restaurante no fim de semana, na Irlanda o documento é obrigatório durante toda a semana para este mesmo fim, enquanto no Luxemburgo é apenas exigido para ir a uma loja.

Em França, o certificado é obrigatório desde 21 de julho para cinemas, museus e centros desportivos que recebem mais de 50 pessoas, apesar dos muitos protestos que têm levado os franceses para as ruas, sendo, em breve, obrigatório também para cafés e restaurantes, feiras, viagens de avião, de comboio e autocarro de longa distância, assim como estabelecimentos médicos.

Um passe semelhante entrou em vigor em Itália, onde passou a ser obrigatório para acesso a bares, restaurantes, ginásios e cinemas, enquanto na Alemanha, a entrada em hotéis, cinemas, pavilhões desportivos e até bordéis é apenas possível, consoante as regiões, mediante a apresentação de um certificado de vacinação.

Nova Iorque tornou-se a primeira grande cidade dos Estados Unidos a introduzir um documento semelhante para restaurantes, ginásios e espetáculos, que ainda não entrou em vigor, e o Quebec, no Canadá, anunciou que apresentará um passaporte de vacinação, o primeiro do país, para todas as atividades não essenciais.