Estudo sugere existência de cinco tipos de diabetes e não dois

diabetes (1)

Há dois tipos de diabetes: o 1 e o 2. Mas pode deixar de haver, isto se for avante a sugestão de um grupo de investigadores dos países mais a norte da Europa, que defendem a existência de não dois, mas cinco tipos da doença. Uma alteração que permitiria melhorar a forma de tratar quem dela sofre.

Dividida atualmente em dois tipos, a doença separa aqueles em que os problemas surgem mais frequentemente na infância, caracterizando-se pela incapacidade de produção de insulina por parte do organismo (tipo 1) e os que começam por ter resistência à insulina, devido a uma falta de resposta das células, sendo diagnosticados mais tarde na vida (tipo 2).

O que este estudo, publicado na revista científica Lancent Diabetes & Endocrinology, defende é que há outras formas da doença, cinco para ser mais precisos, três das quais mais graves e duas mais ligeiras.

O seu estudo divide, por isso, as pessoas que sofrem com a doença em cinco grupos:

  • Grupo 1 ou “diabetes autoimune grave”, semelhante à diabetes tipo 1. Aqui, as pessoas são diagnosticadas relativamente jovens e não apresentam excesso de peso. É o próprio organismo que as impede de produzir insulina, um problema autoimune.
  • Grupo 2, conhecido também como “diabetes grave com deficiência de insulina”, semelhante ao tipo 1, com pessoas jovens no momento do diagnóstico e sem excesso de peso, partilhando ainda a incapacidade para produzir muita insulina. No entanto, não é o seu sistema imunológico a causa de sua doença, embora todos os tratem como pertencente ao tipo 1. O que se acredita é que as pessoas neste grupo podem ter uma deficiência nas células que produzem insulina.
  • Grupo 3, chamado “diabetes resistente a insulina grave”, problema que se manifesta em pessoas com excesso de peso e alta resistência à insulina.
  • Grupo 4, ou “diabetes ligeira associada à obesidade”, que é uma forma que ocorre em pessoas que não têm tantos problemas metabólicos como os do grupo anterior e tendem a ser obesos.
  • Grupo 5, chamado “diabetes ligeira associada à idade”, semelhante ao do grupo anterior, mas diagnosticada em pessoas com mais idade, que foi a forma mais comum de diabetes encontrada pelos investigadores (presente em 40% das pessoas que participaram no estudo).

 

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