Aumentou 56% o números de diabéticos que fizeram rastreio visual

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Os dados são  da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e confirmam o aumento do número de diabéticos que fizeram um rastreio à retinopatia diabética, doença que causa perda visual e até mesmo cegueira, no ano passado.

Ao todo, 74.744 foram rastreadas nos 15 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), 56% mais do que o verificado no ano anterior (26.960). O que se traduziu num maior número de casos detetados: mais 905 (27%).

De acordo com os dados divulgados pela ARSLVT, destes, 7.914 utentes foram encaminhados para consultas de oftalmologia nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e na Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, 3.550 dos quais devido a diagnóstico de retinopatia.

Programa para diabéticos é gratuito

“Estamos no caminho certo para evitar que os diabéticos da região percam visão ou acabem por cegar, algo que iria agravar em muito a qualidade de vida já de si debilitada nestes doentes”, afirma Luís Pisco, Presidente da ARSLVT.

E reforça a importância deste rastreio organizado de base populacional. “É preciso ter a noção que este é um serviço de saúde de que as pessoas não usufruíam até há bem pouco tempo. Isto significa que estes doentes só têm a ganhar se aderirem a um programa que vai ao seu encontro nos centros de saúde e é inteiramente gratuito.”

O programa de rastreio de retinopatia diabética conta com a colaboração da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, que executa o programa em seis dos 15 agrupamentos de centros de saúde da ARSLVT.

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