Arranca esta quinta-feira a Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites 2019. Até ao próximo dia 29, de norte a sul do País, as organizações de base comunitária vão disponibilizar rastreios do VIH e hepatites virais em mais de 30 locais. Sessões que são gratuitas, anónimas e confidenciais.

Pela sétima vez, organizações publicas e privadas juntam-se num esforço conjunto que visa promover a importância do rastreio e que este ano tem como lema ‘Testar. Tratar. Prevenir’.

Em Portugal, a Semana Europeia do Teste é coordenada pela associação GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, através do projeto Rede de Rastreio Comunitária que, em julho de 2018, foi selecionada para o primeiro compêndio de boas práticas da Organização Mundial de Saúde – Europa.

A equipa GAT’AFRIK, novo serviço do GAT dirigido para a população migrante, assegurará as sessões de rastreio nas duas tendas no Martim Moniz.

Além da oferta dos rastreios do VIH e hepatites em diferentes pontos do País, será ainda disponibilizado material informativo sobre as infeções a rastrear bem como preservativos e gel lubrificante.

A mensagem é simples: só fazendo o teste é possível conhecer o estatuto serológico para estas infeções, que têm tratamento e até cura, como é o caso da hepatite C. Da mesma forma, através de um tratamento precoce e eficaz para a infeção pelo VIH, é possível atingir carga viral indetetável, tornando assim o vírus intransmissível.

Quem deve fazer os rastreios ao VIH e hepatites

A semana do teste é aberta a todos os que queiram realizar o rastreio, com especial enfoque nas populações em situação de maior vulnerabilidade para a infeção pelo VIH, hepatites virais B e C: homens que fazem sexo com homens (HSH), migrantes (incluindo pessoas originárias de países com maior prevalência), trabalhadores do sexo, reclusos e pessoas que usam drogas injetáveis.

O VIH na Europa

Em 2017, 2,3 milhões de pessoas viviam com VIH na região da OMS-Europa e uma em cinco desconhecia o seu estatuto serológico.

Também na OMS-Europa, as estimativas apontam para que 15 milhões de pessoas vivam com hepatite B e 14 milhões com hepatite C.