Nem os países mais ricos escapam aos eventos climáticos extremos

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Ondas de calor severas, secas e inundações: os eventos climáticos extremos são desafios enormes, sobretudo para os países pobres e vulneráveis, mas nem os mais ricos escapam, revela o Índice Global de Risco Climático.

Publicado pelo think tank alemão Germanwatch, o Índice revela que, em 2018, países industrializados como Japão e Alemanha foram os mais afetados por ondas de calor e seca severa. As Filipinas, pelo seu lado, foram atingidas pelo tufão mais poderoso registado em todo o mundo em 2018.

Entre 1999 e 2018, os países pobres tiveram que enfrentar impactos muito mais altos: sete dos dez países mais afetados neste período são países em desenvolvimento, destacando-se Porto Rico, Mianmar e Haiti.

“O Índice de Risco Climático mostra que as alterações climáticas têm impactos desastrosos, sobretudo para os países pobres, mas também provocam danos cada vez mais graves em países industrializados, como Japão ou Alemanha”, refere a propósito David Eckstein, da Germanwatch.

“Países como Haiti, Filipinas e Paquistão são repetidamente atingidos por eventos climáticos extremos e não têm tempo para se recuperarem completamente. Isso realça a importância de mecanismos de apoio financeiro confiáveis ​​para países pobres, não apenas na adaptação às alterações climáticas, mas também para lidar com as perdas e danos induzidos pelo clima.”

Portugal na lista de afetados pelos eventos climáticos

Em 2018, as ondas de calor foram uma das principais causas de danos. Dos dez países mais afetados, Alemanha, Japão e Índia foram os que mais sofreram com longos períodos de calor.

Na Europa, por exemplo, os períodos de calor extremo são agora até 100 vezes mais prováveis ​​do que há um século. Além disso, devido à falta de dados, os impactos das ondas de calor no continente africano podem estar sub-representados.

Contas feitas, entre 1999 e 2018, cerca de 495.000 pessoas morreram na sequência de mais de 12.000 eventos climáticos ocorridos a nível global.

Portugal surge no 72.º lugar do ranking de risco climático em 2018, ocupando o 88.º posto no que diz respeito ao número de mortos.

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