Pode o casamento afastar o risco de demência?

demência afeta menos casados

Costuma dizer-se que mais vale só. Mas um novo estudo, que quis saber o que é que o estado civil tem a ver com a demência, sugere que não é bem assim. É que as pessoas casadas parecem ter menos probabilidade de vir a sofrer de demência à medida que envelhecem.

Já os divorciados, de acordo com a referida investigação, têm menos sorte. Para estes, o risco é duas vezes superior ao dos casados, sendo os homens mais castigados do que as mulheres.

Este é um dos primeiros estudos deste tipo. Nele, Hui Liu, professor de sociologia e os colegas analisaram quatro grupos de indivíduos solteiros: os divorciados ou separados e viúvos; os que nunca casaram e os que viviam em união de facto. Destes, os divorciados apresentavam o maior risco de demência.

Um fator de risco da demência esquecido 

Publicado no The Journals of Gerontology: Series B, o estudo proporciona mais informação sobre as demências, um problema que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.

“Esta investigação é importante porque o número de idosos solteiros continua a crescer, à medida que as pessoas vivem mais e as suas histórias conjugais se tornam mais complexas”, explica Liu.

“O estado civil é um fator de risco ou proteção social importante, mas esquecido na demência.”

Descobertas que, garantem, serão úteis para os formuladores de políticas de saúde e profissionais que procuram identificar melhor populações vulneráveis, de forma a projetarem estratégias de intervenção eficazes para reduzirem o risco de demência.

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